Lição 7 — 2.° trimestre de 2013
Por motivo de trabalho, não pude fazer a necessária pesquisa que exige o complicado tema no divórcio nas igrejas. De qualquer forma, a lição expressa o posicionamento oficial da denominação sobre o assunto. Na 40.ª AGO, em 2011, a CGADB publicou uma resolução sobre o divórcio de ministros (leia aqui). Creio que o professor não poderá ir muito além desses limites.
Contudo, observo que é cada vez mais comum a aceitação do divórcio nos currais assembleianos. A verdade é que, a despeito das resoluções da CGADB, as convenções estaduais, ministério e pastores estão agindo com bastante autonomia nessa questão. E as exceções não vêm de hoje.
Apenas a título de exemplo, cito alguns casos antigo e novos que demonstram uma prática bem diferente do que se aceita oficialmente:
1. M. era líder de mocidade. cometeu adultério e foi excluído. Abandonou a esposa e casou-se com a amante. Tempos depois, apareceu na igreja com a segunda mulher, e ambos foram apresentados como membros da igreja.
2. C. é pastor. A esposa o deixou por um motivo não explicado. Passados alguns anos, ele desistiu do celibato e contraiu novas núpcias. Nunca deixou de ser pastor, embora não dirija igreja, nem de exercer funções eclesiásticas.
3. F. era amasiado. Havia roubado a mulher de outro. Depois de convertido, exerceu várias atividades na igreja e até dirigiu algumas congregações. Mas como eles nunca se casaram, F. nunca foi oficialmente reconhecido como obreiro, nem mesmo como diácono.
4. D. é político. Teve um caso com a secretária e por fim abandonou a mulher para casar-se com ela. Nunca foi excluído. Ele e a segunda esposa participam normalmente da igreja.
5. J. não conseguia o apoio que desejava para exercer o ministério conforme pretendia. Divorciou-se da esposa e casou-se com outra. Nunca teve o seu status de pastor alterado.
Estamos lidando com um assunto bastante complexo, e cada caso tem as suas particularidades. Generalizar é sempre perigoso, embora isso não nos impeça de perceber as evidentes contradições entre teoria e prática.
Como “segunda opinião”, recomendo a entrevista com Caio Fábio (leia aqui).
