Presentinho: livro Estudo no livro de Josué (Antônio Neves de Mesquita)

Antônio Neves de Mesquita - Estudos no livro de JosuéOutro livro do conhecido pastor batista, autor de vários livros sobre o Antigo Testamento, também uma edição esgotada.

“O desejo do autor é que os estudantes mirem as maravilhas da divina providência, levando um povo insignificante formado no Egito em condições, em grande parte, de todo desfavoráveis, introduzindo-o numa terra de alta cultura, de cidades amuralhadas, de pequenos governos, é certo, porém, mais fortes que os israelitas. Isso feito, damos graças ao Criador pela história que nos legou” (trecho). Tamanho: 0,9 MB (PDF).

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Lições Bíblicas: “Os pecados de omissão e de opressão”

Lição 12 — 3.° trimestre de 2014

Adapte como introdução o texto de Silas Daniel e Alexandre Coelho:

A Epístola de Tiago foi escrita, muito pro­vavelmente, durante a grande fome que abateu a Judeia por volta do ano 46 d.C. A data mais provável para a composição da Carta de Tiago é entre 45 e 49 d.C., isto é, exatamente um período que abrange a época dessa grande fome. Logo, quando Tiago viu que a morte de alguns irmãos poderia ser poupada se não fosse a omissão dos mais ricos — ainda mais que os ricos empregado­res, motivados apenas por cobiça e egoísmo, estavam em falta no pagamento dos salários dos seus trabalhadores, salário este que, se honrado, supriria minimamente as necessidades destes —, o apóstolo foi tomado de uma ira santa e escreveu as palavras con­tundentes que abrem o capítulo 5 de sua carta, sobre as quais meditaremos a seguir.

O pecado de omissão (Tg 4.17)

A história contada por Champlin ilustra muito bem o tema da omissão:

Aparecem com frequência as oportunidades de fazermos bem aos outros, especialmente no suprimento de suas necessidades físicas [ver Tg  2.14ss; 1:27, como parte da definição do autor do que é a fé religiosa), simplesmente porque tal necessidade é universal. Na história intitulada a Bela Lenda, vê-se um crente ocupado na contemplação de uma visão de Cristo; então surge a oportunidade de distribuir pão aos famintos, que interromperia o seu êxtase. Aquele crente todavia, tinha uma ideia bem esclarecida de seus deveres religiosos; e assim, de pronto deixou de lado sua visão mística a fim de alimentar aos famintos. Ao retornar, encontrou Cristo no mesmo lugar, que aprovou 0 que ele fez, dizendo-lhe: Se tivesses ficado, eu me teria ido embora. 

O pecado de adquirir bens à custa da exploração alheia (Tg 5.1-3)

Thomas W. Leahy dá uma boa explicação para as principais frases e expressões contidas nesses três versículos:

1. desgraças que estão por sobrevir [ARC: misérias, que sobre vós hão de vir]: a perda da riqueza (v. 2-3) e o julgamento terrível que vingará suas cruéis injustiças (v. 3-6). 2. apodreceu [ARC: estão apodrecidas] o tempo perfeito deste verbo e dos dois se­guintes provavelmente indica a presente inutilidade da riqueza. vestes: estas eram uma das principais formas de riqueza na Antiguidade [Mt 6.19; At 20.33]. 3. enferrujados [ARC: se enferrujaram] ainda que a prata e o ouro não enferrujem de fato, esta expressão indica sua inutilidade básica. testemunhará contra vós [ARC: dará testemunho contra vós]: a ferrugem e a decadência de suas posses provarão que seus donos deixaram de usá-las a favor dos pobres, devorará vossas carnes … como fogo [ARC: comerá como fogo a vossa carne]: os objetos da riqueza acumula­da são, metonimicamente, representados como instrumentos de punição vindicativa – sem dúvida, com uma alusão à “ge­ena de fogo” [Mt 5.22]. nos tempos do fim [ARC: para os últimos dias]: em vista da alusão à vinda do Senhor nos vv. 7 e 9, Tiago provavelmente salienta o absurdo do cuidado excessivo para com as coisas terrenas, uma vez que os últimos dias estão próximos [veja At 2.16,17]. Ou­tros entendem que ele se refere ao futuro julgamento de ira que o rico “entesourou” para si mesmo

O escasso salário dos trabalhadores “clama” a Deus (Tg 5.4-6)

Para esta seção, desenvolva o comentário de Lawrence O. Richards

Esta veemente condenação dos ricos que explo­ram os pobres parece quase em lugar inadequado. Mas aqueles que confiam nas riquezas e menospre­zam os direitos dos outros para acumulá-las são a antítese das pessoas humildes que Deus deseja que os crentes se tornem. Estes homens ricos personi­ficam o sistema do mundo, que Tiago afirma ser hostil a Deus. Eles valorizam as coisas materiais, que não têm valor duradouro. E desdenham dos seres humanos, que Deus afirma que têm valor supremo. A sua vida na terra, que é uma vida de “delícias e deleites”, serve apenas para prepará-los para o “dia de matança” (o juízo divino).

Nota: Deixe o seu comentário, esse retorno é importante para mim. Se quiser compartilhar algo sobre o assunto desta lição, que também ajude os outros professores, fique à vontade.

Lição 13 (aguarde).

BIBLIOGRAFIA. Champlin, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado: 
versículo por versículo. 4. impr. São Paulo: Milenium, 1983, v. 3. * Coelho, 
Alexandre; Daniel, Silas. Fé & obras: ensinos de Tiago para uma vida cristã 
autêntica. Rio de Janeiro: CPAD, 2014. * Leahy, Thomas W. Epístola de Tiago. 
In: Brown, Raymond E. et alii. Novo Comentário Bíblico São Jerônimo: Novo 
Testamento e artigos sistemáticos. Tradução de Celso Eronides Fernandes. Santo 
André: Academia Cristã; São Paulo: Paulus, 2011. * Richards, Lawrence O. 
Comentário devocional da Bíblia. Tradução de Degmar Ribas. Rio de Janeiro: 
CPAD, 2012.

Estado laico ou Estado louco?

No blog do pastor RenatoIntimação Vargens, leio que a prefeitura de Niterói intimou a Primeira Igreja Batista de Niterói a retirar das dependências do templo uma faixa que diz: “Niterói estamos orando por você!”.

Num país ainda livre e democrático, esse é o tipo de ação governamental que nos leva perguntar: a que ponto chegamos? A intimação (clique na imagem para ampliar) partiu do Departamento de Fiscalização de Posturas, que integra a Secretaria Municipal de Fazenda. Só para lembrar, o prefeito de Niterói é Rodrigo Neves, do PT (que surpresa!).

É mais uma prova de que a ideia do Estado laico, distorcida ao bel-prazer de certas militâncias, está servindo de pretexto e abrindo caminho para atitudes arbitrárias e insanas. Corremos assim o risco de ter um Estado louco, cego pelo preconceito e pelo fundamentalismo ideológico.

Ainda bem que a Dilma está tentando agradar os evangélicos para se reeleger, não é?

Atualização: Por eu ter em mente a presente discussão sobre o Estado laico, achei que fosse um caso do tipo, a julgar pelo que li no blog do pastor Renato Vargens. Mas o meu amigo Fábio José Lima, que é advogado, deu uma olhada na legislação municipal e me alertou que a intimação ocorreu por outro motivo. Procuro sempre me inteirar dos fatos antes de publicar uma notícia, mas desta vez fui apressado e errei. Não terei problemas em repetir todas as palavras acima diante de uma ação abusiva como a que imaginei, mas elas não se aplicam a esse caso.