“How Great Thou Art” em duas interpretações, digamos, grandiosas

Tive o privilégio de ver Sandi Patty cantar esta música numa edição da Christian Booksellers Association (CBA), nos Estados Unidos (o vídeo abaixo é de outro evento). 

“How Great Thou Art” era a canção evangélica preferida de Elvis Presley, que deu a ela a interpretação mais marcante:

Coisas que só eu vejo nos seriados (15)

Balcão de efemeridades

No episódio 11 da primeira temporada de Chicago PD, há um livro no centro do balcão, atrás da moça:

Chicago PD S01E11a

Um segundo depois, por outro ângulo, vê-se apenas a ponta de um bloco de notas em papel rosado:

Chicago PD S01E11b

Mais alguns segundos, numa tomada geral do balcão, o bloco passou para o outro lado, em outra posição, e uma sineta e um bloco maior de papel azul surgiram no centro do quadrado (note que prancheta, que no quadro anterior ocupava o centro do outro quadrado, agora está no canto):Chicago PD S01E11c

BO contra Deus

Do artigo: Lições Bíblicas: “Naum — o limite da tolerância divina”

O crescente sentimento anticristão que norteia algumas políticas importantes dos dias atuais baseiam-se, a meu ver, em duas antigas acusações contra Deus: a de que ele permite o mal e a de que ele castiga o mal. Falarei aqui da primeira acusação.

Uma velha reclamação contra Deus, e você já deve ter ouvido milhares de vezes, principalmente após a notícia de uma tragédia qualquer, grande ou pequena, é esta: “Como Deus pode permitir uma coisa dessas?”. Esse choramingo tem outras variantes: “Que Deus é este?”; ou: “Como posso crer num Deus que…?”.  Em 2010, quando o filho da atriz Cissa Guimarães morreu atropelado por um carro que participava de um racha, o humorista Chico Anysio escreveu (a sério): “Que Deus é este que deixa que morra um menino de 18 anos, à espera de começar seu caminho na vida, e deixa vivo e solto o animal que o atropelou, o débil mental que faz de um túnel uma pista de corrida e simplesmente arranca da vida um ser bonito, jovem, ansioso por começar a viver, filho de uma mãe maravilhosa, como colega, como amiga e como pessoa?”. (Leia a matéria aqui.)

Fato interessante é que quem reclama da “injustiça” de Deus é quem não quer nada com ele. Então é assim: cada um vive como quer, faz o que quer, e Deus tem a obrigação de consertar tudo. Se alguém comete um crime, Deus tem de intervir e punir o culpado com absoluta justiça. Aliás, de acordo com esse raciocínio Deus não deveria permitir nenhum crime ou nenhuma tragédia no mundo. Os carros poderiam andar a toda velocidade pelas ruas, sem precisar parar no sinal vermelho, e Deus cuidaria para que nem mesmo acontecesse um arranhão na pintura. Pedestres atravessariam a rua assobiando entre a farra dos motoristas malucos sem nem mesmo despentear o cabelo. Carros, barcos e aviões não precisariam de manutenção, pois Deus estaria de plantão para nunca deixar que colidissem, afundassem ou caíssem. Pense na possibilidade de qualquer mal no mundo, e Deus estaria lá para evitá-lo ou consertá-lo.

A falha gritante nesse raciocínio é que os acusadores de Deus se esquecem de olhar para si. Ou será que são pessoas perfeitas, que nunca fizeram mal a ninguém? Quem pode contestar as palavras de Paulo: “Não há quem faça o bem, não há nem um só” (Rm 3.12). O ser humano é pecador, e quem acusa a Deus não passa de um arrogante que não admite a sua participação no estado caótico do mundo e de um covarde que não assume os próprios erros.

Se Deus fosse mesmo punir cada maldade praticada no mundo, eles seriam os primeiros a ser castigados. Nem mesmo os filhos de Deus conseguem fazer o bem que desejam. A esses chorões, a única lamentação que se aplica é esta: “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados. Esquadrinhemos os nossos caminhos, experimentemo-los e voltemos para o Senhor” (Lm 3.39,40).

Um estranho elogio

***

Meu amigo Messias dos Santos, ótimo pregador e grande conhecedor das Escrituras, foi convidado para pregar na AD do bairro dos Pimentas, em Guarulhos, São Paulo. Enquanto adentrava o templo, passou por dois velhos porteiros, e um perguntou para o outro:

— Quem é esse aí?

— Esse é o tar de Missia.

— Desse jeito? — perguntou o outro, referindo-se a um problema de locomoção do pastor, como se fosse um impedimento à oratória.

— Desse jeito.

— E ele prega?

— Se ele prega?! — retrucou o companheiro de porta sem disfarçar a  admiração. — Isso é um demonho na Bíblia!

Contada pelo próprio Messias, que não tem problemas de audição.