Meditações ao acaso: Mateus 10.16 e Lucas 10.13

Ícone - Meditações ao AcasoA igreja não foi instituída para consertar o mundo nem para conquistá-lo. O mundo é dos lobos. Jamais um conselho de ovelhas irá governar essa imensa alcateia. Quando Cristo nos enviou para o meio da feras não estava criando uma raça de ovelhas guerreiras.

As missões emblemáticas dos dois grupos de discípulos não prenunciam uma saga de conquistas, e sim uma história de resiliência. E essa é a boa notícia. Um exército pode ser derrotado, mas ninguém dobra um resiliente.

Não importa quanto piore o mundo ou quão injusto se torne o país. Ainda que as ovelhas se dispersem ou precisem se esconder, elas sobreviverão, e a missão continuará. Talvez até com mais eficácia.

Lições Bíblicas: “A providência divina na fidelidade humana”

Lição 4 — 4.° trimestre de 2014

Esta lição apoia-se na conhecida história dos três jovens hebreus que se recusaram a adorar uma estátua erguida pelo rei Nabudonosor. Atente para o fato de que os jovens tinham certeza de que poderia livrá-los da morte na fornalha, mas também admitiam a possibilidade de não ocorrer o livramento (v. 17,18). Isso nos diz que a fé nem sempre consiste na certeza de que Deus fará algo, mas que libertos ou não, vivos ou mortos, estaremos nas mãos dele.

A tentativa de se instituir uma religião mundial

Warren W. Wiersbe faz as seguintes observações:

Não havia ouro suficiente em todo o império para fazer uma estátua maciça com trinta metros de altura e três metros de lar­gura, de modo que a imagem provavelmen­te foi confeccionada em madeira e recoberta de ouro [Is 40.19; 41.7; Jr 10.3-9]. Ainda assim, devia ser impressionante ver essa ima­gem dourada erguida na planície de Dura, um campo que ficava talvez a uns vinte qui­lômetros da cidade da Babilônia. (“Dura” si­gnifica simplesmente “um lugar murado”, e havia vários locais com esse nome na anti­ga Babilônia). Nessa região, também foi fei­ta uma fornalha onde as pessoas seriam lançadas, caso se recusassem a curvar-se diante da imagem e a reconhecer a sobera­nia do rei Nabucodonosor. O plano de Nabu­codonosor era unificar o reino por meio da religião e do medo. As opções eram pros­trar-se diante da imagem e adorá-la ou ser lançado na fornalha e morrer queimado.

Wiersbe arredonda as medidas da estátua (30 x 3 metros). Segundo vários autores, seriam 27 x 2,7 metros. O comentarista da lição menciona 6 metros de largura.

O desafio à idolatria

De Walton et alii extraímos estas informações sobre a  fornalha:

As fornalhas eram usadas para assar cerâmicas ou tijolos em projetos de construção e tam­b ém para fabricar metais (forja, fusão e fundição). Não há muita informação a respeito de fornalhas no antigo Oriente Próximo, mas muitas fornalhas antigas eram fechadas, tinham uma cobertura côncava e aberturas nas laterais para ventilação. Eram feitas de tijolos ou de argila, embora a câmara interna fosse revestida de pedras especialmente selecionadas. E lógico presumir que a fornalha estava naquele lugar servindo a um propósito (talvez a confecção da própria imagem) e não que fora colocada ali para ser usada como um instrumento de castigo.

A fidelidade a Deus ante a fornalha ardente (Dn 3.8-12) 

No livro que acompanha a revista, o autor destaca as três acusações feitas contra Sadraque, Mesaque e Abede-Nego:

A primeira acusação: “não fizeram caso de ti” (v. 12). Esta ex­pressão é o mesmo que dizer: eles não te respeitaram como rei. Os seus acusadores passaram a ideia de que os jovens, quando não se ajoelharam nem adoraram a estátua do rei, voluntária e maliciosa­mente, decidiram desafiar publicamente a autoridade do rei.
A segunda acusação: “a teus deuses não servem” (v. 12). Estavam afirmando ao rei que os jovens hebreus não prestavam culto aos deuses da Babilônia, uma vez que havia um politeísmo babilônico exacerbado com muitos deuses e deusas. Os jovens hebreus manti­veram a fé recebida de seus pais em Jerusalém. Eles não serviriam a outros deuses, senão a Jeová, o Deus de Israel.
A terceira acusação: “não servem, nem a estátua de ouro que levan­taste, adoram” (v. 12). Os caldeus entendiam que a atitude dos jovens hebreus era de total rebelião e contra as demais religiões represen­tadas pelas nações exiladas na Babilônia.

Nota: Deixe o seu comentário, esse retorno é importante para mim. Se quiser compartilhar algo sobre o assunto desta lição com os outros professores, fique à vontade para usar este espaço.

Lição 5 (aguarde).

BIBLIOGRAFIA

Palavra de Deus, palavra de homem (14)

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Maldito o homem que confia no homem, que faz daquilo que é mortal a sua força e afasta do Senhor o coração.

JEREMIAS 17.5 (A21)

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Augusto CuryAdmirar os outros pode ser útil, porém super-valorizá-los pode ser destrutivo, pois nos diminui, contrai nossa inteligência e nos faz perder a identidade.

                                                  AUGUSTO CURY, psicoterapeuta e escritor brasileiro (1958-)

Sobre costelas e placas

Toda sexta-feira à noite, dirijo-me a um pequeno restaurante aqui na Barra do Sul para comer costela acompanhada de arroz, que sempre dispenso, maionese, salada de repolho e cebola cortados bem fininho e tomate, rodelas de pão francês e farofa. A carne não é tão boa quanto a dos costelões de Curitiba, mas ainda assim me faz manter o hábito.

Por falar em hábito, nem a comida me distrai do velho costume de escutar conversa alheia, e hoje não foi diferente. O garçom que me serviu dialogava com um casal numa mesa próxima e revelou a eles que era evangélico — há pouco tempo, pelo que deduzi. A mulher quis saber qual era a igreja, e ele respondeu que pertencia à comunidade tal. Acrescentou que não era uma igreja como a Assembleia de Deus e outras, mas que placa não salva, por isso ficava do lado de fora, não do lado de dentro.

Fiquei feliz por ver um convertido relativamente novo consciente de que uma igreja deve crescer por dentro, em comunhão, não por fora, em ostentação, coisa que muitos líderes com dezenas de anos de ministério não conseguem perceber. Tenho para mim que não haveria maior exemplo de comunhão do que ver todas essas placas queimadas numa grande fogueira. Quem sabe até se aproveitaria o fogo para assar uma costela.