Lições Bíblicas: “Os impérios mundiais e o reino do Messias”

Lição 8 — 4.° trimestre de 2014

Você pode começar a aula situando os alunos na cronologia do livro de Daniel. Antonio Gilberto informa que “cronologicamente, este capítulo [Dn 7] vem antes do capítulo 5. Basta comparar 5.30,31 com 7.1. Aqui temos a continuação do capítulo 2, uma outra profecia proferida uns 60 anos antes. O assunto é o mesmo, em continuação: as quatro últimas potências mundiais”.

A visão dos quatro animais (Dn 7.1-8)

Para um resumo de cada um dos impérios retratados nos quatro animais, clique nestes linksImpério Babilônico (ou Neobabilônico); Império Medo-PersaImpério GregoImpério Romano.

Aproveite também as orientações de Daladier Lima (clique aqui).

Sobre o quarto animal, H. H. Halley comenta:

Os “dez chifres” do quarto animal (v. 24), que talvez correspondam aos dez dedos dos pés da estátua em 2.41-42, são interpretados como os dez reis ou reinados nos quais o Império Romano foi dividido, ou que foram estabelecidos e autorizados pelo Império Romano. Profeticamente, os dez chifres podem referir-se a uma confederação de dez nações que se formará nos últimos dias. Alguns acreditam que essa confederação poderá surgir na região geográfica que antes era abrangida pelo Império Romano antigo (este, ao contrário dos três reinos anteriores a ele, nunca foi conquistado e destruído, mas caiu mediante a corrupção interna).

O clímax da visão profética/ A vinda do Filho do homem

Finis J. Dake, no livro Revelation Expounded, explica as duas partes da Tribulação:

  • A primeira divisão compreende os primeiros três anos e meio da Septuagésima Semana e é denominada “pequena tribulação”, porque não será tão intensa quanto nos últimos três anos e três anos e meio, por causa da proteção do Anticristo naquele período. A perseguição a Israel, portanto, terá uma fonte diferente na segunda parte, quando Israel será perseguido pela Prostituta e pelos dez reis, como já foi afirmado. Essa primeira parte é o cumprimento de Ap 6.1—9.21. Os juízos do sexto selo e das primeiras seis trombetas ocorrem nesse período, que assim comprovam um tempo de angústia.
  • A segunda e última divisão compreende os últimos três anos e meio da Semana e é denominada “grande tribulação” porque a perseguição a Israel será mais severa nesse período. O Anticristo, que protegerá Israel nos primeiros três anos e meio, quebrará o acordo no meio da Semana e se tornará seu pior inimigo. A tentativa de destruir Israel atrairá os juízos das sete taças dos três últimos e metade de anos. A segunda parte da Tribulação é o cumprimento de Ap 10.1—19.21. Jesus, Daniel, Jeremias e muitos outros descrevem esse período turbulento como o pior da história de Israel, como nunca houve na terra e nunca haverá (Dn 12.1; Jr 30.4-11; Mt 24.21,22; Ap 11.1,2; 12.14-17; 13.5-7 etc.)

Sobre a abrangência do governo do Anticristo leia o comentário de Dake que publiquei na lição 10 do 2.° trimestre de 2012, na seção “A plataforma de governo do Anticristo” (clique aqui).

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Lição 9 (aguarde).

BIBLIOGRAFIA

Apenas compartilhando: “Creio em ti”

Adilson Lopes era um dos meus cantores preferidos. Ele gravou duas vezes este clássico.

Subsídio para palestras de casais (59)

(Tema sugerido: … e se entregou por ela)

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Lições Bíblicas: “Integridade em tempos de crise”

Lição 7 — 4.° trimestre de 2014

Neste comentário, apresento diversas informações interessantes em torno do conhecidíssimo episódio de Daniel na cova dos leões, que com certeza irão enriquecer a sua aula.

Daniel, um homem íntegro em um meio político corrupto (Dn 6.1-6)

Uma informação importante de Lawrence O. Richards sobre o rei Dario:

O “Dario” de Daniel 6 provavelmente é um vice-rei que governou o impé­rio enquanto Ciro, seu conquistador, estava fora em campanha militar. Nada se sabe sobre ele, com base nas fontes seculares agora disponíveis, mas 9.1 diz que ele “foi constituído rei”, o que sugere que, apesar de seu título, ele estava sujeito a outra autoridade supe­rior, assim como os reis de Judá estiveram, durante suas últimas décadas, sujeitos aos babilônios.

No Novo comentário bíblico São Jerônimo, temos a informação de que “o rei persa, Dario I, instituiu de fato uma boa reorganização de seu vasto império, mas o número de sátrapas (grandes províncias) que ele estabeleceu não era nunca maior que trinta. O escritor está usando o termo “sátrapa” em um sentido amplo para incluir vári­os oficiais inferiores que governaram as sub­divisões das satrapias [cf. Et 1.1; 8.9]“.

Convém esclarecer que o Dario de Daniel 6, conhecido como Dario, o Medo, não é Dario I, este conhecido como Dario, o Grande. Dario I  reinou de 521 a 486 a.C. e foi o quarto regente do Império Persa, o terceiro depois de Ciro. É o Dario dos tempos de Esdras (cf. Ed 4.5 etc.) . Dario, o Medo, era contemporâneo de Ciro, e há quem pense que seja o próprio Ciro.

Daniel, um homem íntegro que não transigiu com sua fé em Deus (Dn 6.10-16)

Entenda os fatos que envolveram a conspiração, segundo Allan R. Millard (Comentário bíblico NVI):

O governo persa estimulava as religiões dentro das suas fronteiras [...]. O rei tinha funções sacerdotais em virtude do seu ofício; seria necessária a intervenção de altas autoridades para modificar a norma. Por isso, os inimigos de Daniel agiram com muita astúcia. Eles lisonjearam o rei ao evitar que qualquer pessoa fizesse um pedido que não fosse por intermédio dele, produzindo assim uma demonstração da autoridade dele em todas as esferas; os seus delegados seriam impotentes, como também os seus sacerdotes, sendo o rei o único mediador com o céu. Um prazo de 30 dias seria tempo suficiente para os conspiradores, e tornaria a proposta mais aceitável ao rei, pois não se estaria introduzindo um costume novo. Nesse período, o decreto seria obrigatório conforme a lei dos medos e dos persas, que não pode ser revogada. O uso de uma palavra persa para “lei”, dat, pode sugerir um conceito novo, talvez essa qualidade da irrevogabilidade; ela já foi usada acerca da lei de Deus (v. 5) e do decreto de Nabucodonosor (2.9 etc.), e é regularmente usada em Esdras e Ester. Recentemente, essa palavra foi encontrada numa inscrição aramaica pela qual o sátrapa da Lícia estabeleceu uma nova religião, conferindo às suas orientações o status de lei.

Daniel na cova dos leões (Dn 6.16-24)

Os alunos podem perguntar como era a cova dos leões. Joyce G. Baldwin explica:

A cova dos leões [tinha] duas entradas, uma rampa pela qual os animais entravam, e um buraco na extremidade superior, pelo qual normalmente eles seriam alimentados. Quer Daniel fosse lançado do alto ou pelo lado, só haveria uma saída, a menos que al­guém baixasse uma corda. Foi provavelmente para evitar isto que foi tra­zida uma pedra e posta sobre a boca da cova; selou-a o rei com o seu pró­prio anel, e com o dos seus grandes [v. 17]. Com isso, nenhum dos dois par­tidos poderia agir independente do ouíro, estando descartada a possibilidade de alguma intervenção clandestina (cf. Mt 27.66).

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Lição 8 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA