14/12/2009 por Judson Canto
VOZ DE DEUS
Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter. (Romanos 12.3, NVI)
VOZ DO POVO
Não suba o sapateiro além da chinela. (Adágio popular)
Quem para si não sabe não ponha escola. (Provérbio concani)
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Essa tendência está expressa nestes dois provérbios:
Carrapato quer ter tosse. (Adágio popular)
Depois do crepúsculo, os vagalumes pensam: “Damos luz ao mundo”. (Provérbio sânscrito)
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07/12/2009 por Judson Canto
Morreu na manhã do último sábado, dia 5, o pastor assembleiano e poeta Joanyr de Oliveira. Ele foi sepultado ontem, dia 6, em Brasília, no dia em que completaria 76 anos de idade.
Mineiro de Aimorés, era conhecido não apenas no ambiente das Assembleia de Deus, mas também no meio secular, graças à sua obra poética, que lhe rendeu prêmios no Brasil e no exterior. Foi ele quem organizou a primeira obra literária do Distrito Federal: Poetas de Brasília (1962). Teve importante passagem pela CPAD, atuando na área dos periódicos, principalmente na revista A Seara e no Jornal Mensageiro da Paz.
Lembro-me do pastor Joanyr como uma pessoa gentil e atenciosa. Tive a honra de jantar com ele na Adega Duas Nações, no Rio de Janeiro, na época em que ele trabalhava no livro As Assembleias de Deus no Brasil: sumário histórico ilustrado, publicado pela CPAD. Na mesma ocasião, ganhei dele um livro autografado, que guardo com carinho.
Reproduzo aqui um poema dele, que fala de… poema!
DA FUNÇÃO DO POEMA
Estas palmas oblongas do poema,
amoldando secretas liturgias,
proliferam o mar de um teorema
a sangrar-se nos ângulos dos dias.
E tênue fogo insone se propaga
com sagrado rumor, além das eras,
reaberto na sombra ou numa chaga
num conclave de arcanjos e de feras.
Oclusivo fragor revolve os sonhos
em mistério a cremar, altissonante,
a emanar estribilhos muito estranhos.
O casulo dos versos, sobre um monte,
com a luz a bolsar ritmos medonhos,
desintegra num grito a própria fronte.
(Tempo de ceifar, Brasília: Thesaurus, 2002)
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