Lição 3 — 1.° trimestre de 2012
Esta lição estabelece a obediência a Deus como condição indispensável para o viver próspero e a desobediência como causa de maldição, com base nas bênçãos e maldições proferidas sobre Israel à entrada da Terra Prometida (leia Dt 28). O autor fornece bastante material para o exemplo, mas a aplicação para os dias de hoje, que é o mais importante, exigirá de você um pouco mais de pesquisa. Passo aqui algumas dicas.
Obediência, um firme fundamento
Nessa seção, é ressaltado o fato de que a obediência deve ser motivada pela gratidão. Sugiro que você aqui estabeleça um paralelo com o Novo Testamento, de modo a facilitar a explicação. Por exemplo: no Antigo Testamento, as bênçãos da obediência foram proferidas sobre o monte Gerizim (Dt 11.29). Também foi sobre um monte que Jesus proferiu, na era da graça, a bênção da prosperidade aos seus seguidores (Mt 5.1; 6.33). Em ambos os casos, a fidelidade a Deus vem em primeiro lugar. As bênçãos são consequência dessa fidelidade. A lição a ser aprendida aqui é que a prosperidade não deve ser a sua preocupação principal, porque deus já cuidou disso.
Nada impede também que o crente fiel faça um pedido específico a Deus, e a promessa é de que ele será atendido (Mt 7.7). Sobre isso, leia o artigo ” ‘É proibido’, diz Gondim” (clique aqui). Todavia, ressalte as condições estabelecidas em João 15.7 e Tiago 4.3.
O importante nesse assunto é sempre ressaltar o equilíbrio: fugir da teologia da prosperidade, mas sem adotar a pobreza de monge como único padrão aceitável.
Desobediência, a causa da maldição
O autor lembra que a idolatria era uma das principais causas dos desvios de Israel e que esse pecado representa qualquer coisa ou pessoa que colocamos acima de Deus. Se tiver à mão um dicionário teológico, estude o verbete “Idolatria”. Seria interessante que você lesse Mateus 6.19-24 com o auxílio de um bom comentário e explicasse essa passagem à classe.
É notório nos pregadores da prosperidade que o dinheiro é a principal preocupação deles. As pregações começam e terminam com dinheiro. O ministério há muito deixou de se basear na fé: tudo agora depende de dinheiro. Embora se pregue (nem sempre) a salvação, a arrecadação de dinheiro está acima da colheita de almas. Por certo não lhe faltará exemplos para apresentar à classe. Sobre esse assunto, leia o artigo “Complexo de Ló” (clique aqui).
A obediência e suas lições
A desobediência é causa de castigo. Uma das formas de desobediência é o mau uso dos recursos que Deus põe nas nossas mãos, a nosso pedido ou não. Não é de hoje que vemos pregadores milionários despencarem do pedestal, e geralmente o dinheiro não é o único problema (1Tm 6.10). É hora de destacar que o fato de que alguém ser pobre não é sinal de maldição, o que atrai a maldição para a vida do crente é a negligência na mordomia, a má administração das bênçãos concedidas por Deus.
O assunto da maldição hereditária com certeza virá à tona, por isso não deixe de pesquisar sobre o tema.
Lição 4 (clique aqui).
irmao judson sou marcio viana pastor em boston usa. Seus comentarios tem me enriquecido em sabedoria,voce escreve de uma forma dinamica e inteligente ,ascesivel para todos tanto leigo quanto nobre, e sobre as criticas sempre e nescessario existir.Afinal de contas nem um trabalho sera bem feito se nao houver as criticas construtivas.QUE DEUS EM CRISTO LHE ABENCOE MUITO NAO PARE PORQUE DEUS E CONTIGO NESSE NEGOCIO,VOCE NEM SENDO PASTOR ESTA PASTORIANDO MUITAS VIDAS SEM PERCEBER.
Pastor Marcio, como estou sem dar aulas de escola dominical há alguns anos, achei que pelo menos poderia prestar algum serviço a outros professores. Seu comentário me deixou bastante animado. Outros leitores também já se mostraram agradecidos, o que me incentiva a continuar.
Caro Pastor Judson Canto
Saudações no Senhor
Excelentes seus comentários, que sem sombra de dúvida irão subsidiar as Lições Bíblicas deste trimestre.
Acolho as suas preciosas sugestões como uma forma de incentivo que me ajudarão em futuras publicações.
Sabedor de que o espaço para cada lição bíblica é bem pequeno, escrevi o livro A PROSPERIDADE À LUZ DA BÍBLIA, para ajudar na fundamentação do assunto. Mesmo sendo um texto de 176 páginas, sou consciente de que anda longe de esgotar o assunto.
Peço ao colega que ore por mim para que o Senhor me dê mais luz em futuros comentários.
No amor de Cristo
Pastor José Gonçalves
Teresina, Piauí
Caro pastor José Gonçalves, é uma honra tê-lo aqui. Estou consciente do espaço exíguo que o comentador tem na revista, porque também já escrevi algumas (e uma delas os revisores ainda estragaram, mas deixa pra lá). Sei também que hoje o expediente do pastor exige dele quase todas as horas do dia, e produzir uma revista e um livro não é algo que todos conseguem fazer com tranquilidade (sei de alguns que simplesmente delegam a tarefa a outro). As observações que tenho feito sobre a revista visam apenas ajudar o professor a aproveitar melhor o que o senhor escreveu. Meu tempo também é escasso, por isso nem mesmo consigo passar todas as sugestões que desejo. Não me queira mal por alguma pequena crítica. Aliás, tenho certeza de que muito mais críticas poderiam ser feitas aos meus comentários.
A propósito, não sou pastor, apenas uma ovelhinha que de vez em quando arrisca uns fracos balidos.