Lições Bíblicas: “Esmirna, a igreja confessante e mártir”

Lição 4 — 2.° trimestre de 2012

Das sete cidades relacionadas com as “igrejas da Ásia”, cinco desapareceram há muitos séculos, e Filadélfia existiu até a Idade Média. A cidade de Esmirna é a única que permaneceu até os nossos dias, hoje com o nome de Izmir, na moderna Turquia (aliás, as sete cidades estavam situadas no território desse país também, leia aqui).

Penso que a comparação entre Esmirna e Laodiceia, sugerida na “Orientação pedagógica” e no quadro da página 28, será mais bem compreendida quando você ministrar a lição 9, sobre Laodiceia, porque então ambas as igrejas foram estudadas.

O estudo da igreja de Esmirna compreende dois temas importantes: o contraste entre a perspectiva de Deus e a perspectiva do mundo (igreja pobre/ rica); a constante investida do mal contra a igreja, por meio de perseguição externa e pelas investidas internas das heresias.

Esmirna, uma igreja mártir

A cidade portuária de Esmirna foi destruída pelos lídios em 627 a.C. e durante três séculos não foi maior que uma vila. Foi fundada outra vez na metade de século IV a.C., depois que Alexandre capturou Sardes, e se tornou a principal cidade da Ásia. A cidade passou a venerar Roma como poder espiritual desde 195 a.C. e tinha muito orgulho de seu culto a César.

Na província da Ásia, as companhias de comércio costumavam adotar um deus pagão como patrono. Assim, as reuniões administrativas também incluíam o culto a essa divindade, e os cristãos que se recusavam a participar podiam ter o seu meio de subsistência comprometido. Alguns estudiosos acreditam que esses cristãos eram os que não aceitavam a “marca da besta” e por isso não podiam comprar nem vender (Ap 13.17). Além disso, a comunidade judaica de Esmirna era bastante hostil à igreja e dificultava a vida dos cristãos na cidade.

A condição de igreja confessante era ameaçada pelas doutrinas dos “falsos” judeus, o que confirma a ideia de que a igreja é sempre atacada por dentro e por fora.

Apresentação do missivista

Como professor, você não deve deixar de observar que Cristo se apresenta em cada carta com títulos e virtudes que correspondem diretamente à situação da igreja a quem ele se dirige.

As condições da igreja de Esmirna

O clima em Esmirna era tenso na época em que a carta foi escrita, como já vimos na primeira seção, e o martírio não era uma possibilidade remota. Policarpo, ex-discípulo de João martirizado em 155 d.C., era bispo de Esmirna. (A história dele é interessante. Você pode pesquisá-la e assim passar aos alunos mais detalhes sobre o contexto da perseguição nesse tempo.)

A “pobreza” de Esmirna destaca o tema da pobreza e da riqueza aos olhos de Deus e na visão do mundo. Nunca foi a intenção de Cristo que a sua Igreja se destacasse por seus templos majestosos, poder político e domínio territorial (em certa época, a Igreja Romana chegou possuir um terço das terras conhecidas do mundo). O que pretendia era uma influência na condição de sal e luz do mundo (Mt 5.13). Você pode usar como ilustração o fato de os judeus constituírem apenas 0,2% da população mundial, enquanto 20% dos ganhadores do Prêmio Nobel são judeus. Durante a maior parte dos últimos 2 mil anos eles nem mesmo tinham um país e sofreram terríveis perseguições, mas a sua influência no mundo é enorme. Pesquise sobre a Igreja perseguida nos dias de hoje. Aproveite a oportunidade para alertar os alunos da nova e paralisante moralidade que se está tentando implantar no mundo, antagônica aos princípios cristãos, que até agora eram pelo menos respeitados (leia aqui e aqui).

Sobre os ataques dos “falsos crentes”, basta lembrar a teologia da prosperidade, estudada no trimestre anterior e as distorções que a caracterizam como mundana (ver parágrafo anterior).

Lição 5 (leia aqui).

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12 comentários em “Lições Bíblicas: “Esmirna, a igreja confessante e mártir”

  1. gelson de oliveira que Deus sempre ilumione sua mente com essaa esplicações fantasticas

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  2. Deus te abençoe.
    Que este desvelo com o ensino permaneça em seu coração até o arrebatamento da Igreja.

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  3. Roberto c.s.porto, sinop m.t.gostei do comentario,para mim de grande valia,Deus,te ilumine sempre em seus comentarios,parabens

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  4. esse comentario da lição sobre esmirna é franco e direto . parabéns professor judson.

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  5. parabéns! é bom poder saber um pouco mais da lição e aplica-la ao nosso cotidiano.

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