Lições Bíblicas: “Elias e os profetas de Baal”

Lição 4 — 1.° trimestre de 2013

O verbo “confrontar”, que orienta as divisões principais da lição, apresenta significados como “pôr frente a frente” e “comparar”. Todos são válidos na demonstração da superioridade do poder de Deus sobre as falsas divindades e da superioridade do evangelho sobre as demais filosofias e religiões. Mas no episódio em questão a ideia é de “pôr-se em confronto”, “enfrentar”.

Há um momento em que a defesa da fé deve ser mais contundente, no sentido de uma participação mais ativa na tarefa apologética. Um exemplo recente é o da organização AFTAH (Americans for Truth about Homosexuality; em português: Americanos a favor da Verdade sobre a Homossexualidade), que optou por uma postura mais agressiva (não violenta) contra a escandalosa e antidemocrática agenda gay (leia aqui). A pregação do evangelho não pode ser condescendente com o pecado. Por essa razão, existe nela sempre um elemento de confronto (Mt 3.2; Mc 1.15; At 3.19; 9.29; 17.17 etc.).

Confrontando os falsos deuses

A Igreja tem fracassado duplamente no confronto com os falsos deuses.

Em primeiro lugar, o povo que deveria agir como Elias prefere agora o evangelho interesseiro, que resulta em desonrosas disputas internas pela conquista de bens terrenos e poder temporal, enquanto as hostes inimigas lá fora avançam pelos territórios espirituais quase sem nenhum confronto. Trocou-se o “bom combate” por estratégias de autopreservação financeira e política.

Em segundo lugar, o povo que deveria ser arauto de Deus está falhando na tarefa de divulgar a mensagem do evangelho e assim perdendo uma excelente oportunidade de verdadeiro crescimento (não confundir com o inchaço de povo que se aproxima das igrejas por promessas de benefícios temporais). Digo isso porque em vinte anos, o número de pessoas que se declaram sem religião aumentou 70% e hoje representam 8% da população brasileira (leia aqui). Ou seja, mesmo com as falsas religiões em baixa, o cristianismo tem dificuldades para apresentar uma mensagem convincente. O mau testemunho cristão — das lideranças, principalmente — não permite que o povo se convença de que “o Senhor é Deus”. Falo sobre isso no meu artigo “Nosso testemunho é confiável?” (leia aqui).

Confrontando os falsos profetas

Assim como o evangelho precisa se impor aos falsos deuses, os representantes destes precisam ser desmascarados. Imagine a vergonha dos profetas de Baal e de Aserá, exaustos e cobertos de sangue, ao presenciar o fogo do céu a consumir até a água do altar erigido ao verdadeiro Deus após a simples, mas poderosa, oração de Elias. É digno de nota que havia pelo menos cem profetas fiéis a Deus em Israel (1Rs 18.4), mas nenhum deles se habilitou a enfrentar a crise religiosa que estava corroendo as estruturas da nação. É o caso clássico do silêncio dos bons. Só Elias percebeu que havia chegado a hora de uma abordagem mais agressiva.

Confrontando a falsa adoração

Se você for aplicar nesta seção o quadro sugerido na página 26, pesquise os pares listados em oposição para explicar cada um deles. Por exemplo: o quadro diz apenas que a verdadeira adoração produz verdade e a falsa produz mentira. Você precisa explicar por quê. (No comentário, o tópico sobre as diferenças contém outra divisão, e a explicação não está bem clara.) Portanto, não basta citá-las, pois o aluno precisa entender essa relação.

Sobre a ideia de que a adoração verdadeira vai muito além do culto semanal (ver a “Orientação pedagógica”), leia “Meditações ao acaso: Romanos 12.1″ (clique aqui)

Confrontando o sincretismo religioso estatal

O sincretismo religioso em Israel durante o governo de Acabe não era pleno, daí a pergunta de Elias: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos?” (1Rs 18.21). É certo que os dois cultos coexistiam em Israel, e o fato de o rei dar aos filhos os nomes de Acazias (“o Senhor segura”) e Jorão (“o Senhor é exaltado”) indica uma tendência sincretista por parte desse monarca. Contudo, não há dúvida de que Jezabel, a princesa fenícia que se tornou rainha do Reino do Norte, pretendia erradicar o culto a Iavé. Seu plano era calar a voz dos verdadeiros profetas de Deus e assim deixar o paganismo cananeu como única opção espiritual para o povo.

Lição 5 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA: Bíblia. Português. Bíblia de estudo NVI. Nova versão internacional. 
Org. por Kenneth BARKER. Tradução de Gordon Chown (notas). São Paulo: Vida, 2003. 
* Bíblia. Português. Bíblia de estudo Dake. Revista e corrigida 1995. Rio de 
Janeiro: CPAD, 2009. * Gonçalves, José. Porção dobrada. Rio de Janeiro: CPAD, 2012. 
* Halley, H. H. Manual bíblico de Halley. Tradução de Gordon Chown. Ed. rev. e 
ampl. São Paulo: Vida, 2001. * Radmacher et alii (Org.). O novo comentário bíblico: 
Antigo Testamento. Tradução de Bruno Destefani et alii. Reimpr. Rio de Janeiro: 
Central Gospel, 2010. * Richards, Lawrence. Comentário bíblico do professor. 
Tradução de Valdemar Kroker & Haroldo Janzen. São Paulo: Vida, 2004. * Unger, 
Merril Frederick. Manual bíblico Unger. Revisado por Gary N. Larson. Tradução 
de Eduardo Pereira e Ferreira & Lucy Yamakami. 3. reimpr. São Paulo: Vida 
Nova, 2011.

3 comentários em “Lições Bíblicas: “Elias e os profetas de Baal”

  1. parabens por esse blog abençoado…

    Bom saber que estou abençoando alguém, Janice.

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