Agora sim, dá vergonha de ser brasileiro

Que o atual governo brasileiro adora terrorista todo mundo sabe. Acolhe um aqui, elogia outro ali, faz amizade com outro acolá. Mas agora escancarou de vez as suas preferências ao emitir uma nota no mínimo desnecessária sobre o conflito na faixa de Gaza. A favor do Hamas, claro, grupo considerado terrorista por várias nações e blocos políticos. O Itamaraty numa nota anterior, até finge criticar as ações do Hamas, mas no segundo comunicado a postura antissemita de Dilma, que não é novidade para ninguém, falou mais alto. Oficialmente, o Brasil considera Israel bandido e os palestinos meras vítimas.

Considero a declaração do Itamaraty sobre o conflito palestino-israelense não só uma grosseria diplomática, mas também um marco negativo na história da nossa nação, preocupante para quem se orgulha do Brasil pacífico e amado em todo o mundo. Por causa dessa desastrada intromissão, Israel retrucou que o Brasil é “um anão diplomático”. Impossível não concordar. A despeito de nosso tamanho e potencial, até um analfabeto político como eu sabe que não passamos hoje de um republiqueta esquerdista que afaga ditadores, defende terroristas e patrocina as militâncias mais asquerosas.

Cito aqui a matéria publicada na Veja:

A chancelaria de Israel rebateu nesta quinta-feira a nota emitida pelo Itamaraty condenando os bombardeios sobre Gaza. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Yigal Palmor, usou palavras duras ao classificar a nota como “uma infeliz demonstração de por que o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua sendo um anão diplomático”. “O relativismo moral por trás deste movimento torna o Brasil um parceiro diplomático irrelevante, que cria problemas em vez de contribuir para soluções”, acrescentou, em declarações reproduzidas pelo jornal The Jerusalem Post.

Um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel afirma que o país “expressa seu desapontamento com a decisão do governo do Brasil de chamar seu embaixador para consultas”. “Esta decisão não reflete o nível de relações entre os países e ignora o direito de Israel de se defender. Ações deste tipo não contribuem para promover a calma e a estabilidade na região. Ao contrário, impulsionam o terrorismo e naturalmente afetam a capacidade do Brasil de exercer influência”, diz o texto divulgado no site da chancelaria. “Israel espera apoio de seus aliados na luta contra o Hamas, que é reconhecido como uma organização terrorista por muitos países ao redor do mundo”. Continue lendo

Matéria publicada no The Jerusalem PostIsrael slams ‘diplomatic dwarf’ Brazil for recalling envoy to protest Gaza operation.

É vergonhoso ou não é?

7 x 1 — o Brasil precisava disso

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Não critico ninguém por torcer pela seleção brasileira, até porque paixão não se discute. Eu que perdi a minha. Faz algum tempo ando bem desligado do futebol, e havia perdido todo o interesse pela seleção também. Mas então deixei a indiferença de lado e passei a torcer contra. O motivo eu já disse, mas não custa lembrar: “O principal motivo de minha revolta é que, se o Brasil ganhar a Copa, os ratos do governo terão capital político para garantir a sua permanência no poder e para continuar a devorar tranquilamente o queijo amarelo da pátria amada, idolatrada, salve, salve”.

Não assisti a nenhum jogo, mas quando me disseram que o Brasil estava perdendo de 5 a 0 para a Alemanha, resolvi acompanhar o segundo tempo. Assisti, gostei, e 7 a 1 está de bom tamanho: a Alemanha não marcou mais porque não quis. Gostei também da goleada, para ninguém poder arrotar heroísmo.

Para não ficar só nas minhas palavras, vamos ler algumas manchetes da derrota:

VEJA — Inacreditável: Brasil perde de 7 a 1 para a Alemanha

ÉPOCA — Alemanha impõe derrota histórica ao Brasil no Mineirão

ESTADÃO — Brasil é humilhado pela Alemanha, toma de 7 a 1 e sofre a maior goleada da história

O GLOBO — Brasil sofre a maior goleada de sua história em Copas: 7 a 1

GAZETA DO POVO — Alemanha humilha o Brasil na pior derrota da história da seleção

DIÁRIO DE PERNAMBUCO — Alemanha impõe ao Brasil o maior vexame da história

ZERO HORA — Como assim, Brasil?

Minha esperança agora é que as massas hipnotizadas pelo circo da Copa e que seriam transformadas em eleitores zumbificados pelo hexa pelo menos se vinguem nas urnas e quebrem a hegemonia do PT no governo. Sei que é esperar muito, mas ninguém esperava os 7 a 1, não é? Vai que…

O que ninguém parece ter visto na entrevista de Caio Fábio

Como era de esperar, a entrevista de Caio Fábio a Danilo Gentili no programa The noite, do SBT, atraiu um enxame de críticos de várias denominações, que vieram polinizar os estigmas da blogosfera com reações que expressam do recalque à estreiteza do patrulhamento teológico-legalista, que, segundo Cristo, desconhece tanto as Escrituras quanto o poder de Deus.

Mas antes de prosseguir, vamos esclarecer uns pontos. Para começar, não sou defensor de Caio Fábio, pela simples razão de que não sou defensor incondicional e nem mesmo quase incondicional de ninguém. Não nego as influências, mas penso por mim nos limites dos meus dezessete neurônios. E, quase desnecessário explicar, não posso concordar com tudo que ele diz ou faz também pelo simples fato de que não existem duas pessoas no mundo capazes de concordar absolutamente em tudo. Também não vou negar: de todos os pregadores brasileiros, ele é o que eu mais gosto de ouvir.

Sobre as críticas que ele recebeu, veio chumbo grosso sobre as suas expressões nada suavizadas quando o assunto é sexo. Nessa questão, sempre haverá os que ficam chocados, mas quem acompanha a blogosfera cristã já deve ter percebido que aquela linguagem casta e puritana já é coisa do passado. A banalização de palavras fortes e chulas do lado de lá está amortecendo o choque do lado de cá. Simples constatação e nenhuma apologia de minha parte.

Outra crítica feroz foi contra a teoria dos “filhos de Deus”, de Gênesis 6, que teriam sido seres extraterrestres que geraram seres híbridos em suas relações com mulheres humanas. Na Assembleia de  Deus, principalmente, pode-se dizer que é imposta a teoria de que os “filhos de Deus” são a geração piedosa de se Sete, em contraste com a de Caim, que para mim é a mais esdrúxula, a começar pelo fato de não se explicar como santos geram gigantes ao se casar com mulheres ímpias. Apenas penso diferente de Caio na questão dos seres híbridos terem sobrevivido ao Dilúvio. Os que apareceram depois, como Ogue e Golias, podem muito bem ter sido gerados em vistas posteriores dos “filhos de Deus”. Mas é tudo teoria, teologia de chifre de cavalo, que não pode servir para classificar ninguém como santo ou herege.

E, claro, voltou a crítica do homem caído, a história de seu adultério. Na década de 1990, quando li a circular em que Caio Fábio confessava o seu pecado, não pude deixar de comparar com a prática assembleiana e me perguntar: “Quem de nossos pastores teria coragem de fazer isso? Quantos deles não iriam preferir se esconder na igreja de um amigo nos Estados Unidos?”. E agora penso no que fariam os seus acusadores. Tem mais, porém quero ressaltar o que ninguém parece ter visto.

Uma coisa que Caio afirmou com todas as letras foi a ocorrência de um dilúvio real sobre a terra, que é mito até para certos teólogos e pensadores cristãos pós-moderninhos. Sua explicação pode ser discutida, mas não muda o fato que ele declarou com naturalidade um acontecimento bíblico que a maioria considera hoje um conto da carochinha. Como essa afirmativa seria recebida pelo público se fosse um dos nossos teólogos com os seus clichês teológicos e versículos decorados?

E o mais espantoso: depois de mencionar os milagres fabricados do mundo gospel, ele afirmou, também com naturalidade, que milagres verdadeiros acontecem hoje, e ninguém deu um pio de protesto, nem mesmo depois que ele contou duas histórias incríveis. A primeira, de uma mulher que derramava vermes pela vagina e teve a doença contida na hora. A segunda, de um amigo desenganado no hospital, que recebeu a cura.

Por que ele não foi contestado nos dois casos? A resposta para mim é simples: porque o seu discurso foi coerente do início ao fim. Porque a maneira em que ele apresentou as verdades bíblicas convenceu ou pelo menos desarmou os céticos.

E agora o que não entendo: por que os críticos arvorados na própria santidade e no zelo pela preservação da verdade não perceberam isso?

Que essa não seja nossa

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Nem me apercebi de que a Copa começa depois de amanhã.

Não assisto a um jogo do Brasil desde 2010. Se você me perguntar a escalação do time brasileiro, sem me cobrar quem seja titular ou reserva, só me lembro do Neymar e do Fred. Ah, e do Julio César. E isso apenas por causas das manchetes que me saltam aos olhos das revistas eletrônicas.

Ao meu desinteresse agora acrescentei a revolta. Fiquei revoltado, sim, com os bilhões investidos no circo da Fifa, enquanto os serviços públicos recebem recursos de time de várzea (acho que ainda se usa essa expressão). Não reivindico aquela bobagem de padrão Fifa. Creio que os brasileiros já estariam satisfeitos com um padrão decente.

Falar de corrupção já é ridículo. Estamos no Brasil. No Brasil do PT. Dos mensalões. Dos vira-latas e dos ratos. Mas tenho que dizer: achei absurda a declaração de Joana Havelange. Como assim, o que tinha de ser roubado já foi? Desde quando essa gente para de roubar?

Mas o principal motivo de minha revolta é que, se o Brasil ganhar a Copa, os ratos do governo terão capital político para garantir a sua permanência no poder e para continuar a devorar tranquilamente o queijo amarelo da pátria amada, idolatrada, salve, salve.

Alguém tinha de protestar contra isso. Não aquele protesto predatório e profissional, que saqueia lojas e mata jornalistas. Um estádio vazio e milhões de televisores desligados teriam o efeito de uma gigantesca bomba política. Mas vá convencer a massa narcotizada a trocar a seleção brasileira pelo verdadeiro Brasil! Eles estarão lá ou diante da TV. Torcendo. Engordando os ratos. Reelegendo-os. Todos terão orgulho de ser o país do équiça. Até a hora de levar a mãe para o hospital, pelo menos.

Assim, optei por um protesto solitário e silencioso, sem outra expectativa que não a satisfação pessoal. Ou, mais provavelmente, uma profunda insatisfação. Vou torcer para que a seleção brasileira nem chegue perto da taça. Se for eliminada na primeira fase, melhor. Nada pessoal contra o Neymar, o Fred e o Julio César. E, se o meu desejo se realizar, quem sabe a massa idiotizada não se vinga nas urnas daqueles que, afinal, merecem algo muito pior que perder uma eleição. Não farão isso por lucidez, mas enfim…

P.S.: Alguém sabe onde eu consigo uma camisa da Croácia?