Oração ao Jesus Amado

No início da década de 1980, parte da juventude de nossa congregação em Joinville (SC) foi participar de um evento na cidade de Cianorte (PR). Assim que o ônibus partiu, dois jovens foram escalados para orar pela viagem.

O primeiro começou a sua oração, e logo alguns de nós começaram a prestar mais atenção ao que ele dizia. Não por reverência, mas porque percebemos que ele intercalava cada frase curta com o vocativo “Jesus amado”, mais ou menos assim:

— Estamos aqui, Jesus amado… Porque, Jesus amado … Te pedimos, Jesus amado…

A solenidade do momento se desfez como a fumaça do escapamento ônibus.  Então, depois de ouvirmos duas dezenas de menções ao Jesus Amado, o segundo jovem começou começou a orar:

— Jesus amado…

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Morre Billy Graham

Billy GrahamMorreu na manhã desta quarta-feira, aos 99 anos, o evangelista Billy Graham. Ele estava em sua casa em Montreat, na Carolina do Norte (EUA). (O que se segue foi adaptado do site da CNN. Foto: Fox News.)

O pregador magro de voz poderosa evangelizou quase 215 milhões de pessoas ao longo de seis décadas e orou com cada presidente dos EUA desde Harry Truman. Vários presidentes, entre eles Lyndon Johnson, George W. Bush e Bill Clinton, buscaram o seu conselho espiritual.

A influência de Graham, dizem os historiadores, era monumental. Alguns o chamavam de “o pastor da América”. Outros se referiam a ele como “o papa protestante”.

De acordo com a Billy Graham Evangelistic Association, o evangelista levou mais de 3 milhões de pessoas a se converter ao cristianismo, e a sua pregação foi ouvida em 185 dos 195 países do mundo.

“Ele foi provavelmente o líder religioso mais importante de sua época. Não mais que um ou dois papas e talvez mais uma ou duas pessoas chegaram perto do que ele conseguiu”, disse William Martin, ex-historiador da Universidade Rice e autor do livro A Prophet with Honor: The Billy Graham Story (“Um profeta com honra: a história de Billy Graham”).

Sertanejo editorial

Nomes de duplas sertanejas que poderiam ser inspirados no trabalho de edição de texto.

Cabeço & Rodapé

Gralha & Pastel

Órfã & Viúva

Negrito & Redondo

Onomástico & Remissivo

Prefácio & Posfácio

Tela & Print

Fonte da imagem: http://www.cultseraridades.com.br.

Breves notas sobre as palavras de Jesus: extratos da aula 1

Aos seus pais humanos/ As primeiras palavras 
Lucas 2.49, ARC

Os árabes diziam que com provérbios, isto é, com palavras, pode-se governar uma cidade. O evangelho de João apresenta Jesus como “o Verbo” (“a Palavra”). A dedução lógica é que as palavras de Cristo que penetravam os ouvidos de seus privilegiados ouvintes eram parte dele mesmo. E as palavras dele foram pronunciadas de várias formas: em parábolas (Mt 13), sermões (Mt 5—7), diálogos (Jo 3 e 4), revelações (Jo 1.48), orações (Jo 17; Mt 27.46), declarações sobre si mesmo (Jo 15.1), instruções sobre situações específicas (Mt 10.5-14), respostas a questionamentos ou a desafios (Mt 22.15ss) e palavras de poder (Mc 4.39).

Quando tinha 12 anos de idade, Jesus fez a sua primeira jornada a Jerusalém para participar da Páscoa, uma espécie de iniciação religiosa entre os judeus. Quando Maria e José retornavam para casa, deram pela falta do filho e foram encontrá-lo discutindo com os maiores mestres do Antigo Testamento. As primeiras palavras de Jesus registradas na Bíblia foram a resposta dele à reprimenda de seus pais humanos.

Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?

  • A primeira frase de Jesus é uma pergunta retórica (aquela que se formula sem o objetivo ou a necessidade de uma resposta). Mas os pais de Jesus pareciam não entender o óbvio. Sua messianidade também era óbvia, mas também não foi entendida pela maioria ou foi simplesmente rejeitada (Jo 1.11).
  • A pergunta de Jesus poderia ser formulada assim: “Não sabiam que eu só poderia estar aqui?”. Os mestres religiosos da época reuniam-se no terraço do Templo no sábado e em ocasiões festivas em um mutirão pedagógico de ensino informal. Perguntas e respostas partiam tanto desses doutores quanto do povo, e o adolescente Jesus causava admiração pela sua inteligência e pelas suas respostas.
  • A incrível movimentação de pessoas vindas de toda parte do império, a majestade do Templo e o cheiro de carne assada não exerceram maior fascínio sobre o jovem Jesus que as Escrituras. E a resposta-pergunta dele a Maria e José indica que essa predileção era nítida desde os  primeiro anos de vida dele. Ou deveria ser para eles. Como poderiam imaginá-lo em outro lugar?
  • Quem me conhece não ficará espantado de me ver numa livraria. Os livros fazem parte da minha vida desde a infância pré-escolar. Da mesma forma, o crente não deve fugir à sua “crentice”. Ela deve ser natural nele. Ninguém deve estranhar a sua devoção ou a sua opção pelos caminhos do evangelho neste mundo em que os sujos estão cada vez mais sujos. Se alguém “se perder” de você, deverá procurá-lo perto de algo que recenda a evangelho. E você deve estar lá.
  • Desde pequeno, Jesus tinha consciência de que viera ao mundo para tratar dos “negócios do Pai”. Em seu ministério terreno, seguiu à risca o plano traçado antes da encarnação, como se verá no decorrer deste estudo, em declarações como esta: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou a realizar a sua obra” (Jo 4.34). Como cidadão do céu de passagem por este mundo, mas não isento dele, temos de trabalhar, pagar contas, cuidar da família e lidar com problemas. Mas, onde quer que estejamos, seja qual for a situação, devemos estar sempre cuidando dos negócios de nosso Pai. “Quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31).
  • A expressão “meu Pai” é uma forma de reconhecimento da própria divindade (como em Jo 5.17, o que lhe trouxe problemas). Depois que iniciou o seu ministério, essa convicção sempre esteve presente: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30); “Vou para meu Pai” (Jo 14.12). Ele começou e terminou a sua missão neste mundo fazendo menção ao Pai  (Lc 23.46).
  • Na Oração Sacerdotal, ele disse: “Como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós” (Jo 17.21). Não há como separar Deus e Cristo de nós. Em tudo que fazemos, bem ou mal, estamos tratando dos negócios do Pai. Assim, concluímos com outra pergunta retórica: “Você está fazendo isso bem ou mal?”.

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