Dia Internacional da Tolerância: vai encarar?

TolerânciaHoje, 16 de novembro, é o Dia Internacional da Tolerância (olha a imagem linda!), instituído pela ONU com o nobre propósito de “reafirmar a fé nos direitos humanos fundamentais e ainda na dignidade e valor da pessoa humana”.

Então, pelo que pude entender dessa nobre iniciativa, é de se presumir que até a meia-noite de hoje os politicamente “corretos” não vão chamar ninguém de fascista, de nazista ou de homofóbico. Os que discordam deles não serão acusados de proferir discurso de ódio. Também não vão espumar de raiva quando alguém se posicionar contra a pedofilia, o incesto e afins. E, num memorável ato de abstinência, não vão enfiar símbolos cristãos no ânus.

Nota: Já se está cogitando transferir a data para 1.º de abril.

Anúncios

Meditações ao acaso: Jó 13.15

Já me perguntei, sim, se Deus é realidade ou mera projeção da mente finita. Se o céu não é um conceito semelhante ao de Matrix, a dura realidade de uma vida sem sentido aliviada com fantasia. Se vale a pena insistir no bem ou se é melhor mandar o mundo às favas. Se vale o esforço jamais reconhecido ou a integridade que ninguém percebe. Aí me lembro que nem um simples copo de vidro é produzido sem uma inteligência superior, que certos acontecimentos em minha vida fogem ao campo das coincidências e que em meu interior um testemunho inaudível, mas incontestável, garante que estou no rumo certo, a despeito de tudo à minha volta gritar o contrário. Jó, o ícone do sofrimento incompreensível, declarou: “Ainda que ele me mate, nele esperarei”. E então me pego esperando. Não sei o quê, mas espero.

Não é só o “mundo” que inverte valores (reedição)

Costumamos acusar o sistema do “deus deste século”, que chamamos “mundo” de inverter os princípios bíblicos e emporcalhar as instituições saudáveis e benéficas ao ser humano, e nisso estamos absolutamente certos. Não se poderia esperar outra coisa, aliás. Se vivemos num mundo imerso no Maligno, seria muito estranho que os valores cristãos não encontrassem resistência. Mas os cristãos, que não são do “mundo”, às vezes se esquecem de que ainda vivem nele e por descuido, quero crer, acabam jogando contra o patrimônio.

Por exemplo, costumo passar diante de uma dessas denominações ou comunidades que se proliferam como gramíneas nos centros urbanos, e vejo ali a prova da inversão das prioridades do evangelho: o pequeno salão com portas de rolo que se abrem para a calçada; a placa de identificação cujo nome corresponde a um clichê evangélico; a foto da pastora Fulana de Tal.

Se pensarmos nos principais componentes da igreja, iremos nos lembrar de Cristo, seu fundador e cabeça. A Cabeça nos remeterá ao seu corpo espiritual, a igreja dita universal ou invisível. Por fim, cogitaremos a igreja local, a ekklesia que acontece quando um grupo de crentes que se reúne em determinado lugar.

O descrente alcançado pelo evangelho deveria ser apresentado antes de tudo a Cristo, mas a primeira pessoa que ele conhece ao passar diante de um desses estabelecimentos é o “pastor”, “missionário” ou “apóstolo” titular do CNPJ.

Ele deveria em seguida ser introduzido no organismo vivo para se integrar como membro, mergulhado na sublimidade do batismo espiritual que nos faz um com o Senhor. Em vez disso, depara com um nome esquisito numa placa (ou com um nome tradicional, não faz diferença).

O convertido deveria logo depois ser conscientizado de que pertence a um povo, não um lugar (daí a expressão bíblica “a igreja que se reúne na casa de…”). Mas antes mesmo que exista povo, o templo já está ali, muito parecido com uma lojinha de 1,99. Depois disso, o novo crente confundirá templo com igreja pelo resto da vida. Ou com uma lojinha, se não ficar atento.

O líder religioso antes de Cristo. A instituição legal antes da igreja. O prédio antes do povo. Em todas essas coisas, o humano antes do divino. Eis a inversão.

Morre o pastor Horácio da Silva Jr.

Morreu na noite passada, aos 85 anos, o pastor Horácio da Silva Jr., da AD em Bento Ribeiro (RJ), em razão de várias complicações de saúde, que lhe custaram algumas internações e cirurgias. Era presidente do Ministério Boa Esperança (MIBE), mas ficou conhecido principalmente por ter ocupado o cargo de diretor executivo da CPAD  no período de 1987 a 1993.

Entrevistei-o rapidamente em 1991, na festa dos 80 anos da AD, em Belém do Pará. Na época, eu editava o jornal O Assembleiano, tido como um tanto ousado para os padrões da denominação, mas ele chegou a comentar de maneira positiva a forma em que fazíamos jornal.

Ele será velado no templo-sede da AD em Bento Ribeiro e o sepultado no Cemitério de Sulacap, no Rio de Janeiro.