Morre Eugene Peterson

Eugene PetersonMorreu hoje, aos 85 anos, o pastor presbiteriano Eugene Peterson, autor da paráfrase-tradução da Bíblia The Message,  que no Brasil foi lançada pela Editora Vida e tem o nome oficial de A Mensagem: Bíblia em Linguagem Contemporânea. Ele morreu de complicações decorrentes de insuficiência cardíaca, uma semana após ser internado numa clínica. Em nota divulgada sobre os seus últimos dias, a família declarou:

Ficou evidente que ele já transitava no estreito e sagrado espaço entre a terra e o céu. Nós o ouvimos falando com pessoas e só podemos presumir que elas o estavam recebendo no paraíso. Em alguns momentos, ele parece ter voltado às suas raízes pentecostais e falado em línguas.

Não conheci Peterson pessoalmente, mas fiz parte da comissão editorial de A Mensagem como revisor de estilo.

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Lições Bíblicas: “Entre a Páscoa e o Pentecostes”

Lição 14 — 3.° trimestre de 2018

Aviso

Observatório da ovelhinha: a força do politicamente “correto”

O politicamente “correto” é lixo hospitalar tentando nos convencer de que é remédio. O problema é que não falta quem acredite.

judsoncanto.wordpress.com

Lições Bíblicas: “As orações dos santos no altar de ouro”

Lição 13 — 3.° trimestre de 2018

O incenso representando a oração dos santos é uma das mais belas simbologia da Bíblia. A oração nos dá acesso ao local mais inexpugnável do Universo, se considerarmos simples capacidade humana como recurso para chegar ao trono de Deus, já que até a sua imitação terrena, o Lugar Santíssimo, podia ser fatal para o ser humano. Mas temos no “Lugar Santo” do coração o altar de ouro de nossa intimidade com Deus, sobre o qual podemos oferecer o incenso de nossa gratidão, de nossas súplicas ou de qualquer outra expressão da alma que desejarmos levar ou elevar a Deus. O tema da oração é bem extenso, e é recomendável discorrer um pouco sobre ela, mas lembre-se de associá-lo ao seu lugar/momento.

O Lugar Santíssimo
Penso que um título mais apropriado a esta seção seria “O altar de ouro” ou “O altar do incenso”, e com maior ênfase a este, porque é do altar (lugar) e do incenso (oração) que se vai falar. Naturalmente, a sua associação com o Lugar Santíssimo (ou Santo dos Santos) é indispensável no tema em estudo. Lembre os alunos de que a “cerimônia” mencionada aqui diz respeito ao Dia da Expiação (Lv 16), que nem é mencionado no comentário. Hoje não precisamos de dias especiais nem da mediação de terceiros, pois temos livre acesso a Deus (Hb 4.16), depois que o véu da separação foi rasgado literal e figuradamente com a morte de Cristo (Mt 27.51). Algumas curiosidades sobre esse véu, da Enciclopédia da Bíblia Cultura Cristã, de Merril C. Tenney:

É provável que a cortina fosse bastante grossa para combinar com seu grande tamanho. Atrás do véu estava a Arca do testemunho com o propiciatório posto sobre ela. À sua frente ficavam a mesa dos pães da proposição, o altar do incenso, e o candeeiro de sete pontas. As vezes era chamado “o véu do reposteiro” (Êx 39.34) para distingui-lo do anteparo da porta do Tabernáculo […]. Só ao sumo sacerdote era permitido entrar além do véu, e isto apenas um dia em cada ano — o dia da Expiação (Lv 16.2ss.; Nm 18.7; Hb 9.7). Foram dadas instruções para a retirada do véu, quando o Tabernáculo fosse movido (Nm 4.5). Somente uma vez é feita menção ao véu no Templo de Salomão (2Cr 3.14). O véu do segundo Templo é citado em 1  Macabeus 1.22 como parte do Templo por profanação de Antíoco. Josefo registra  que, quando Pompeu conquistou Jerusalém e entrou no Templo (63 a.C.), o lugar estava vazio e o santuário secreto não continha nada. Durante a crucificação de Jesus (Lc 23.45), ou no momento da sua morte (Mt 27.51; Mc 15.38) e na ocasião em que os sacerdotes estavam ocupados com o sacrifício noturno, o véu do Templo foi rasgado em dois, de cima para baixo, expondo o Santo de Santos, simbolizando que Jesus, como o Sumo Sacerdote que tinha autoridade para entrar no Lugar mais Santo (Hb 6.19,20; 9.11,12), havia aberto o caminho para todos os crentes entrarem na presença de Deus por meio da sua carne, simbolizada pelo véu (10.19,20).

As orações dos santos

Do Comentário bíblico, de Warren W. Wiersbe (sobre Sl 141.1-2):

Davi era um homem de discernimento espiritual e sabia que poderia orar e adorar a Deus mesmo quando estava afastado do santuário e não havia sacerdote para assisti-lo [Sl 40.6-8; 50.8, 9; 51.16-17; Is 1.11-17; Jr 7.22, 23; Os 6.6; Mq 6.6-8; Mc 12.32-33]. No final de cada dia, um sacerdote israelita oferecia um holocausto no altar de bronze e queimava incenso no altar de ouro, mas Deus aceitou a oração e as mãos levantadas de Davi. O incenso costumava ser incluído no holocausto [ver Êx 30.1-10,34-38; Lv 2.2] e é uma imagem da oração subindo ao Senhor [Ap 5.8; 8.4). As mãos de Davi estavam vazias, mas seu coração estava cheio de amor pelo Senhor e de fé em suas promessas. Tanto Esdras (Ed 9) quanto Daniel (Dn 9) oravam no horário em que eram oferecidos os sacrifícios do final do dia. Depois da construção do segundo templo, este salmo passou a ser lido na oferta dos sacrifícios do final do dia e no momento em que as lâmpadas eram acesas no lugar santo. 2. “Guardarei meu coração do pecado” [Sl 141.3-4]. Para Davi, era extremamente tentador agir como o inimigo, mas ele sabia que isso era errado. Uma vez que o estavam difamando, por que não fazer o mesmo? Porém, o problema estava em seu coração, não em sua boca, de modo que orou pedindo um cora­ção que não se mostrasse propenso a aprovar os pecados deles e imitá-los [Pv 4.23]. Davi descreve sua tentação como “comer das iguarias” do inimigo [ver Pv 4.14-17]. Quando paramos de crer e começamos a tramar, quando perguntamos: “Como posso sair dessa situação?” em vez de: “O que posso aprender com essa situação?”, os tempos de provação tornam-se tempos de tentação.

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