Pelo que eu daria o meu voto

Se eu fosse impichar alguém, meu voto poderia ser:

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Mergulho no seco

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A vida com sal (reedição)

SalSe você me convidar para jantar em sua casa, não precisa perguntar do que eu gosto ou do que eu não gosto. Vó Carmira dizia carinhosamente que eu era porco de boa boca, porque eu nunca rejeitava nenhum tipo de comida. Até hoje é assim. Feijoada. Churrasco. Polenta. Galinha ensopada (ou frita, ou assada, ou cozida com caldo para fazer pirão). Arroz com ou sem feijão, e vice-versa. Cachorro-quente. Fígado. Moela. Salada de qualquer tipo. Milho e tudo que é feito de milho. Peixe. Frutos do mar. Ovo frito, mexido ou cozido. Carne de sol. Sarapatel. Mocotó. Acarajé. Coxinha de rodoviária. Linguiça. Bisteca. Filé. E por aí vai. Nem sei dizer qual é o meu prato preferido.

Mas tem uma coisa. Não suporto comida sem sal. É como comer papelão molhado. Deus criou reservatórios monstruosos de sal por uma razão. Até a palavra “salário”, o suado dinheirinho que nos permite sobreviver, vem do sal. Por isso, comida de hipertenso é inaceitável para mim. Encurtaria dez anos da minha vida sem hesitar só para manter a minha dieta com sal (ainda bem que, aos 54 anos, a minha pressão é de 12 por 7, e talvez seja o motivo de eu fazer essa corajosa afirmação).

Cristo afirmou que nós, os seus seguidores, somos o sal da terra. É uma declaração que me deixa feliz, mas também me incomoda, porque implica uma responsabilidade maior que a Grande Comissão. Você consegue pregar sem acreditar no prega. Você consegue fazer discípulos mesmo sendo um hipócrita e pode ensinar verdades bíblicas sem vivê-las. Mas não dá para ser sal quando se é insípido.

As palavras enganosas podem iludir multidões. Mas a vida cristã sem sal não engana ninguém. É por isso que as igrejas proliferam no mundo ao mesmo tempo em que estão cada vez mais desacreditadas. Um elaborado cardápio de insipidez. Conversão sem arrependimento. Novos hábitos sem transformação. Um mundanismo de seis trocado por um evangelho de meia dúzia.

O mundo percebe quando algo dá sentido à vida, quando a existência passa a ter sabor. O sal liberta as pessoas da dieta de papelão molhado. Cada aspecto da vida passa a ter um gosto especial. O trabalho. A música. A família. As luzes urbanas. Os documentários da TV paga. As aflições agora exalam aromas de glória. Relacionamentos intragáveis adquirem gosto de sobremesa. As esperanças perdidas na mesmice se destacam como especiarias.

Enfim, uma pitada de sal na vida de alguém vale por mil sermões e muitas aulas de discipulado.

Presentinho: coleção História geral da África (diversos autores)

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Coleção História geral da ÁfricaEsta  bela coleção foi disponibilizada para download pela UNESCO em 2010. “Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos” (do site da UNESCO). Aqui os oito volumes podem ser baixados num único arquivo. Tamanho 75,19 MB (RAR/ PDF).

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Taças divinas (reedição)

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Os enólogos recomendam uma taça diferente para cada tipo de vinho. A taça de vinho tinto é maior e mais bojuda e tem a borda um pouco fechada: é para impedir que os aromas se dispersem. A taça de vinho branco é menor porque esse tipo de vinho deve ser consumido a temperaturas mais baixas, que não seriam conservadas numa taça maior. A taça usada para beber os espumantes e o champanhe tem o formato alongado para conservar as borbulhas. A taças para vinho fortificado ou licoroso possui bojo pequeno, porque esses vinhos são consumidos em pequenas quantidades.

Deus também possui uma coleção de taças naquilo que podemos chamar a sua eclética prateleira de “vasos”, nas quais derrama os vinhos dos seus dons.

Ministérios encorpados, mais amplos e estabelecidos, comparáveis às colunas apostólicas, são conservados nos bojos maiores da perenidade, como as taças de vinho tinto. Nelas são servidos os vinhos do apostolado, do pastorado e dos demais serviços responsáveis por manter o aroma de Cristo na comunidade.

São servidos em taças de vinho branco os ministérios caracterizados por certa mobilidade. Os evangelistas e outros obreiros itinerantes têm uma vocação de “consumo rápido”. Se expandirem o bojo da taça, a permanência num só lugar, perderão o frescor.

Dons de poder precisam ser canalizados em estruturas mais estreitas, pois a efervescência se perde nas bordas alargadas. Daí que ministérios baseados em curas e milagres não podem se pretender bojudos — seriam taças impróprias para os espumantes de Deus.

Milhares de tarefas menores vêm se somar à unidade do Corpo. Em proporções exageradas, porém, desvirtuariam o propósito da igreja. Por isso, são vinhos servidos nas menores taças, pois é como serão mais apreciados.

E quando alguém é dotado de vários dons? Bem, existem taças desenhadas para receber vinhos de vários tipos. Por certo há também taças assim na prateleira de Deus.