Morre o pastor Cezino Bernardino

Cesino BernardinoMorreu às 13h20 deste sábado, aos 81 anos, o pastor Cesino Bernardino, fundador e presidente dos Gideões Missionários da Última Hora (GMUH) e pastor da da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Camboriú (SC). Ele estava internado na UTI do Hospital Santa Catarina, em Blumenau. Com graves problemas nos rins e nos pulmões, achava-se em coma profundo desde o final de junho, após uma cirurgia.

Tive a oportunidade de entrevistá-lo em duas ocasiões, em matérias publicadas no jornal O Assembleiano, uma sobre a festa anual dos GMUH e outra sobre o trabalho missionário desenvolvido pela entidade.

Segundo informação do site do GMUH, o funeral acontecerá no pavilhão dos Gideões Missionários, e o sepultamento será na segunda-feira, dia 1.° de agosto.

Morre o cantor Adilson Lopes

Adilson LopesMorreu ontem em Portugal, onde vivia há mais de dez anos, o cantor Adilson Lopes. Ele sofria de uma doença degenerativa não identificada e estava internado no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, cidade do distrito de Lisboa. Era casado com a cantora Leninha e tinha um filho, Raphael, que também é do ramo musical.

Adilson Lopes era dono de uma bela voz de tenor, mas às vezes mudava de timbre na música e tinha incrível extensão nos falsetes. Na década de 1980, quando alguns cantores evangélicos começaram a chamar a atenção do mercado secular, ele gravou um álbum (Herança, 1983) pela Polygram. Lembro-me de que ganhei esse disco de presente de aniversário, porque desde que conheci o seu primeiro trabalho de sucesso, Paz no vale, lançado pela gravadora Bandeira Branca, ele se tornou um dos meus cantores preferidos.

Pude ouvi-lo pessoalmente no templo da Igreja O Brasil para Cristo, em Joinville, no início da década de 1980. Quando o pastor foi apresentá-lo, ele estava trepado numa escada instalando uma caixa de som. Não só por isso, passou-me a impressão de uma pessoa muito simples e humilde. E cantava muito.

Leia o anúncio da morte dele no perfil do Facebook da cantora Leninha e de Raphael Lopes.

Coisas que só eu vejo nos seriados (32)

Olha a faca!

No sexto episódio da segunda temporada de The Odd Couple, Oscar e Felix conversam na cozinha. Note que a faca descansa sobre a tábua de cortar ao lado de uma porção de cenouras picadas.The.Odd.Couple.S02E06a

Ou melhor, não descansa, porque depois aparece no meio das cenouras e em seguida volta a ficar ao lado:The.Odd.Couple.S02E06bThe.Odd.Couple.S02E06c

Momento eternizado

Por Solano Portela

O ano era, creio, 1965. Eu era um jovem de 18 anos cheio de ânimo. Havíamos saído de Recife, eu e outros três amigos, para Garanhuns, para um encontro de jovens presbiterianos. Um desses amigos era o pregador, e achei de dar uma de fotógrafo.

Todo empolgado, havia comprado um flash para uma máquina da época da Segunda Guerra Mundial que meu pai tinha em casa. Nos meses anteriores, eu havia lido na Enciclopédia prática Jackson a seção “Fotografia” e estava todo entusiasmado, crente de que era o maior expert das redondezas sobre o manejo da câmera. Sabia tudo sobre abertura, lentes, foco, sensibilidade de filmes (alguém lembra do “ASA 100”?) e, especialmente, sobre fotografias com flashes. A geringonça adquirida, fruto de muitas economias, era um trambolho de bom porte, que ainda tinha um leque de alumínio que abria e ampliava o poder de projeção da lâmpada enorme, com aqueles mil filamentos internos envoltos em magnésio, que explodia e causava um clarão de arrepiar, invariavelmente queimando fotos no processo ou submetendo-as à superexposição!

Pois bem, enquanto o meu amigo pregava, armei o leque, coloquei a lâmpada (com as duas mãos) no soquete, parafusei o flash em cima da máquina, liguei o fio no local devido e caminhei pela ala central da igreja para registrar o histórico momento da pregação! Nenhuma preocupação em disfarçar, pois, seguindo a milenar tradição dos fotógrafos, eles são o centro da atenção, mesmo.

Apontei a máquina, preparei-me para o grande momento, aperte o botão e… clik. NADA DO FLASH! Impossível! Eu havia testado antes (lembrando que as lâmpadas, naquele tempo, queimavam ao serem acionadas — isso mesmo. Eram suficientes para uma foto e custavam uma nota). Perplexo, virei a máquina para ver o que estava acontecendo, e a bomba de efeito retardado entrou em ação: a lâmpada explodiu com grande clarão a uns cinco centímetros da minha face!

Pausa no sermão, olhares voltados para o fotógrafo cego, que ziguezagueava no meio da igreja, segurando a máquina fotográfica com a lâmpada fumegante ainda, em direção à porta de entrada. Nesse percurso, que durou um século até eu chegar lá fora e me sentar na calçada, foi tomada a decisão de abandonar a promissora profissão. O incidente, como de costume, gerou brincadeiras e zombarias dos colegas, especialmente dos que haviam me acompanhado até o evento! Foi o fim de uma possível carreira…

Do blog O tempora! O mores! (contribuição involuntária).

O balido faz sete anos hoje

Pois é. O blog anda meio parado, ainda respirando por aparelhos. Neste ano do Senhor de 2016, foram apenas doze publicações, treze com esta.  Meus dezessete neurônios recusam-se a encerrar o recesso criativo, como deputados que, não satisfeitos com longas férias, resolveram estender a folga por todo o mandato.

Mas resolvi retomar as atividades assim mesmo, a partir desta data, porque penso a capacidade de produzir umas pobres linhas foi o dom que Deus me deu, e às vezes tenho a grata surpresa de saber que já ajudei algumas pessoas com isso.

Não quero viver a síndrome do talento enterrado, então que com o texto bruto e apressado deste espaço eu possa acrescentar aos cofres do Reino um mínimo de juros.