Livro: um legado que todos deveriam deixar

Adaptado de outro artigo.

No ano passado, revisei um livro bem simples, em que um cristão, hoje um empresário de destaque no estado de São Paulo, relata a sua trajetória de vida em doze breve capítulos. Se eu o tivesse conhecido durante a produção do livro, teria feito algumas sugestões para preencher os hiatos da narrativa e também poderia tê-lo orientado em outros aspectos do trabalho. Mas enfim, gostei de ter participado da obra, porque significa que alguém tomou a decisão de compartilhar com outras pessoas a sua experiência de vida, que por certo será de utilidade para alguém. Um livro é um legado que todos deveriam deixar.

Já relatei aqui no blogmorte de vários pastores e lamentei o fato de alguns deles partirem sem deixar nem mesmo um esboço para a posteridade. A cultura assembleiana por muito tempo fez pouco dos seminários e até os combateu. O resultado foram no mínimo duas gerações de pastores, salvos honrosas exceções, sem nenhuma intimidade com a palavra escrita. Nos dias de hoje, há entre nós pastores com boa escolaridade, mas a produção literária continua sofrível, até porque as atividades ministeriais em que costumam se envolver deixam pouco tempo para a reflexão e quase nenhum para  a produção literária.

Mas a boa notícia é que um pastor — ou qualquer cristão, membro ou obreiro — pode produzir um livro com a história de sua vida, suas ideias e seus estudos bíblicos. Não pense que algo assim irá tomar muito tempo, se você for um pastor ou um membro de igreja muito atarefado. Você está certo em pensar que escrever um livro é uma tarefa difícil para quem não está familiarizado com a arte de escrever, embora tenha muitas ideias e muito conteúdo acumulado na gaveta. Mas eu posso fazer assumir a parte mais trabalhosa para você.

Ao longo de vinte anos na área editorial e também por vocação, posso dizer que me especializei em transformar palavras e anotações em estado bruto em livros de boa qualidade. Por exemplo, enviei hoje para a gráfica um livro de 80 páginas que resultou de uma pregação expositiva. Já escrevi biografias baseado apenas em algumas horas de entrevistas. É a esse tipo de trabalho que vou me dedicar daqui em diante.

Portanto, se você pretende deixar um legado escrito com o seu testemunho de conversão, sua história de vida ou qualquer outro conteúdo que pretenda passar para o papel, podemos trabalhar juntos. Se você tem um ministério itinerante e quer transformar suas palestras e pregações em livros, é um investimento que vale a pena. Escreva para o meu e-mail de contato aí em cima, e vamos conversar.

Não, obrigado (2)

Ativação profética

A imagem e a palavra (24)

 antoniomilena29234-original

ULTRAFARMA é o novo patrocinador da SELEÇÃO BRASILEIRA.

Chamada no site da CBF

Fonte da foto (e da piada pronta): revista Veja.

Voltaire e a (in)tolerância

A questão da tolerância/ intolerância religiosa não é assunto novo. O texto a seguir é do filósofo francês Voltaire, em seu Tratado sobre a tolerância, publicado no século XVIII. Voltaire escreveu-o para denunciar a injustiça cometida contra um comerciário chamado Jean Calas, protestante da cidade de Toulouse. Ele foi acusado de assassinar o próprio filho, que pretendia se converter ao catolicismo. O homem foi executado de forma cruel, e Voltaire iniciou uma campanha para reabilitá-lo. Jean Calas foi inocentado postumamente. Apenas observo que intenção de Voltaire não é calar o debate, como pretendem hoje as militâncias politicamente “corretas”. Leia o texto considerando os dois lados da moeda.

Direito natural é aquele que a natureza indica a todos os homens. Você cria um filho, ele lhe deve respeito na qualidade de seu pai e reconhecimento na qualidade de seu benfeitor. Você tem direito aos produtos da terra que cultivou com suas próprias mãos. Você fez ou recebeu uma promessa; ela deve ser cumprida.

O direito humano não pode ser fundamentado em nenhum caso senão sobre esse direito da natureza; e o grande princípio, o princípio universal de um e do outro, é o mesmo em toda a terra: “Não faças aos outros o que não queres que te façam”. Ora, não se percebe como, segundo esse princípio, um homem poderia dizer a outro: “Crê no que eu creio e não no que não podes crer; caso contrário, morrerás”. E isso que se diz em Portugal, na Espanha ou em Goa. Atualmente, em alguns outros países, prefere-se dizer: “Crê, ou te odiarei; crê, ou te farei todo o mal que estiver a meu alcance; monstro, se não tens minha religião, então não tens religião nenhuma; terás de ser um motivo de horror para teus vizinhos, tua cidade e tua província”.

Se fosse o direito humano que nos levasse a nos conduzirmos dessa maneira, seria necessário que os japoneses detestassem os chineses, que, por sua vez, execraríamos siameses; estes perseguiriam os habitantes do Ganges, que se lançariam contra os moradores do Indo; um mongol arrancaria o coração do primeiro malabar que encontrasse; os malabares poderiam matar os persas, que poderiam massacrar os turcos: e todos juntos se lançariam contra os cristãos, se bem que estes vêm de fato devorando uns aos outros há muito tempo.

O direito da intolerância é, portanto, absurdo e bárbaro; é o direito dos tigres, sendo bem mais horrível também, porque os tigres dilaceram suas presas para comer, enquanto nós nos exterminamos por causa de alguns parágrafos.