Todo homem é um planeta

Planeta dos macacos - finalAssisti ontem ao primeiro filme da “quintologia” O planeta dos macacos, de 1968. O coronel George Taylor (Charlton Heston), depois de uma longa viagem pelo espaço, aterrissa num planeta governado por macacos desenvolvidos, cuja ocupação principal parece ser caçar humanos, estes os irracionais. No final do filme (é um clássico, não há problema em contar), Taylor depara com a cabeça da estátua da Liberdade emergindo da areia e então se dá conta de que está na Terra. Percebe que a raça humana, em razão da própria maldade, causou a derrocada da civilização e permitiu que seres inferiores assumissem o poder.

Fiquei pensando que também podemos nos comparar a um planeta. Nossa vida tem sucessivas eras, tempo em que nos dedicamos à exploração dos potenciais do ser, e então construímos a nossa história com as pedras vivas — lavradas ou brutas — de nossas afeições, escolhas e atos. A certa altura, tornamo-nos irreconhecíveis, e a constatação comum dos humanos é que depois de todas as descobertas algo de bom se perdeu e que eles não são conquistadores, e sim conquistados. O encontro com o passado é sempre matéria de lamentação. O humano então põe o rosto na areia e chora a sua perda.

Cristo foi o sujeito que veio do céu para corrigir o rumo dessa história. A fé nele traça o melhor roteiro para o nosso desenvolvimento. Permite que as sucessivas eras de nossa existência sejam degraus ascendentes de glória, um amanhecimento que nos leva a dia perfeito. Assim, quando deparamos com algo do passado, percebemos que, na civilização de nós mesmos, houve real progresso, e a possibilidade de sermos subjugados pela raça inferior de nossos instintos é cada vez mais remota. Então nos prostramos ao solo, mas é para agradecer.

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2 comentários em “Todo homem é um planeta

  1. Judson,

    Somos início, meio e fim = efemeridade. A Grande Obra é tão imensa que quase nada representamos – talvez um microgrão nas dunas. Tudo é cíclico: os planetas, as galáxias, as estrelas e a própria vida. Parafraseando Pascal, existem razões (motivos) que a própria razão (raciocínio/intelecto) desconhece. Ainda, somos societários por natureza – ou por imposição (O contrato sicial de Jean Jacques Rousseau explica) – e quem dá as rédeas é a nossa constante ignorância sobre a compreensão das coisas. Evidente que não podemos simplesmente dizer “penso, logo existo” (Descartes), porque seria teatral ou ingênuo demais. O consolo é que, segundo algumas doutrinas, estamos sempre em estágio evolutivo, apesar da dualidade dos comportamentos e pensamentos. Vejamos: existe frio? Não, o que há é a ausência de calor. Existe noite/escuridão? Não, mas sim a falta contínua de luz. Ao arremate, e diante da complexidade e conclusões inalcançáveis, só nos sobra CRER. E crer é ter FÉ, elo entre o homem e Deus.

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  2. Amigo Judson

    Li tudo… risos…
    Feriado… então li todas as tuas reflexões.

    Passo a acompanhá-las semanalmente a partir de agora.

    Como lhe disse no e-mail depois que nos “reecontramos”, lendo seus textos me parece que o Veríssimo (ou seria Verícimo?) se converteu…

    Grande abraço!
    Parabéns pelo texto, pela visão singular da vida.

    Natan

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