Está comprovado: o politicamente “correto” é mesmo imbecil

Tenho dito e repito: a invenção americana que conhecemos como politicamente “correto”, também adotada em nosso país, tinha de se chamar “politicamente imbecil”. Consiste numa linguagem que procura evitar os termos que possam soar ofensivos a qualquer grupo humano. Só por aí já se pode ver quanto a proposta é esdrúxula, porque um termo que em determinado contexto soa discriminatório em outro é apenas descritivo ou mesmo positivo. Sem dúvida, você pode chamar alguém de “negro” de forma ofensiva. Agora vem o nó: tenho vários amigos negros, mas de acordo com o politicamente “correto” eu os estaria ofendendo ao dizer isso. E aquelas pessoas que declaram ter orgulho de sua negritude? Por acaso estão sendo preconceituosas contra si mesmas? Alguém pode argumentar que o politicamente “correto” (vou escrever sempre entre aspas) sugere termos alternativos para a palavras discriminatórias. Ah, então vamos lá:  sabem como os eminentes  arautos dignidade humana querem que chamemos os anões? “Pessoas verticalmente comprometidas” (não, você não leu errado). Se você é careca, eis o gracioso epíteto que lhe arranjaram: “deficiente capilar”. Agora me diga se depois disso a palavra “imbecil” não lhe veio à mente! Há muito ainda que dizer, mas retomo o assunto outra hora, porque a seara é promissora.

Vamos então à prova anunciada no título. É o seguinte: uma pequena editora dos Estados Unidos, a NewSouth Books, retirou a palavra “negro” da obra As aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain, considerada uma das contribuições mais importantes para a literatura daquele país. O editor, Alan Gribben, optou por usar a palavra “escravo” nas 219 ocorrências daquele termo, referentes a Jim, amigo do protagonista. Dessa vez, até a mídia americana esqueceu um pouco o asqueroso servilismo ao politicamente “correto” e criticou o editor. Gribben também recebeu muitos e-mails enraivecidos, mas, curiosamente, nenhuma das mensagens citava a palavra censurada. Outra obra de Mark Twain, As aventuras de Tom Sawyer, também sofreu com a tesoura de Gribben: a personagem Injun Joe passou a chamar-se Indian Joe (injun significa “índio”, “pele-vermelha”, mas em tom supostamente pejorativo).

Ao que parece, os promotores do politicamente “correto”, não satisfeitos em imbecibilizar o povo (que já não era lá essas coisas), irão agora se dedicar a transformar os grandes nomes da literaratura mundial em débeis mentais (termo politicamente “incorreto”, eu sei), que não sabiam exprimir a realidade de sua época.

Só mesmo pessoas dotadas de um alto grau de imbecibilidade conseguem acreditar que se poderá curar a maldade humana com semântica.

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7 comentários em “Está comprovado: o politicamente “correto” é mesmo imbecil

  1. Não vai demorar muito e chamaremos o Bolo Nega Maluca de Bolo Afro descendente feminino com transtorno obscessivo compulsivo. Se os que andam em cadeiras de rodas são cadeirantes, como se fala pra quem anda de bengala ou muletas? Bengalantes e Muletantes?

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  2. O pior é, que no final das contas, esse movimento do politicamente correto provoca um movimento irônico:

    Não existem mais negros: só afrodescendentes.

    Não existem mais baixinhos: só verticalmente prejudicados.

    Não existem mais gordos: só gigantes, grandes, etc.

    Não existe mais gay (para não usar um termo relacionado à fauna): só pessoas que exercem sua homossexualidade – homossexualismo não é doença para ser chamado assim.

    etc.,etc.,etc..

    Hoje, as pessoas chamam as outras ou falam delas usando esses novos termos, mas carregados de uma inequívoca ironia, que torna o escárnio ainda mais divertido para os escarnecedores, pelo duplo sentido.

    Logo, os termos politicamente corretos seria abolidos e substituídos por outros…

    Que Deus nos Abençoe.

    A Paz do Senhor.

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  3. É obvio que o respeito é devido a todas as pessoas, porque tem “gaiato” que nunca lembra disso e se supera, como no coral no interior do Rio Grande, onde cantava um rapaz que ninguém lembrava o nome dele e quando precisa fazê-lo referência, o pessoal dizia, não lembramos o nome dele, o chamados de “forminha”, isso mesmo, forminha de fazer diabo… O rapaz era apenas “esteticamente despadronizado”… O pobre…

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  4. AFF!! finalmente alguém se manifestou contra esse grande besterol (politica correto tem envadido os currrais evangelicos)

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  5. Ahá! mais um ! pensei q só eu ficasse revoltada com os politicamente corretos…rsrsrs

    Olha esse texto http://www.luizberto.com/?p=170973

    Só falta mudarem o nome da minha sobremesa favorita (bolo nêga maluca) para bolo da senhora afro descendente com deficiência mental… ninguém merece!

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  6. É uma nódoa que se multiplica em todo o mundo, para emblemar o fingimento de quem não abraça a realidade dos fatos. Assim se mantém os politicamente corretos orgulhosos de suas ilusões visionárias abafando com varios palavreados a verdadeira postura para agradar seus seguidores. Isso soa como o faz de contas, só para Inglês ver etc…,”normal” para seus executores imbecís.

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  7. Graça e Paz Judson,

    Lendo o post me lembrei dos politicamente “corretos” aqui no Brasil, que querem forçar a população a aprenderem sobre os homossexuais, sob o argumento de que “conhecendo” o preconceito acabará.
    A realidade é que os pais, na maior parte das vezes, deixaram a desejar na educação dos filhos, no que toca ao respeito e amor ao próximo e eles passam a agredir todos aqueles que eles entendem que devem agredir homossexuais, gordos, magros, evangélicos, pobres e tantos outros…
    Aí o governo vem com o politicamente “correto” e tenta proteger somente os homossexuais, rotulando todos os que são contrários de homofóbicos, aí as pessoas se intimidam e deixam de expressar sua opinião, para serem, igualmente, politicamente “corretas”, com medo da crítica, e assim o ciclo vai…
    Toma que eu não esteja sendo politicamente “correto”, rsrsrs.
    Fica na Paz do Eterno.

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