Uma geração de mariquinhas

Um artigo que li no site do Julio Severo demonstra que o politicamente imbecil (“correto”, como a mídia convencionou chamar) já chegou, pelo menos na Inglaterra e em países sob a sua influência, ao ponto da deformação coletiva de caráter, como o câncer na fase de metástase.

Em Jersey, uma dependência da coroa do Reino Unido que faz parte das chamadas ilhas do Canal (da Mancha), várias igrejas produziram em conjunto uma edição em CD do evangelho de Marcos, em comemoração aos 400 anos da famosa tradução inglesa King James (ou Versão do Rei Tiago). Acontece que os sensíveis funcionários dos correios se recusaram a distribuir o material por julgá-lo “ofensivo”.

Quem diria, um episódio tão vergonhoso na Inglaterra que produziu luminares como John Wesley, o homem mais notável de seu século, que desafiou o marasmo da Igreja Anglicana e passou a pregar o evangelho simples; Richard Baxter, que instituiu o “sábado puritano”, que por um período baniu da nação as farras, as brigas e a licenciosidade dos fins de semana; William Carey, que sacudiu o comodismo calvinista e inaugurou as missões modernas; Robert Raikes, que salvou milhares de crianças da marginalidade, transformando-as em homens de caráter por meio da escola dominical! Esses e tantos outros eram homens de verdade, caracterizados pela coragem e por uma busca incansável de ideais que sempre resultaram numa sociedade melhor.

Agora vemos constrangidos que os súditos-modelos da coroa inglesa parecem uns mariquinhas idiotizados pela mídia que urinam nas calças diante da mais tênue possibilidade de crítica ou de confronto. Quem está habituado a assistir aos seriados ingleses percebe que a pusilanimidade é generalizada. Um pai é informado de que a filha está namorando e pergunta, tentando parecer natural: “É ele ou ela?”. Num julgamento de suposto racismo, cria-se um suspense terrível no tribunal ante a possibilidade de alguém pronunciar a palavra “negro”.

A mesma tendência é verificada, claro, em todo o Ocidente, em diferentes estágios. Busca-se em toda parte o cidadão-modelo que tenha medo de expressar opinião e de passar adiante materiais “ofensivos”. Por isso, Charles Darwin (outro britânico) corre o risco de  ficar logo desacreditado, porque a sub-raça pretendida pelo politicamente “correto” é a prova cabal de que a crença hoje é mesmo na involução.

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3 comentários em “Uma geração de mariquinhas

  1. politicamente correto bahh….querem criar uma geração de corruptos dentro e fora da igreja..valeu judson vc me ajuda muito em minhas aulas…paz do Senhor

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  2. Infelizmente esse vírus do “politicamente correto” já invadiu a igreja. Quando surge uma heresia ou modismo, os “politicamente corretos gospel” evitam a todo custo emitir alguma opinião em defesa do Evangelho, ou de dar uma palavra de apoio aos que tem coragem de faze-lo. Tudo isso, é claro, para “evitar fadiga”. São “crentes-modelo” desse tipo, que não oferecem a mínima resistência ao avanço das trevas.

    Jorge, vivemos a era do comodismo, da frouxidão, coisa do tipo: “Façam o que quiserem comigo, desde que eu não tenha de me esforçar por nada”.

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  3. Infelizmente é isso mesmo que está acontecendo. Um abraço.
    http://www.vosbi.blogspot.com

    Francikley, sinto vontade de vomitar ao ler notícias como essa. Fico impressionado ao ver a facilidade com que as pessoas se curvam a qualquer modismo, deixando-se robotizar e permitindo que outros tenham opinião por elas.

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