Coisas que só eu encontro nos livros (3)

O sudário brasileiro

Yes, nós também temos santo sudário. Numa edição antiga de Imitação de Cristo, deparei com esta pequena lâmina, de 6,5 x 10 centímetros, que a princípio pensei ser alguma reprodução do sudário de Turim, mas em seguida descobri que é brasileiro mesmo.

Conta-se que no dia 25 de março de 1959, em Lagoa Santa, arquidiocese de Belo Horizonte, o padre Januário Baleeiro de Jesus e Silva esboçou sobre um pedaço de cetim uma imagem do rosto de Cristo, a ser usada numa procissão. Mas o sacerdote não era exatamente um Picasso, e a qualidade do trabalho ficou muito aquém do que se esperava. Ao despregar o tecido da mesa, porém, o frustrado pintor e as pessoas à volta dele verificaram que no verso do pano havia outra imagem do rosto de Cristo, esta bem diferente e perfeita.

Um cardeal mandou que a pintura fosse analisada na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e a conclusão foi que outra pessoa havia pintado a imagem. Como todas as testemunhas na época juraram que não havia nada do outro lado do pano pintado pelo padre Januário e uma vez que o simples vazamento de tinta não poderia ter produzido uma imagem perfeita de uma pintura imperfeita, ficou reconhecido o milagre. O sudário hoje é guardado no Mosteiro da Sagrada Face, na cidade de Roseira (SP). A lâmina tem o imprimatur de 19 de junho de 1960.

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6 comentários em “Coisas que só eu encontro nos livros (3)

  1. estudei no Mosteiro Sagrada Face… e acredito piamente na pintura e na fé de Monsenhor Baleeiro, que foi meu mestre… pois agradeço ao homem que sou graças aos ensinamentos ali recebidos no momento mais difícil de minha vida… onde tinha que tomar decisões acertadas… e alí eu formatei meus princípios, os quais hoje me norteiam… para o bem e para a fé em Jesus, na Sagrada Face, que eu tenho um quadro que sempre carrguei comigo… e sempre está em todas as paredes de meu caminho na vida, sempre na entrada de minha casa ou meu escritório… Luiz Antonio (aspirante O.C.S. de Janeiro de 1980 ba Novembro de 1982)….
    luage37@hotmail.com

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  2. Eu não o chamaria de Santo Sudário, mas de surpreendente. Estive no Mosteiro dos Oblatos, em Roseiras -SP, por duas vezes; se a memória não me engana, nos últimos meses de 1991 ou princípio de 1992. Na época já se falava no impeachment do Presidente Collor, e em 1995 fui conferir. Na primeira vez o padre Baleeiro ainda estava entre nós.Não falei com ele pessoalmente, havia uma fila de romeiros para lhe pedir a bênção e eu (meu mal) estava com pressa porque queria naquele mesmo dia, ir à Aparecida (a mais ou menos 15 minutos de carro) e voltar a SP-capital. Era por volta de 13 horas.Encontrei o monge José Inácio, que conhecera carregando malas num hotel da Capital, para pagar sua participação no Seminário Aberto, onde estudava para padre. Mostrara para ele um santinho que eu recebera em Brasília, onde tinha o nome do Mosteiro dos Oblatos-SP e uma inscrição: Nossa Senhora das Vitórias. Em São Paulo, movida pela curiosidade, perguntei se ele sabia onde era aquele mosteiro.”Eu estudo lá”, disse-me explicando o que era seminário aberto, que eu sequer sabia que existia.Surpresa pela coincidência me pus a ir a Roseiras no dia seguinte, pois bastava tomar o ônibus para Aparecida e descer em Roseiras. Ele me disse que estaria lá.
    Encontrando-o ofereceu-me um café com leite e pão doce que acabara de sair do forno dos monges e cujo perfume invadia todo o recinto. Depois dirigindo-nos a um salão com uma coluna, onde um quadro pendurado na vertical se movimentava com um toque de mão, mandou que eu observasse aquele quadro e lhe dissesse o que via. Bom… De um lado uma “cara” de Cristo muito mal pintada. De outro uma “cara” de Cristo que era uma obra de arte. “E não vê mais nada?”, perguntou observando minha expressão estupefata de dúvida e inquietação.O monge saiu e voltou rapidamente trazendo uma grande lanterna. Pôs o foco de luz na testa da face bela de Cristo. “E agora, o que vê?”, perguntou-me. Vi uma mancha de sangue escorrendo de um dos lados da testa de Cristo e um pequeno espaço onde, com certeza, tinham raspado para mandar analisar aquele material.
    O monge José Inácio ficou olhando e saboreando minha expressão de espanto misturada com incredulidade e sei lá que outros sentimentos.
    Aí ele me disse: “Para os incrédulos a gente precisa focar uma luz” ou algo assim.
    Fiquei ali parada, com um sentimento de sacralidade me preenchendo a alma ao tempo que ouvia a história da origem do quadro.
    Nunca contei esta história a não ser para duas pessoas amigas – uma o meu filho João. Ambas não emitiram nenhuma palavra. Apenas ouviram.
    E eu segui minha vida até agora, cumprindo a promessa de não divulgar o assunto (pois sou jornalista). Porque “pedimos-lhe encarecidamente, pois a Igreja não quer fomentar a credulidade. Isto é mostrado a quem quer ver e às vezes não consegue.” Hum!….bem!… Para a informação de vocês o quadro mede mais ou menos 30 a 35 cm e 20 a 25 cm de largura e registra duas datas: 25.03.55 e 25.03.59
    Na segunda vez que fui a Roseiras, o fundador havia falecido e lá estava o quadro, meio jogado … e sem a vitalidade que lhe dava a presença do padra Baleeiro.
    Passados todos esses anos, encontrei uma folha de papel onde eu anotara os nomes do local, da cidade de Lagoa Santa, de onde viera o padre januário Baleeiro, e os números de telefones do Santuário de Vescuvio na Torre de Sabina-Itália, para onde fora o então monge José Inácio e provavelmente o irmão Carlos, ou outro monge que me assistira por lá.

    Obrigado por compartilhar conosco a sua história, Esterlina.

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  3. Este povo ,de ideias curtas ,mente fechada,que andam de um lado para outro atrás de milagres ,são responsáveis por este tipo de atitude ,não só da Igreja Católica,mas de algumas filhas dela que vivem de falsos milagres,como você disse, incautos ou pessoas que gostam de ser enganadas. mas é preciso que estas coisas aconteçam,são prelúdios de um final tão esperado e desejado pelo verdadeiro povo” limpo zeloso e de boas obras”.

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  4. E a “Igreja Católica” continua a mesma do Século XII. A diferença é que já não enganam tanta gente. Aliás, nunca enganaram, a “fé” provinha do temor pela queima na fogueira (Santa Inquisição”). De tempos em tempos “arrumam” um “milagre” – que só eles reconhecem – com o propósito único de, pelo menos, segurar os poucos que ainda estão cegos. De fato, em face da crescente perda de “fiéis” para outras religiões, ceitas, etc., buscam na “santificação” ou “canonização” a renovação de seu objetivo maior: continuar com a “mamata” – e que se dane o povo, que majoritariamente é, literalmente, ignorante (no sentido lato da palavra).

    E como a lâmina é de 1960, parece que não se perdeu tempo na divulgação.

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  5. comentar sobre as farsas que fatalmente surge através dos tempos,envolvendo NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO , é desolador.Saber que pessoas que realmente não creem nele,inventam tantos absurdos envolvendo seu SANTO e PRECIOSO NOME.Esta bem à mostra hoje em dia quem realmente acredita em JESUS CRISTO.ELE É tão MARAVILHOSO que deixa estes seres humanos e pobres de sentimentos,desfrutarem da vida e até orou por eles ,e por nós. EVANGELHO SEGUNDO LUCAS CAP;23 VS34: ”’PAI ,PERDOA-LHES, ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM!!!!

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  6. Desde que inventaram tintas ou qualquer outro produto ,que se possa usar para pintar,ficou fácil produzir milagres. estas coisas servem de alerta aos incautos ,que acreditam em tudo que vem do lado romano do cristianismo!!!!

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