Lições Bíblicas: “A prosperidade em o Novo Testamento”

Lição 4 — 1.° trimestre de 2012

Esta lição talvez seja a mais importante do trimestre, porque procura definir o que seja a prosperidade para o cristão. O autor entende que a verdadeira prosperidade tem os olhos no futuro; que é mais uma questão de ter do que de ser; que tem função filantrópica. São três temas significativos para desenvolver

A prosperidade  no Novo Testamento é escatológica

A primeira parte desta seção menciona o consumismo. Como tenho ressaltado, não é bom começar  a discorrer sobre um termo sem antes defini-lo. Você pode começar explicando que consumismo é o “sistema que favorece o consumo exagerado” (Dicionário Aurélio). Podemos acrescentar que é a aquisição irresponsável de bens e serviços motivada por algum impulso que não a necessidade. Há pessoas que se endividam por um ano inteiro apenas para ter o produto da moda ou para possuir algo que seja tão bom ou melhor quanto o do vizinho, e assim por diante. Esse tipo de comportamento pode denotar frivolidade, inveja, irresponsabilidade, egoísmo, rivalidade ou qualquer outra virtude negativa ligada às obras da carne. Por isso já se vê que a postura consumista “milita contra o Espírito” (leia Gl 5.17-23).

Faça um rápido balanço mental sobre as coisas que você tem em casa e que são dispensáveis. Faça uma lista das coisas que você adquiriu ultimamente e de que realmente precisa. Tente lembrar-se agora de algo que você precisava comprar, mas não pôde porque havia gastado o dinheiro em coisas não tão necessárias ou mesmo supérfluas. Faça a experiência com os alunos.

Um exemplo: uma pessoa de minha família trabalha numa empresa e há algumas semanas contribuiu com uma cesta de alimentos para uma colega de trabalho que praticamente estava sem ter o que comer. Todos ficaram comovidos e contribuíram generosamente. Mas a compaixão se transformou em decepção e até em raiva dias depois, quando aquela pessoa gastou quase 200 reais em produtos de beleza.

Encontramos  na Bíblia farta orientação sobre como administrar os bens terrenos que possuímos (você pode extrair muitos conselhos úteis do livro de Provérbios, por exemplo). Se não devemos ter um apego doentio ao bens materiais, também é certo que não devemos ser levianos com as nossas posses. O crente é ensinado a não se deixar dominar nem mesmo por aquilo a que tem direito (1Co 6.12; 10.23).

Sobre a futuridade, também tratada nesta seção, lembre os alunos de que os teólogos da prosperidade fazem da aquisição de bens um fim em si mesmo, a ser desfrutado aqui, de maneira geralmente egoísta. Manter o pensamento no futuro glorioso que nos aguarda com Deus e e ocupar-nos em acumular tesouros espirituais acabará nos deixando mais confiantes na provisão de Deus (Mt 6.31) e menos propensos àquelas qualidades negativas citadas no início. Estude a tabela sobre os bens materiais nas perspectivas mundana e bíblica (página 28 da revista do professor) e comente com base bíblica e exemplo cada um dos itens.

A prosperidade em o Novo Testamento é mais uma questão de ser do que de ter

O tratamento equivocado dos bens materiais conduz à inversão de valores. Para o cristão, importa mais o ser que o ter, embora um não exclua o outro. Nossa fé não pode ser guiada pela nossa carteira. Nem devemos medir a nossa espiritualidade pela quantidade de bens (ou mesmo bênçãos) materiais que recebemos. Se você “é”, jamais terá dificuldades para lidar com o que “tem”, mesmo que seja quase nada.

O apóstolo Paulo descobriu o segredo de andar contente: “Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade” (Fp 4.12). Observe que o que ele “tinha” podia oscilar entre a miséria quase absoluta e a abundância (não há registro de que ele tenha sido rico em algum momento), mas o que ele “era” lhe permitia uma alegria inabalável em qualquer circunstância (a alegria, só para lembrar, faz parte do fruto do Espírito).

A prosperidade  em o Novo Testamento é filantrópica

Deus, em sua soberania e pela graça que se estende a todas as pessoas, acolhe na Igreja ricos, pobres e gente de classe média. Assim, há quem tenha mais do que precisa e quem precise de ajuda. Deus não está sendo injusto ao permitir essas diferenças. O que existe nessa situação são oportunidades  para que os mais afortunados exerçam o amor cristão.

Na Igreja primitiva, os crentes que tinham posses depositavam aos pés dos apóstolos o produto da venda de propriedades de modo a atender membros mais necessitados da comunidade (At 2.44,45). Mas o fato de que nem todos “eram” fazia com que até na caridade cometessem pecado, como no caso de Ananias e Safira (At 5.1-11).

A Igreja tem falhado muito nisso. Hoje há muitos crentes ricos, mas há pouca preocupação com as necessidades do Corpo de Cristo. A Bíblia ainda precisa ser traduzida para milhares de idiomas, porém quem se anima a patrocinar os tradutores? Há igrejas grandes que aplicam somas ridículas no campo missionário, o Departamento de Missão é só enfeite. (A obra missionária é só um exemplo, você pode citar outros.)

O aspecto filantrópico da verdadeira prosperidade é prova de que as bênçãos materiais (o “ter”) não desvirtuam o cristão necessariamente, porém esses recursos só serão devidamente administrados por quem cultiva antes de tudo os tesouros espirituais (o “ser”).

Lição 5 (clique aqui).

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13 comentários em “Lições Bíblicas: “A prosperidade em o Novo Testamento”

  1. Gostei mto vai me ajudar em minha aula. Que Deus te Abencoe grandemente.

    Muito obrigado, Geovânia.

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  2. Gostei da aula sobre prosperidade, tenho um pensamento formado quanto ao assunto. Mais o que mechamou mais atençao, e o fato de como os que posuem bens materias podem investir na obra de Deus. Sera que estar na hora de incentivar os irmaos a cooperar, ou investir na obra de Deus. ex: traduçao da biblia para outros indiomas, e obra missionaria. Copero como professor da ebd no pernambuco, disse o apostolo paulo mesmo posuindo tudo, mas vivendo como se nada tivese.

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  3. entendi..mas está errado a forma como vc escreveu na introdução…ok!!!!

    Selma, o que você percebeu de errado na introdução? Acho que você leu a introdução aqui pensando que era a da lição 5.

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  4. eu tambem gosti muito ,poi este tema prescisava ser esclarecido no meio das igrejas hoje.

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  5. Muito obrigado, a dinâmica das comparações do que temos e do que necessitamos me ajudou muito, agora sim posso dar uma aula “completa”. hehe
    Deus continue abençoando!!!
    Judson você trabalha e congrega aonde?

    Everton, leia o “Quem sou eu” aí na lateral do blog. Sou membro (relapso) da Sede da AD de Curitiba. Trabalho em casa, mas até março pretendo montar um escritório.

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  6. SOU CANTORA NA CASA DO SENHOR GOSTEI MUITO DESTA LIÇÃO NOS ENSINA A SER FIL NO POUCO E TEMBÉM NO MUITO ESTA É A PALAVRA DE DEUS VERDADEIRA O ESPIRITO DE DEUS NA NASSO ALMA É A PROSPERIDADE MAOIS NE GLORIA DEUS QUE DEUS TEM SEUS INPIRADO NA SUA PALAVRA DEUS OS ABENÇÕE POR ESTE ENSINAMENDO

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  7. Gostei …eu havia lido e relido a lição 04..mas algo estava meio vago… talvez a forma de linguagem usada pelo comentarista…
    Só não entendi a sua colocação “que é mais uma questão de ter do que de ser”… no início da explanação sobre a visão do autor…

    Selma, isso eu explico na seção “A prosperidade em o Novo Testamento é mais uma questão de ser do que de ter”. Significa que a vida espiritual não depende de condição financeira. Importa que você cultive o fruto do Espírito e assim seja um pessoa espiritual, não importando o que você tem (bens materiais). Alguns pregadores da prosperidade alegam que o crente pobre está sob maldição, o que é um erro.

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  8. Marcos Gracioso, morador em Presidente Prudente- SP, estudante de Teologia da Universidade Metodista de S. Paulo. Muito me alegro quando leio artigo desta qualidade, pois sabemos que a palavra de Deus infelizmente tem sido maltratada por muitos, porém quando nos deparamos com vasos usados por Deus ficamos felizes por entender que Deus verdadeiramente vela por sua palavra. Deus te abençoe, continue nos abençoando com estes comentários, os quais tem acrescido muita graça e conhecimento a todos.

    Muito obrigado pelo incentivo, Marcos.

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  9. obrigado pelo comentario q Deus te abençoe!

    Tenha uma boa aula, Elinaldo.

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  10. Gostei muito do comentário, uma linguagem simples porém, objetiva e que acrescentou muito ao que estava procurando para melhorar minha aula. Deus continue te guiando neste caminho do ensino-aprendizagem. Abraço.

    Fico feliz em ajudar, Keila.

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  11. Obrigada pelo comentário; muito me ajudou no estudo da lição. Deus o abençoe grandemente.

    Estarei aqui comentando a lição toda sexta-feira, Vera. Fico feliz de estar sendo útil.

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