Quando a melhor ajuda é não fazer nada (reedição)

Caros leitores, as muitas letras fizeram delirar a ovelhinha, que precisou dar uns descanso aos seus dezessete neurônios. Reedito esta breve reflexão como forma de lhes desejar uma boa semana. Os comentários serão mediados dentro do possível até minha volta, na sexta-feira.  

Qual a melhor maneira de ser útil ao Reino de Deus? Fazendo alguma coisa. Correto, mas poucos se dão conta de que, em determinados momentos, a nossa melhor contribuição para a causa de Cristo é justamente deixar de fazer algo. Estranho? Explico.

Na década de 1980, trabalhei na tesouraria da Assembleia de Deus em Joinville e também colaborava com o boletim da igreja. Certo dia, dois obreiros me procuraram com um pedido inusitado. Queriam que eu escrevesse um artigo que expressava o sentimento de alguns irmãos que queriam permanecer anônimos — típica situação de tirar o pinhão do fogo com a mão do gato. Explicaram-me que duas irmãs haviam ingressado no coral da Sede e acabaram se tornando um problema, pois a voz estridente das entusiasmadas cantoras conflitava com a sonoridade harmoniosa do grupo. Como eram irmãs amadas e ninguém tinha coragem de explicar-lhes que não era aquela a sua vocação, acharam por bem conscientizá-las por via indireta, já que eram leitoras do boletim, daí recorrerem aos meus préstimos. Concordei, imaginando o tormento que devia ser para o maestro e para os outros componentes do coral ver o seu trabalho comprometido por aquelas duas santas sem desconfiômetro.

No artigo, argumentei o seguinte: se o seu filho estiver à beira da morte, precisando de uma cirurgia urgente, qual a melhor atitude? Sem dúvida será entregá-lo às mãos de um cirurgião competente, em vez de tentar você mesmo fazer a cirurgia. A maior prova de amor pelo seu filho será entregá-lo nas mãos de outra pessoa. Assim, quem ama o coral (o título do artigo era: “Você ama o coral?”) deve deixá-lo a cargo dos vocacionados para a música.

É fato. Você pode prestar um grande serviço ao Reino de Deus se não ocupar mais o púlpito para falar bobagem. A igreja lhe será eternamente grata se você se convencer de que não é o Victorino Silva. Haverá mais edificação no Corpo se você descobrir que a vocação de mestre não combina com quem não lê a Bíblia. Desista! Não fazer também é servir a Deus. Contudo, não significa que você não deva fazer absolutamente nada, mas isso já é assunto para outra postagem (leia aqui).

Quanto às duas irmãs, nunca soube se o meu artigo surtiu algum efeito.

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2 comentários em “Quando a melhor ajuda é não fazer nada (reedição)

  1. Seu blog é uma benção.
    Como é bom encontrar mensagens e ter a oportunidade de contemplar as verdades contidas nas Escrituras Sagradas.
    Parabéns!

    Te espero no meu espaço, fique a vontade para comentar e se gostar será uma honra tê-lo como seguidor. Em breve retornarei a visita.

    http://frutodoespirito9.blogspot.com/

    Em Cristo,

    ***Lucy***

    P.S. Conheci um blog que tem mensagens interessantes e atuais. Vale a pena conferir e deixar seu comentário.

    http://discipulodecristo7.blogspot.com/

    Muito grato, Lucy. Sem dúvida, vou continuar visitando o seu blog.

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  2. Eu antes de conhecer a Cristo sempre estava com um amigo meu que tocava violão e cantávamos nas “cachaçadas” da vida que levávamos, depois que me converti tive esse desejo de cantar, arrrisquei uns play-backs em algumas pequenas congregações, um dia comprei um violão decidido a aprender a tocar, chamei um amigo meu que converteu-se praticamente junto comigo e sabia tocar violão, para que ele me instruísse qual o tom deveria ser o das notas para que combinasse com minha voz, lembro como se fosse hoje era a canção dos Herdeiros do Reino; “Ser ou não ser” e ele me disse:
    – A tua voz só dá “dó”; eu disse:
    – Em dó?
    Como éramos muito amigos ele me disse não só dá “dó” sentimento mesmo, e me disse carinhosamente “aproveitando o gancho” que essa não era a minha praia…

    Depois que eu parei e prossegui pregando, muitos irmãos perguntavam:
    – Sim o irmão não canta mais?
    Eu respondia que estava deixando para os que realmente tem talento para isso,e que não eram poucos, e os mais chegados diziam:
    – Olha que benção, porque sinceramente o irmão não cantava nada…
    Mas precisei que alguém me abrisse os olhos, pois para mim estava tudo bem, depois disso um dia gravei eu mesmo cantando e ouvi depois, que coisa mais terrível…
    E com certeza a igreja agradece até hoje eu abandonar ainda na precocidade meu “talento” musical.

    Obrigado por compartilhar mais essa história, Moyses. Estou armazenando aqui.

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