The Blue Boy

Depois de muitas remarcações e promessas não cumpridas, finalmente consegui uma pequena folga do trabalho e fui visitar o meu primo Dilton em Florianópolis. Ele é o mais velho de seis primos, filho do Tio Ézio, irmão do meu pai, e tenho por eles a consideração de irmãos, porque fomos criados  juntos em Jaguaruna.

Estávamos a caminho da casa de uma prima, para o primeiro de vários reencontros que tive em agradáveis três dias de convivência com a parentela amiga. Na última terça-feira, dia 31, o roteiro nos conduziu até uma localidade denominada Bica d’Água, que exigia o desvio por uma estrada secundária  pavimentada de paralelepípedos.

O local é característico do interior, embora situado quase à beira-mar, com casas típicas da colonização portuguesa. Dirigindo em velocidade de passeio, o bastante para apreciar as atrações do caminho e conversar ao mesmo tempo, avistamos, uns cem metros à frente, um menino, que aparentava uns 11 anos de idade e vestia camisa azul e bermuda de cor clara (daí o nome do título, sugerido pelo meu primo). Estava lidando com uma cerca de sarrafos, que de repente caiu sobre ele.

Iniciou-se sob a armação de madeira uma estranha coreografia de pernas e braços, um esforço quase desesperado do garoto para recuperar a liberdade de movimentos. Eu e o meu primo, então, fizemos o que duas pessoas de boa índole costumam fazer nessas situações: diminuímos a velocidade do carro e ficamos observando, sem perder um segundo daquela inesperada diversão. Por fim, o garoto conseguiu se desvencilhar da cerca. Ficamos felizes por ele, claro. Apenas lamentamos nenhum de nós dois ter lembrado de tirar uma foto.

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Um comentário em “The Blue Boy

  1. Primo, parabéns pela novo corpo dado à narração da cena que presenciamos. Realmente foi hilário o acontecimento. Espero, claro, que o Blue Boy não tenha se machucado. Eu e minha esposa estamos de braços abertos te esperando para novas visitas. Foi um prazer enorme tê-lo como companhia durante aqueles três dias. Modestamente (ihih), uma coisa é certa: daqui (Floripa) até o Ushuaia ninguém faz “Surrasco” melhor que eu, como ficou comprovado.

    Primo, já estou com vontade de voltar, é o efeito das boas companhias. Quanto à sua habilidade no “surrasco”, nenhuma dúvida, embora eu não conheça ninguém de Ushuaia.

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