Lições Bíblicas: “Dízimos e ofertas”

Lição 9 — 1.° trimestre de 2012

Esta lição é importante porque destaca os tipos de contribuição legitimados pelas Escrituras. É uma boa oportunidade para você explicar aos alunos que o “trízimo”, a semeadura e outras estratégias dinheiristas dos pregadores da prosperidade não encontram respaldo bíblico. Pesquise esses casos na Internet para não falar de um assunto sem as devidas informações.

Dízimos e ofertas na Bíblia

O dízimo tem dois claros propósitos na Bíblia. O primeiro é um propósito prático: tanto o sacerdócio arônico quanto a Igreja, embora sejam  instituições divinas, não deixam também de ser organizações humanas dependentes de recursos terrenos. Deus deu aos homens a capacidade e a responsabilidade de administrar as estruturas organizacionais que tornam possível a sua obra. Veja-se, por exemplo, a instituição dos diáconos (At 6.1-6). O “maná” só cairá do céu quando as possibilidades  humanas se esgotarem. O segundo propósito está ligado à adoração, mas veremos isso na seção seguinte.

A velha discussão se o dízimo é coisa do Antigo Testamento, ou só da Lei, e se ainda vale para a Nova Aliança com certeza virá à tona. Creio ser boa a explicação de que o dízimo não surgiu com a Lei, mas antes disso (Gn 14.20; 28.22). Melquisedeque podia receber o dízimo, e Cristo, que pertence à  mesma ordem desse sacerdócio, que é eterno, também pode receber dízimos, por meio da Igreja (leia Hb 7).

Contudo, convém esclarecer que não há uma única referência no Novo Testamento que institua o dízimo como regra para a Igreja. Achei estranha a alegação (no tópico “2. Novo Testamento”) de que Cristo recomendou o dízimo porque cumpria a Lei. De fato, Jesus cumpriu a Lei e estava recomendando o dízimo aos judeus que também eram cumpridores da Lei, mas a Igreja não está sob a Lei. Se ela tem a obrigação de adotar o dízimo porque é cumprimento da Lei, então não está desobrigada de cumprir toda a Lei (Tg 2.10), exceto a questão do sacrifício (Hb 9.12). O que a isentaria, então, de cumprir a lei dos primogênitos ou de guardar o sábado (Cristo disse que era maior que o sábado, mas não o aboliu)? Mesmo que você não precise entrar nessa discussão, talvez tenha de explicar essa declaração a um aluno mais sagaz. O que deve ficar claro é que o dízimo é uma contribuição legitimada pelas Escrituras e que Jesus (por meio da Igreja) pode recebê-lo da mão de seus servos, como já dissemos.

A prática do dízimo e das ofertas como forma de adoração

É a contribuição em dinheiro como forma de adoração que torna o dízimo uma prática cristã legítima, todavia não é a única. No próprio texto da “Leitura em classe” encontramos a regra de contribuição neotestamentária: “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (2Co 9.7, grifos meus).

Acho deplorável a forma em que os pastores dogmatizam o dízimo, fazendo dos não dizimistas cristãos de segunda classe. A verdade é que a contribuição “proposta” e feita “com alegria” (não em termos percentuais) não se restringe ao dízimo. Entre os primeiros cristãos, havia quem contribuísse com muito mais (At 4.33-37). Da mesma forma, pelo que se deduz do texto de Paulo, citado acima, a contribuição “com alegria” — e, portanto, aceitável a Deus como ato de adoração — também podia ser um valor menor que o dízimo. Sugiro neste ponto o artigo “Devemos dar o dízimo do líquido ou do bruto?”, que escrevi especialmente para complementar esta lição (leia aqui).

Vou dar um exemplo do problema que é a exigência do dízimo. Eu era tesoureiro de uma congregação em Joinville, e havia um irmão que todos os meses contribuía com uma “oferta especial”. Não era o dízimo, mas era de coração. Ele então foi escolhido para ser obreiro, mas para ser aceito ele tinha de ser dizimista. No mês seguinte, ele veio me entregar o envelope. Notei que era o mesmo valor, mas agora ele exigiu que eu lançasse como dízimo. A contribuição “com alegria” acabou ali.

Já percebi que muita gente não contribui com um centavo para a congregação porque é ensinado que contribuição menor que o dízimo não tem valor para Deus. Penso que as igrejas têm deixado de arrecadar muitos recursos, em verdadeiros atos de adoração, com essa distinção entre dizimistas e não dizimistas.

Toda contribuição tem valor. Se por algum motivo não constituir um ato de adoração (o que seria o ideal, claro), o dinheiro será útil em seu propósito prático. A viúva pobre (Mc 12.41-44) depositou no gazofilácio duas moedinhas. Foi a maior oferta aos olhos de Deus naquele dia. Mas duas moedinhas em pouco ajudariam na manutenção do Templo. As outras ofertas, que eram sobras, porém de valor nominal bem maior, com certeza tiveram maior aproveitamento.

Dízimos e ofertas como fontes de bênçãos

Não há dúvida de que Deus pode abençoar o crente que contribui, porém mais uma vez, de acordo com Paulo, essa bênção se aplica tanto ao que “semeia pouco” quanto ao que “semeia com fartura”. Será proporcional à fé e não está restrita ao dízimo.

O texto de Malaquias 3.10,11 não deve ser tomado como regra geral, porque a promessa está restrita a uma situação de Israel no regime da Lei, mas pelo menos corrobora o princípio de que Deus quer abençoar os que contribuem de coração.

Uma observação importante aqui: há pastores que aplicam esse texto com tanta veemência que sou levado a pensar que o apelo deles em nada difere das estratégias dinheiristas dos pregadores da prosperidade.

Lição 10 (leia aqui).

Nota: As ideias aqui expostas constituem a minha opinião pessoal. A lição expressa o pensamento mais tradicional, e você deve estar seguro da linha  de raciocínio que irá seguir. Dinheiro é sempre uma questão delicada, e não quero causar problemas a ninguém.

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16 comentários em “Lições Bíblicas: “Dízimos e ofertas”

  1. Concluímos que o dízimo é para mantimento do ministério, como de igual modo ocorreu com os levitas. Em (1Cor9:13) o apóstolo usa a ilustração do templo e do serviço dos levitas no altar, dizendo que eles tiravam do altar o seu sustento.
    Qual era esse sustento? O dízimo, não há dúvida nenhuma.
    Vem agora a conclusão do apóstolo, em que estabelece o princípio paralelo nas duas dispensações: “Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.” (1Cor 9:14). Note a palavra “assim”. Quer dizer que do mesmo modo como eram sustentados os sacerdotes, assim devem ser sustentados os ministros do evangelho, isto é, com os dízimos entregues pelo povo de Deus. É importante também o verbo: “ordenou”. Trata-se de uma ordem de Cristo, cuja autoridade merece ser respeitada. PARCEIRO , DEUS e Paulo não são Mentirosos. Mostre algum versículo que os cristãos estão isentos do dízimo?

    Caro Marcelo, Paulo está destacando apenas o princípio de que o obreiro tem o direito ao sustento, não se trata, de modo algum, da instituição do dízimo para a igreja. Se você ler com atenção o que o NT diz a respeito da contribuição financeira na igreja, verá que que a mecanicidade do dízimo, própria do sistema sacerdotal, foi substituída pela generosidade, pelo bom senso e pelo amor ao próximo. A Lei dizia que quem não pagava o dízimo era ladrão. A graça diz que quem contribui, com muito ou com pouco, ou mesmo com o que ele considera dízimo (porque duvido que alguém pague o dízimo corretamente), desde que seja de coração, é abençoado. A graça não está presa a percentuais, isso é próprio do legalismo, condenado por Cristo e por Paulo.
    Quanto ao versículo que você me pede, ele não existe, assim como não há um texto que diga explicitamente que o cristão é obrigado a pagar o dízimo. O argumento pelo silêncio não é um bom caminho a se tomar numa discussão.
    Sugiro que você leia estes dois artigos, que também publiquei aqui no blog:
    1) https://judsoncanto.wordpress.com/2012/02/25/devemos-dar-o-dizimo-do-liquido-ou-do-bruto
    2) https://judsoncanto.wordpress.com/2012/10/22/novas-consideracoes-sobre-o-dizimo

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  2. Fiquei muito esclarecido com o ensinamento e comentarios dos irmãos, realmente hoje todo culto temos o momento dos dizimos e ofertas, confesso que varias pessoas que levei para a igreja não voltaram mais por esse motivo, sem falar nos exemplos milionarios de pastores que temos na midia, ou seja o que é pra ser dividido para os pobres ta enchendo o bolso dos lideres de igreja e pagando suas contas. não sou contra o pastor viver pela obra, sou contra ele ficar prospero financeiramente pelos dizimos, pois Jesus deixa bem claro que o bom pastor da a vida pelas ovelhas e o mercenario faz o que? hummmmmm… melhor seria ter um salario base para pastor e eu duvido que muitos deixariam de trabalhar se fosse pra ganhar somente para seu sustento.
    Deus tenha misericordia de nossas vidas.
    a proposito o certo não seria pregar dizimos e ofertas uma vez por mes na igreja? porque todo culto? e ainda tem que levantar o braço para ser abençoado?ou para envergonhar aquele que não esta contribuindo no dia?
    quero deixar bem claro que já fui dizimista e gosto de ofertar com alegria e nao por obrigação.
    Que possamos um dia conhecer um lugar aonde o dinheiro nao venha em primeiro lugar.

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  3. Dizimo é da lei, nao estamos mais sujeitos a lei, e sim a graça, acordem e parem de dar dizimos, ajudem ao próximo, ai estara agradando ao Salvador Yaohushua. leia gal.3.13
    Vejam o canal verdade oculta, o Rubens, ele explica tudo nas escrituras.

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  4. Olá, a paz Judson Canto!

    Em face do artico veiculado acima e pelos debates registrados, gostaria de convidar o amigo – e os demais – a ler um TCC acadêmico/teológico sobre o “dízimo” que está postado no site [ http://www.reformaja.org ] no link “arquivos”: A sombra do Templo no Dízimo e na Igreja.

    Também acreditamos que o material produzido faça parte do vosso ambiente de estudo e análise. Por esta razão, leia a pesquisa até o fim se for possível, pois o desenvolvimento do texto é realmente “desafiador”.

    Um abraço!

    Grato pela contribuição. Já salvei o link para ler com mais tempo. Melhor informar o link direto:
    http://www.reformaja.org/reformaja_arquivo_asSombrasdoTemplo_dizimo&igreja.html

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  5. É o típico caso de que Jesus falou sobre engolir camelo e se engasgar com mosquito.

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  6. Pr. Natalino,

    Que a Paz esteja contigo,

    Não é pelo ocorrido que irei deixar de contribuir com a obra de Deus de maneira nenhuma. Sou membro da AD há 27 anos e, desde que me converti, passei a ser dizimista e contribuinte e ainda incentivador dessa prática. O que está estragando e diga-se de passagem, afastando muita gente da igreja é essa cobrança infundada, com ameaças de maldição àqueles que não dizimam ou ofertam. Textos da bíblia são distorcidos e interpretados fora de seu contexto para fundamentar tais ensinos.

    Muitos não se dão conta que o povo é de Deus e tem um dono. Como falei antes, hoje nem sou mais professor de EBD. Porém, já até conversei com minha esposa para aceitarmos isso como mais uma das muitas experiências que já passamos por amor à obra de Deus, sabendo que Ele fará alguma coisa, pois do jeito que a coisa anda, não pode continuar.

    A principal meta da igreja na terra que é a Evangelização já sofre por causa disso, pois os que não são crentes generalizam e chegam mesmo a dizer: “ser crente pra enricar o pastor? De jeito nenhum!”

    Como enfatizei: Amo a obra de Deus e continuarei contribuindo e incentivando outros a sê-lo, porém agora, sem querer receber nada em troca, ou medo de ser castigado pelos gafanhotos que assolavam a lavoura dos judeus.

    Paz do Senhor

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  7. Querido Reginaldo que a paz seja contigo. Li seu comentario e aqui vai meu parecer. 1 Independentemente se o dizimo e antes da lei, durante a lei, ou assunto da graca, a verdade e que quem ama a obra de Deus e compreende as necessidades da mesma, contribuira com alegria e voluntariamente. 2 o ato de dizimar ou ofertar nao deve ser um fim em si mesmo, pois quando parte da mais pura generosidade e amor costituira em apenas um dos muitos aspectos da obediente voluntariedade crista. 3 acredito que quem tem problemas com relacao a dizimos, ofertas ou votos ou com qualquer situacao que envolve valores monetarios dentro da igreja, revela que da grande importancia para isto em detrimento de outros valores como a comunhao, a oracao, a palavra de Deus, a santificacao

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  8. Que dilema em Reginaldo R.B.? Aqui em um mesmo mês, uma jovem desempregada (não dizimista) aparou as “pontas dos cabelos” e foi disciplinada, e um diácono que todos, inclusive os ímpios sabiam que bate na esposa a tratando indignamente foi consagrado a presbítero!!! De condições financeiras abastadas (dízimo gordo), nada se lhe sucedeu!
    Nessa mesma consagração eu renunciei ao presbitério (seria consagrado juntamente com o cidadão) tive uma conversa séria com o pastor e disse-lhe abertamente que não poderia compactuar com tais coisas (entre muitas outras) hoje sou considerado herege…

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  9. A paz do Senhor amado,

    Sou grato a Deus por esta lição que veio me abrir os olhos para algumas verdades a respeito do dízimo :

    É notório que em algumas igrejas a DIZIMOLATRIA impera, pois a Bíblia chama o dinheiro (Mamom) de um deus. Nestes últimos dias Jesus deixou de ser o tema central nos sermões. Também, não mais ouvimos falar da necessidade de santificação e regeneração, mas assuntos relacionados a finanças têm sido exaustivamente ensinados nos púlpitos, e, diga-se de passagem, com incoerência e fora da hermenêutica bíblica. Citam-se textos isolados, sem atentarem para o contexto, modificando totalmente a mensagem que aquele texto realmente ensina.

    Concordo que a igreja e a obra do Senhor precisa de dinheiro para sua sustentação (e faço isso com muito amor), mas não concordo que não seja explorando a boa fé de muitos que não tem acesso ao conhecimento. Para defenderem essa prática, muitos apresentam a imagem de um Deus cruel e insensível, que a primeira falha na entrega do dizimo, envia espíritos malignos para atormentar e acabar com tudo o que o “infiel” possa ter.
    Eis as verdades que esta lição me fez descobrir, e queira o Senhor, não provoque um cisma na nossa igreja, pois igual a mim, muitos também acabaram por descobrir o que estava claro e patente todo esse tempo:

    1 – O DIZIMO ANTES DA LEI

    a) O dízimo que Abraão deu a Melquisedeque não era daquilo que ele possuía, mas dos despojos que ele espoliou de seus inimigos, quando os matou. Se, este principio é válido para os cristãos, logo, não será pecado matar meu inimigo e se apossar de seus bens e dá-los à igreja, pois foi isso que Abrão fez. Também, antes da lei ser estabelecida, Abraão praticou e estabeleceu a circuncisão e, se for pelos princípios de Abraão, creio que também deverei me circuncidar.

    b) Não temos evidências que Abraão foi dizimista, pelo fato de ter entregado o dizimo apenas UMA ÚNICA VEZ. Abrão também mentiu duas vezes, mas isso não o faz mentiroso, assim como o fato de ele ter dizimado uma vez.

    c) Jacó fez um voto desnecessário, pois antes, Deus já havia prometido abençoá-lo e guardá-lo e ainda disse mais: “não te deixarei, até que se cumpra tudo o que tenho dito a teu respeito”. Não podemos dizer que Jacó foi dizimista, pelo fato de ele haver feito um voto de entregá-lo, se Deus cumprisse com as determinações que ele impôs (como muito fazem hoje). Lembremos que Jacó quer dizer enganador e nesse tempo ele ainda não era Israel, e no cap. 35 de Gn., quando ele chega de volta à sua terra, mais de 20 anos depois que fez o voto, não temos notícias de que ele cumpriu a sua promessa em relação a entregar o seu dízimo, como havia votado. E, se o fez, a quem ele entregou seu dízimo, pois também, não temos notícia de que havia algum sacerdote do Senhor naquele tempo, já que Melquisedeque já havia morrido, e Levi, seu filho, ainda era uma criança?

    d) Na lição em pauta o comentarista também inverteu algumas coisas, como por exemplo: “De acordo com a Lei de Moisés, os dízimos deveriam ser entregues aos sacerdotes para a manutenção do culto e também para o sustento dos levitas, já que estes não tinham possessão em Israel” (Nm 18.20-32), sustentando dessa forma que os dízimos eram entregues aos sacerdotes e depois aos levitas. Porém, a referência mencionada para estudo, ensina que era o contrário. O dizimo era primordialmente entregue aos levitas e estes por sua vez tiravam o DÍZIMO DOS DÍZIMOS e os entregavam ao sacerdote. Pela referência supra mencionada, o sacerdote se mantinha da OFERTA ALÇADA que é o DÍZIMO DOS DÍZIMOS.

    e) Os levitas eram os administradores do dízimo e além de dizimarem (dizimo dos dízimos), eles e o sacerdote tinham que administrá-lo dentro dos limites do templo e não podiam ter nenhuma herança ou posses. Ademais, os dízimos eram usados para auxiliar os pobres, as viúvas, os órfãos e até os estrangeiros. Hoje, não vemos isso acontecer e nem sabemos (sabendo) na verdade, para onde vai o dizimo, se a manutenção do trabalho é feito com as OFERTAS VOLUNTÁRIAS.

    f) O Dízimo nunca foi dinheiro e sim alimento e provisão. Quando Malaquias fala do dizimo para não faltar MANTIMENTO na sua casa, ele na verdade está fazendo referência ao ALIMENTO que era para sustento dos levitas e sacerdotes que presidiam na Casa do Senhor.

    2- No Novo Testamento

    Para a defesa dessa prática na dispensação da graça, usam alguns textos fora do contexto:

    a) Em Mt 23,23, Jesus enfatiza que o dízimo era ALIMENTO quando Ele censura a hipocrisia dos religiosos que tentavam se justificar diante de Deus pela prática de entregar o dizimo. Observamos que Jesus fala da Hortelã, do endro e do cominho, mas não fala em DINHEIRO. Jesus os manda praticarem EM PRIMEIRO LUGAR o mais importante da Lei que é o JUÍZO, a MISERICÓRDIA e a FÉ, sem, contudo deixarem de entregar o dizimo, que era uma obrigação deles (judeus), pois ainda Jesus não havia estabelecido a NOVA ALIANÇA pela sua morte. Jesus também não veio ab-rogar a Lei, mas cumpri-la, por isso determinou que assim o fizessem, pois sabia que os sacerdotes dependiam desse MANTIMENTO.

    b) Ainda, para corroborar essa prática na Nova Aliança, citam que o apóstolo Paulo faz referência ao dízimo levítico para extrair dele o princípio de que o obreiro é digno do seu salário (1 Co 9.9-14). Porém, o mesmo Paulo afirma que ele e seus companheiros não usaram deste direito, para não pôr impedimento ao Evangelho (Verso 12). E, no verso 15 ele continua: “Mas eu de nenhuma destas coisas usei, e não escrevi isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, do que alguém fazer vã esta minha glória” E no verso 18 ele realmente mostra como deve proceder aquele que leva a Palavra e tem amor pelas almas perdidas: “Logo, que prêmio tenho? Que, evangelizando, proponha de GRAÇA o evangelho de Cristo para NÃO ABUSAR do meu poder no evangelho”. Que lindo exemplo a ser imitado. “Sedes meus imitadores como eu sou de Cristo”

    c) Quando lemos o Novo Testamento, verificamos que todas as ofertas que eram recolhidas, tinham como propósito o auxílio aos necessitados. A lição fala que o dizimo também seria para este fim, mas infelizmente não é o que se vê na prática. Quando precisamos pagar a conta de luz, água ou fazer alguma reforma no templo, ou mesmo atender a um pedido de irmão que constantemente vêm a igreja com um receituário, pedindo ajuda para comprar determinado medicamento, é solicitado que a igreja mostre o seu amor contribuindo para esse fim, fazendo os fiéis “pecarem” por querer saber o que é feito do dízimo.

    Hoje, mesmo sabendo disso, continuo entregando 10% de meus rendimentos, não, por coação, mas por que quero ver o trabalho do Senhor avançar e agora, faço-o sem medo de ser atacado pelo “Cortador”, “migrador”, “devorador” e “destruidor” que na verdade são gafanhotos que destruíam as plantações dos judeus que trabalhavam na lavoura e que a famigerada teologia da prosperidade “endemonizou”, pegando o texto de Joel fora de seu contexto e tem ensinado essa heresia para amendrotar e aterrorizar os incautos. Além do mais, dôo meu tempo, meu trabalho e gasolina do meu carro evangelizando e visitando os mais necessitados, em lugares onde os que deveriam ir não vão, mas esperam que eles venham e tragam a sua “obrigação”.

    Nestes últimos dias, quando o Espírito Santo por meio de Pedro já nos ensinava sobre essas práticas (2Pe 2.1-3), devemos seguir o exemplo dos crentes de Beréia, que prudentemente analisavam pelas Escrituras o que Paulo pregava.
    Fui católico romano e me converti aos 22 anos após ler a Bíblia ao me deparar com o assunto da adoração de imagens. Pesquisei e estudei sobre isso e acabei deixando o catolicismo, sendo hoje um herege para os católicos.
    Considerava-me um dizimista fiel, pois além dos 10% de minha renda, dizimava dos frutos do meu pomar. Tenho um carro, cujo frete rendia de $ 1.500,00 a $ 2.000,00 por mês, cujo dízimo eu incorporava com meu salário. Há dois anos que não faço frete, pois tenho outra ocupação e dizimo apenas do meu salário. Tal diminuição no valor do dizimo causou uma desconfiança na tesouraria da igreja e passei a ser chamado indiretamente de infiel. Recentemente descobri que isso era verdade, mas não reclamo meus direitos por que sei em quem tenho crido. Até o início desse ano fui dirigente de congregação, coordenador e professor de EBD da Assembléia de Deus. Mas, diante de muita cobrança a respeito de dízimo (isso era e é assunto em todo culto ainda), acabei por me interessar pelo assunto e comecei a pesquisar a fundo sobre isso. Meu pastor disse que me “perdi”, por descobri essas verdades, que segundo a ótica dele é heresia..

    Pra onde irei agora, se só Jesus tem as Palavras de Vida Eterna?

    Grato pela ótima contribuição (sem trocadilho) para o tema, Reginaldo.

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  10. Olá querido Judson, gostei de seu comentário principalmente pelo seu cuidado quando você frisa que o que você postou expressam suas opiniões pessoais e que não quer causar problemas a ninguém. Como você mesmo afirmou falar em dinheiro sempre é uma questão muito delicada principalmente quando atribuímos e ele valor maior do que realmente representa. Infelizmente alguns o fazem até mesmo senhor de suas vidas. Acredito que toda discussão a respeito do mesmo não seriam tão relevantes se entendêssemos que o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males. Mas em se tratando de dízimo não expresso minha opinião pessoal mas o que a bíblia afirma acerca. 1 – o dízimo não é e nunca foi um mandamento ou um preceito da lei mosaica, seu princípio está esboçado no período patriarcal quando ainda nem existia Moisés que foi o grande legislador de Israel. 2 – O ato de dizimar foi organizado e sistematizado pelo sacerdócio de Arão e sobretudo sua prática é tida como um ato de gratidão e adoração a Deus como doador de toda riqueza.
    3 – Nunca conseguiremos provar nossa obediência a Deus através de números,(10%) jamais se pode afirmar que quem dizima é fiel, não podemos jamais pensar que porque somos dizimistas fieis estamos cumprindo toda a vontade de Deus. Com todo meu respeito ao que você afirma, não posso concordar que quem verdadeiramente ama a Deus e a sua obra devolve a Deus menos que o dízimo, além do mais o que Paulo ensina em 2 Corintios 9, 7 não tem nada a ver com o dízimo em si, mas está diretamente relacionado à generosidade pessoal de cada individuo no que diz respeito ao que é próprio e pessoal, pois quando alguém dizima, neste particular está demonstrando sua obediência ao princípio bíblico enquanto quem oferta está demonstrando sua generosidade por isto quem verdadeiramente ama a Deus fará muito mais do que simplesmente o que lhe é “mandado” Lc 17,10.
    4 – Quando Cristo repreendeu os fariseus em Mt 23,23, ele não estava anulando o ato de dizimar mas sim reforçando o princípio de que dizimar com amor e gratidão a Deus deve ser uma continuidade daquilo que começando com os patriarcas da fé foi sistematizado na lei e tornou-se uma demonstração prática de amor e adoração e gratidão a Deus no novo testamento. Aliás a prática do dízimo ou o ato de dizimar é muito mais excelente do que simplesmente depositar alguma quantia no gazofilácio da igreja. Tenho por certo que ser fiel dizimista é sobretudo ser agradecido a Deus que tudo tem nos dado e feito para conosco. Finalizando, é corretíssimo afirmar que quem depois de amplamente esclarecido sobre o assunto se recusa a obedientemente dizimar e a generosamente a ofertar na obra de Deus, demonstra que o tesouro de seu coração é o dinheiro e que mamon ainda reina em sua vida. Ó Senhor livrai-nos desse mal.

    Pastor Natalino, concordo em que a gratidão a Deus leva o cristão a se tornar generoso. Todavia, como citei, há os que “semeiam pouco” (digamos, menos que o dízimo) e os que “semeiam com fartura” (mais até que o dízimo). Mas são questões de foro íntimo, que não podem ser estigmatizadas, e em todos esses casos é possível a adoração verdadeira, porque o senso correto de adoração não pode ser determinado em termos percentuais. Até porque pessoas que contribuem com mais que o dízimo podem estar fazendo isso pelos motivos errados, como Ananias e Safira (At 5). A generosidade não pode discordar do coração, seja para menos, seja para mais.

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  11. A paz do senhor irmao Judison amei seu comentario sobre essa licao dizimo e ofertas , e sobretudo pela abordagem do topico 2,”igreja nao esta debaixo da lei”,e sim na graca de Cristo nosso Senhor e salvador .Que Deus te abencoe sempre,que Ele possa encher seu seleiro de todas as bencaos que somente ele tem para dar para cada um de nos.Dele e o ouro e a prata a terra e sua plenitude.amem gloria a deus pela sua vida meu querido irmao.

    Caro pastor Marcio, o argumento de que Jesus, em Mateus 23.23 está instituindo o dízimo como norma para a Igreja não se sustenta. Meu pensamento é que a graça produz crentes generosos e conscientes das necessidades materiais da Igreja, que contribuem até com mais que o dízimo, como fizeram alguns dos primeiros cristãos. Grato pelo seu comentário e pelas palavras amáveis

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  12. Uma abordagem sensata nesse assunto atualmente delidado, devido aos devaneios ganaciosos dos adeptos da teologia da prosperidade, que já inventaram como o senhor citou até o “trízimo”.

    Há alguns anos que entendo que a melhor forma de se abalizar o dízimo seria confirmando a autoridade da igreja enquanto representante de Deus na terra.
    Com todo respeito aos escritores e suas intenções, nunca li um livro sequer coerente que fale sobre o assunto por citarem versículos que não se aplicam fielmente ao assunto, sem falar que de Novo Testamento nada…

    E ainda hoje, infelizmente a maioria dos dirigentes quando o dízimo cai, faz uma “pregação” sobre Malaquias deixando claro que se não está dizimando está roubando a Deus, e sendo que os ladrões não herdarão o Reino de Deus…
    O que se subentende nas reticências é lamentável…

    Puro terrorismo, além do fato de que por aqui, obreiro não dizimou, não canta, não prega e não exerce função!!!

    Muito boa abordagem sobre o tema, ah e “estranhíssima” mesma a alegação colocando a igreja nesse contexto, já tinha visto professor de EBD interpretando (distorcendo) a lição (que falava sobre os dons e a ordem no culto) para dizer que tem é que glorificar e falar línguas no culto dando “liberdade ao Espírito Santo”, mas a lição distorcer ou interpretar completamente fora de contexto…

    Confesso que me deixa assustado, pois a EBD é a melhor escola teológica das AD.

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  13. Caro Judson Canto,

    A paz amado?

    Quantos pastores teriam a coragem de não COBRAR o dízimo?

    Quantos pastores teriam a coragem de crerem que o Senhor é o que abençoa a sua igreja com a atuação correta do líder?

    Quantos pastores sentem-se liberais com os valores arrecadados e que devem ser divididos com a igreja, na maioria dos casos?

    Quantos são desprezados por não obedecerem a esta inquisição?

    Quantos são banidos por não contribuirem com a cobrança legalista?

    Quantos são oportunistas e vivem mais do livro de Malaquias na sua leitura incompleta?

    Quantos deixam de contribuir com a legria da sua prosperidade ou até do que não possuem para pagar a sua despesa pela cobrança oportunista do dízimo?

    Quantos novos convertidos sem entenderem sobre as ofertas, participam do CATECISMO de muitas igrejas somente para aprenderem sobre o dízimo?

    Onde está escrito que os pastores devem utilizar o dídimo de maneira deslavada, para sua própria vontade e desejos.?

    O dízimo virou máquina de dinheiro principalmente para os que são portadores de comissões, se conseguem com a sua lábia, valores maiores nas ofertas?

    Sinto vergonha dos que escrevem em suas matérias que o dízimo é a DEVOLUÇÃO do que é devido a Deus.

    O dízimo tornou-se uma tributação pesada a um país chamado de igreja, este dirigido por reinados vitalícios de pai para filho, como uma instituição de fácil produção e sem pafgamento de nenhum impostos?

    Vide carros importados, churrascos rodízios à “Volonté”, sem falar nas trocas de ofertas envolvidas com convites e hot[eis de luxo, quando não de cinco estrêlas.

    Me sentiria ridículo se me convidassem para um hotel imundo, mas me sentiria incoveniente, diante de Deus, se me convidassem para um hotel além da necessidade.

    É momento de repensamos sobre os cargos vitalícios e aniquilarmos a soberba destes cargos. Na sua maioria são verdadeiros empresários que possuem o poder individual de não cederam um milímetro do seu arsenal de poder. E, com isto, escolherem seus liderados por interesses excusos na maioria das vezes, ou seja, escolhem vacas de presépios que se encolhem diante de qualquer vontade.

    É triste a situação da igreja e os seus interesses germinados da raíz dos males. O orgulho e a arrogância. Vide o momento cruciante da igreja e seus desvios doutrnarios e a introdução das heresias como forma de vida para a maioria dos que pensam estar a grandando ao Deus da igreja invisível. A que aparenta ser e é de pedra está morta.

    O Senhor seja contigo!

    O menor de todos os menores. Um Tradicional Pentecostal.

    Seus questionamentos e observações constituem um excelente subsídio para esta lição, pastor Newton. Muito bem lembrado.

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  14. Sempre que leio sua postagens neste blog, glorifico a Deus pela sua vida pois usa seu tempo ” a dadiva de Deus” para nos ajudar a entender e ensinar com melhor qualidade aqueles que estão sendo introduzido no reino. Obrigado Senhor pela vida de seu servo Judson Canto, abençoe ele grandiosamente nas questões que ele necessita;
    Amém

    Muito grato pelo incentivo, Ederson.

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