Um modelo esquecido

Nestes tempos de exaltação à prosperidade material e de pastores cada vez mais mundanos em sua maneira de pensar e orgulhosos no modo de agir, para quem Deus parece cada vez mais ridículo, lembrei-me das palavras de Fulton John Sheen (1895-1979), em seu livro Vida de Jesus, quando descreve a humilhação voluntária e a condição humilde em que o Filho de Deus veio ao mundo:

Se o estúdio é o lar do artista, porque as pinturas são criação da sua mente; se o escultor tem o seu lar entre as suas estátuas, porque elas são obras das suas mãos; se o vinhateiro encontra o seu lar entre as suas vinhas, porque as plantou, e se o pai tem o seu lar entre os filhos, porque são seus, então, certamente, argumenta o mundo, aquele que fez o mundo devia encontrar nele o seu lar. Devia entrar nele como o artista no seu estúdio, como o pai em sua casa. Mas que o Criador venha para o meio de suas criaturas e seja ignorado delas, que Deus venha para os seus e não seja recebido por eles, que Deus não tenha um lar na sua própria casa, isso só tem um significado para os espíritos mundanos: o Menino não podia ser Deus. E é precisamente por isso que o mundo não o encontrou. A divindade está sempre onde menos se espera encontrar.

O Filho de Deus feito homem foi convidado a entrar no mundo, que era seu, pela porta de serviço.

 É hora de muita gente voltar a se espelhar naquele a quem dizem seguir.

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2 comentários em “Um modelo esquecido

  1. Certa vez quando eu era líder de juventude, fomos ao congresso regional, era Concórdia ou Caçador, agora não lembro exatamente, e o pregador (desses de auditório) falou a única coisa que lembro, e foi no culto da manhã, que na cidade dele, ao preparar uma mensagem sobre o arrebatamento, teve uma idéia curiosa, pegou a lista telefônica da igreja personalizada, com o nome de todos os obreiros e membros, e ligou para todos os obreiros com quem conseguiu falar, desde auxiliares a pastores; ao atenderem ele dizia;

    – Responda rápido, sem pensar: Se Jesus voltar agora, você pode dizer Glórias a Deus?

    Para seu espanto, nas mais de trinta ligações apenas 3 foram enfáticos na resposta, no restante saiu desde gaguejos a como é que é? , não é bem assim, que é isso irmão e etc.

    Inconformado ele disse ter dobrado os joelhos e falando com Deus perguntara como, porquê; menos de 10%?

    Ao que Deus lhe dissera que os homens estão contentes com a vida boa que levam aqui na terra, conforto, ar condicionado, um belo carro na garagem de uma bela casa, muitos projetos, é fazenda, e carro novo, é ampliar a casa, é construir um mega templo, é consolidar um ministério profícuo…

    Por que se preocupar em ir para o céu?
    Desfrutando um verdadeiro paraíso aqui na terra?

    Se a experiência foi real, não posso afirmar, mas que é uma realidade, ah isso é!

    Muito interessante a pesquisa. Talvez hoje esse número já esteja em 5%.

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  2. Amigo Judson Canto,

    É com tristeza e profundo lamento que vejo o estado atual de nossas igrejas. Seus líderes, antes homens vigorosos no viver a simplicidade refletida pelo caráter singular do evangelho como verdadeiros servos, agora, se transformaram em súditos dos reinos deste mundo, e, empolgados com a glória deles, estupidamente ostentam uma religiosidade frívola e medíocre, onde figuram como soberbos executivos dos altos escalões da hierarquia religiosa. Assim, escarnecem dos verdadeiros crentes, desfiguram a Palavra, rejeitam a Graça, e com um sorriso cínico em seus lábios abraçam o diabo.
    Oseias Balzaretti Ferreira

    Pois é. Um olhar à antiga Belém seria oportuno agora.

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