Nada de novo debaixo do sol

Você já deve ter lido textos de conteúdo semelhante a este em visitas virtuais a blogueiros indignados:

Podemos dizer que hoje as coisas chegaram ao ponto que muitos que têm um certo conhecimento de religião e se dizem salvos estão glorificando e louvando o nome do Senhor com a boca, mas os seus feitos declaram claramente que o seu melhor amigo continua sendo o mundo.
Casarões luxuosos, casas de campo repletas de confortos, além de muitas outras coisas destinadas a promover os prazeres mundanos, podem ser vistos em grandes quantidades (leia Daniel 4:29-30).
Outra coisa muito evidente são as roupas importadas de cores estranhas e das últimas modas que têm sua origem nas pessoas deste mundo (que mudam igual às fases da lua). O estranho é o fato de que muitas pessoas que se dizem humildes e conservadoras estão seguindo estes costumes (leia Gênesis 35:2; Sofonias 1:8; Isaías 3:16-24).
Grandes banquetes, festas e casamentos extravagantes, onde há fartura de tudo, aliás grande excesso, são frequentados e promovidos por pessoas consideradas sóbrias e temperadas (apesar do fato que possuem abundância dos bens deste mundo que devem compartilhar com os necessitados), mostrando assim um espírito carnal e sensual. Sabemos que quem vive de acordo com os desejos da carne não tem promessa de salvação, mas pelo contrário, estão sujeitos à ira de Deus, e mais ainda, à condenação eterna, como a Santa Palavra nos informa.
Quão grande a diferença entre uma vida destas e a de um verdadeiro cristão que tenha negado a si mesmo e às suas concupiscências! Quão grande a distância entre estes e os santos mártires que entregaram não somente os seus desejos carnais, mas sim também os seus próprios corpos à morte pela causa do Senhor! E quão grande será a diferença entre estes dois no grande dia final!

Mas o interessante é que essa crítica, que se encaixa tão bem no perfil de conhecidos e endinheirados televangelistas, foi escrita numa época em que ninguém sequer imaginava a televisão. Aliás, nem o rádio. Nem o telefone. Muito menos a Internet. Extraí a citação do prefácio do livro O espelho dos mártires (Rio Verde: Menonita, 2005), lançado originariamente em holandês pelo menonita Tieleman Jansz van Braght no século XVIII. A obra reúne a história de dezenas de mártires cristãos, e o comentário é do próprio van Braght.

O mundo é um lugar sem novidades, ensina o Eclesiastes.

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2 comentários em “Nada de novo debaixo do sol

  1. Pior é que estes líderes considerados homens de Deus trazem essas influências para a igreja, o que mais vejo é o surgimento de “conferencistas internacionais”, aliás por aqui se o camarada é convidado a pregar na congregaçao da cidade vizinha, já leva seu CD previamente gravado (pirata), com o título: Conferencista Internacional, traz o endereço virtual de um site que sempre contém as palavras ministério e fogo, mas o site em si não diz nada ,faz “aquela” propaganda de si mesmo e prega geralmente estilo “a la Feliciano” desde os trajes, e infelizmente é literalmente ovacionado pelo povo! O mundano travestido de santo e aclamado como tal.

    “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências”…

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