Lições Bíblicas: “O Juízo Final”

Lição 12 — 2.° trimestre de 2012

O Juízo Final é um assunto discutido até pelos não crentes. Afinal, trata-se do destino eterno de cada ser humano. Pessoas como os ateus, é claro, que não creem em outra vida além desta, embora não saibam explicar o medo da morte, não admitem que um dia serão julgados por sua crença. Algumas religiões também não aceitam a ideia de um julgamento definitivo das obras humanas.

O espiritismo, por exemplo, ensina o aperfeiçoamento humano por meio de sucessivas reencarnações. Assim, se o ser humano pode chegar a um estado de perfeição, a necessidade de julgamento deixa de existir (os espíritas também não creem no fim do mundo).

Os budistas admitem um juízo final apenas no plano da consciência, não como fato histórico.

Já o islamismo acredita no Dia do Julgamento, que enviará os bons para o Paraíso e os maus para o Inferno. Esse dia, segundo o Alcorão, terá a duração de 50 mil anos.

Sugiro que você pesquise esse conceito em outras religiões também, pois isso tornará a aula mais interessante. Outra coisa que se deve dizer sobre o Juízo Final é que o fato de alguém não acreditar nele não irá, de modo algum, isentá-lo do julgamento.

O que é o Juízo Final

Na visão dispensacionalista, que é a da Assembleia de Deus, o Juízo Final ocorre no final do Milênio (literal). Mesmo que essa seja a sua convicção, esteja preparado para esclarecer outras teorias, porque, como eu já disse em outros comentários, em escatologia quase tudo é especulação.

Os amilenistas e pós-milenistas acreditam num único julgamento, de crentes e descrentes.

Os pré-milenistas históricos acreditam que haverá um julgamento por ocasião da segunda vinda de Cristo (que para eles não se dará em duas fases, como creem os dispensacionalistas) e outro no final da Grande Tribulação.

Os pré-milenistas dispensacionais (ponto de vista da AD) acreditam em três julgamentos: 1) o das obras dos crentes, logo após o arrebatamento da Igreja; 2)  o dos judeus e gentios, após o final da Grande Tribulação; 3) o dos não crentes, no final da Grande Tribulação.

Ainda que seja para refutação, analise com respeito e muito cuidado as outras correntes doutrinárias. Não caia no erro de tachar de antibíblicas as ideias divergentes em torno do futuro da Igreja. Isso é coisa de quem não tem argumento e de ensinador desonesto. Tenha sempre em mente também que todas as teorias escatológicas têm os seus pontos positivos e os seus problemas.

O julgamento da Besta, do Falso Profeta e do Dragão

O texto de Apocalipse 19.20 dá a entender que a Besta e o Falso Profeta serão lançados no lago de fogo antes do Juízo Final.

Seus aliados (Gogue e Magogue) serão mortos na grande rebelião final contra Cristo. Eles com certeza farão parte dos “mortos” que enfrentarão o Juízo Final”, não serão lançados no lago de fogo com eles.

O Diabo também será lançado no lago de fogo antes do julgamento da humanidade (Ap 20.10).

A instalação do Trono Branco/ O julgamento dos mortos/ O julgamento da morte e do inferno

A menção dos “livros” indica que cada ser humano tem um dossiê detalhadíssimo no céu, onde estão registradas todas as suas obras.

A consulta ao “livro da vida” (Ap 20.15) pode significar que entre os seres humanos julgados, ainda que sejam só os não crentes, como ensina a AD, alguns poderão se salvar. Para os amilenistas e pós-milenistas, isso reforça a ideia de um único julgamento, de crentes e descrentes.

Lição 13 (leia aqui).

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