Lições Bíblicas: “No mundo tereis aflições”

Lição 1 — 3.° trimestre de 2012

Iniciamos neste domingo o terceiro trimestre de 2012 da escola dominical. O comentarista é o pastor Eliezer Lira, aqui de Curitiba. Já ouvi boas mensagens dele e sei que é uma pessoa dedicada ao estudo da Palavra. As 13 lições tratam de questões práticas importantes para a vida cristã. Por isso, recomendo aos professores que tentem adaptar ao máximo o conteúdo das lições à realidade de seus alunos.

As aflições  do tempo presente

Você pode começar a aula lembrando os alunos de que não somos do mundo, porém estamos no mundo (Jo 17-11-16). O fato de sermos cidadãos do Reino de Deus não nos isenta das leis naturais nem das agruras do sistema em que estamos inseridos. Se nos jogarmos de um precipício, iremos nos estatelar lá embaixo. Na vida diária, sofremos injustiças, ficamos doentes, nos afadigamos no trabalho e nem sempre realizamos os nossos sonhos. Atrasamos as prestações do carro, e as enchentes destroem os nossos móveis. Sentimos raiva e experimentamos frustrações. Ninguém passa incólume por este mundo. Caímos nas suas armadilhas e todos os dias pecamos contra Deus. Os milagres e livramentos estão longe de ser a nossa rotina. Temos a alegria da salvação, mas nem por isso a vida é um oba-oba. Não somos seres etéreos, somos criaturas de carne e osso, e foi Deus que nos criou assim. Cristo andou sobre as águas, mas nunca reivindicou isenção de sua humanidade (Is 53.3; Mt 21.18; Jo 4.6). Tentado pelo próprio Satanás, recusou-se a violar as leis da natureza em seu benefício (leia aqui). Isso, contudo, não significa ausência de vitória nem a impossibilidade de uma vida feliz, mesmo em meio às adversidades (Fp 4.11,12). Você também deve ressaltar que as aflições do mundo não nos isentam de certas alegrias (Lc 15.32; 2Tm 1.16)

Vou dar um exemplo do que vem a ser um conceito errôneo de felicidade. Eu estava num culto certa noite, quando o pregador comunicou à igreja que estava muito triste por saber da morte de um grande amigo. Em seguida, um irmão foi chamado para cantar um hino e resolveu explicar à igreja que o crente não pode ficar triste, tem de estar sempre alegre, querendo dizer que não temos direito ou não estamos sujeito a certas emoções. Depois que ele terminou de cantar, o pregador tomou o microfone e declarou: “Eu estou triste, sim…”.  O inconveniente cantor por certo reprovaria até Jesus (Mt 26.38; Jo 11.35)

Por que o crente sofre

Está seção será mais bem compreendida se você apresentar à classe um resumo do episódio da queda do homem e das consequências do pecado, mas seja moderado no tempo da explanação.

Não deixe de mencionar aos alunos o forte sentimento anticristão que está tomando corpo no mundo, em virtude da rejeição à ética judaico-cristã, da agenda gay, da luta pela legalização do aborto e outras propostas que vão de encontro ao que acreditamos e defendemos. Não se engane: as posturas cristãs sempre incomodam alguém, e, mesmo nas sociedades mais livres, o antagonismo aos filhos do Reino é cada vez mais evidente. Convém lembrar, mais do que nunca, o aviso de Jesus: “Odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim será salvo” (Mt 10.22).  Cristo venceu o mundo (Jo 16.33), e isso significou que ele teve ter de enfrentar esse adversário, não flutuar sobre ele.

O crescimento e a paz nas aflições

Temos a vida controlada por Deus, e nem sempre entendemos os seus caminhos. Entre a promessa feita a Abraão e o ingresso de sua descendência na Terra Prometida, o povo escolhido experimentou a escravidão e o silêncio de Deus, foi maltratado e perseguido, cedeu à murmuração e à incredulidade e teve, por isso, a jornada prolongada em quatro décadas no deserto. Paulo teve de se conformar com o “espinho na carne” (2Co 12.6-10), mas “combateu o bom combate, venceu a carreira e guardou a fé” (2Tm 4.7).

Para aceitar a realidade da aflição em nossa vida, “paz” é uma palavra-chave. Ela é uma dádiva de Deus para nos facilitar a jornada através deste mundo (Jo 14.27). É por isso que Paulo afirma: “A paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Fp 4.7). Explique esse conceito aos alunos, ressaltando que a paz de Deus será sempre mais poderosa que qualquer aflição que enfrentemos no mundo. Sobre essa base, nenhuma adversidade nos fará perder a fé.

Lição 2 (leia aqui).

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5 comentários em “Lições Bíblicas: “No mundo tereis aflições”

  1. em meio as aflições da vida precisamos analisar as experiencias já vividas para superar as presentes. como davi ele analisou as lutas contra o leão e o urso dai tomou subsidio para vencer golias.

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  2. Aceitar ou não o sofrimento, estar ou não preparado para enfrentá-lo é uma questão individual; afinal, Jesus deixou claro nos ensinando, que no mundo teríamos aflições/sofrimentos (Jo 16.33).
    Muita paz!

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  3. Na verdade muitos de nós não aceitamos sofrer, vez que, o que temos ouvido nas pregações diárias dentro das nossa igrejas, é silente acerca dessas coisas, não bastasse, prega-se só que Jesus salva, cura, perdoa, liberta etc., porém, não se prega que Jesus também condenará aquele adverso à salvação, sendo que, durante o tribunal de Cristo quem proferirá o veredito do julgamento é ele, da mesma forma forma estará assentado a destra do Pai no Juízo Final, e como todos bem sabem, se muitos são os chamados e poucos são os escolhidos, muitos serão condenados e poucos serão os salvos. Portanto, nós somos talves despreparados para o sofrimento dentro das nossas igrejas, quando ouvimos somente as promessas de Deus para nossas vidas e não ouvimos as profecias, ouvimos acerca dos direitos que temos aos céus e a terra e ñão as obrigaçãoes etc.

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  4. Mais do que nunca, se faz necessária a vontade firme e segura de seguirmos um único caminho que nos leva a um porto seguro: Os ensinamentos deixados pelo Cristo. O próprio Mestre já nos advertia que a nossa fé é menor que um grão de mostarda. Seria este o motivo, para a quantidade enorme de tantas aflições/sofrimentos? Fica aí uma reflexão…

    E que a Paz de Deus, permaneça com todos vós!
    Abraço, Judson.

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