Lições Bíblicas: “A angústia das dívidas”

Lição 9 — 3.° trimestre de 2012

A ansiedade causada pelas dívidas pode afetar — e quase sempre afeta — a vida profissional, espiritual, ministerial e familiar. Pessoas mergulhadas em dívidas perdem amigos, ficam doentes e estremecem cada vez que toca o telefone, pois pode ser alguém cobrando o que ele não tem condições de pagar.  Outros, por fraqueza de caráter, se acomodam à situação e até se transformam em verdadeiros vigaristas — o golpe deles consiste basicamente em pedir empréstimos sem a mínima intenção de pagar.

As razões do endividamento são variadas: uma doença que consome o patrimônio pessoal; um imprevisto, como o desemprego ou a tragédia; gastos que excedem o orçamento familiar; investimentos ou empreendimentos mal planejados, e assim por diante.

Quem é o dono do nosso dinheiro

Sobre a questão de dar o dízimo, sugiro que você leia novamente o que escrevi no comentário da lição 9 do primeiro trimestre, “Dízimos e ofertas” (clique aqui). De qualquer forma, o princípio da contribuição é válido: o crente deve ser generoso com a obra de Deus, pois isso pode resultar em bênçãos (2Co 9.7-11). Caso você não se sinta desconfortável, pode recomendar aos alunos — contradizendo a lição — que numa situação de grande escassez insistir em dar o dízimo pode não ser a melhor opção, exceto num ato de fé extrema, o que é muito raro. Eu pessoalmente já deixei de pagar contas para colocar o dízimo “em dia”, entregando quase todo o pagamento do mês à igreja, mas fiz isso apenas por um equivocado senso de obrigação (que hoje não alimento mais). É melhor você pagar a quem deve que entregar uma oferta à custa de prejuízo alheio. Tenho para mim que Mateus 5.23-26 expressa, além do tema da ofensa pessoal, a questão da dívida, porque o seu irmão (ou a loja, ou o banco) pode ter “contra ti” o não pagamento de uma dívida. Pague as suas dívidas e só então vá adorar a Deus com as suas ofertas.

O consumismo e as dívidas/ É possível livrar-se das dívidas

Você já ouviu este conselho: “Cuidado com o cartão de crédito”, porque cartão de crédito não é dinheiro extra, é dívida, assim como o cheque especial e outras “vantagens” oferecidas pelo sistema financeiro. Costumamos cair em todas as armadilhas do comércio, que só quer vender, e para isso tenta abocanhar até o 13.º salário do trabalhador (às vezes com antecedência!) ou entupi-lo de prestações no final do ano até o final do ano seguinte, quando o consumidor (há um certo sadismo nessa palavra), sem dinheiro, se vê “obrigado” a apelar para novos financiamentos e assim acaba envolvido num ciclo interminável de dívidas.

Às vezes também nos iludimos com o nosso salário. Por exemplo: você ganha 900 reais líquidos por mês e faz uma prestação em doze vezes de 300 reais. O grande erro consiste em pensar que você continuará ganhando os 900 reais. Na verdade, pelos 12 meses seguintes, o seu salário será de 600 reais, porque você já comprometeu 300 reais por mês durante um ano. Qualquer compromisso que assuma a partir de então levando em conta o valor de 900 reais resultará com certeza em dificuldades financeiras ou numa situação de total inadimplência.

Meter-se em negócios arriscados ou suspeitos pelo sonho do dinheiro fácil normalmente resulta em prejuízo, quando não vira caso de polícia. O estelionatário aposta justamente na cobiça da vítima, que enxerga uma oportunidade de lucro onde não existe. E nem vamos falar nos estelionatários que usam o evangelho para vender os seus produtos “ungidos” e “milagrosos”. Não posso crer que os que caem nessa esparrela sejam  impulsionados pela fé. Para mim, o que os motiva é a cobiça.

Algumas pessoas, por não saberem administrar as suas finanças, vivem em dificuldades, mas de uma forma ou de outra, por serem honestas, vão saldando os seus compromisso, mesmo à custa de novas dívidas. Há pessoas, porém, que se condicionam de tal forma a essa situação que nem tentam mais se livrar das dívidas. Conheço uma pessoa — do ministério — que em todas as congregações que dirige arranja problemas com a tesouraria. Com boa conversa, consegue “empréstimos” com os irmãos e parentes desavisados ou que compreensivelmente não questionam a sua honestidade. Tudo que ele empreende se converte em nova dívida. Seu ministério empacou, e hoje ele não passa de um vigarista com um título ministerial.

Muitos outros conselhos podem ser dados, e você pode pesquisar outros exemplos e orientações de especialistas. Eu mesmo já devo ter cometido todos os erros (exceto os dos dois últimos parágrafos) no que diz respeito às finanças e poderia contribuir com muito mais, porém o espaço não permite.

Nota: Não fiz o comentário da lição 10.

Lição 11 (leia aqui).

 

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3 comentários em “Lições Bíblicas: “A angústia das dívidas”

  1. MEU IRMÃO VC É CORAJOSO NUCA COMENTEI MAS PELA SUA CORAGEM DE FALAR A VERADDE SOBRE O DIZIMO QUE AS VEZES PESSOAS DEIXA DE PAGAR UMA COISA SERIA E DAR O DIZIMO NÃO POR VONTADE MAS POR OBRIGAÇÃO PRESSAO

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