Lições Bíblicas: “Inveja, um grave pecado”

Lição 11 — 3.° trimestre de 2012

O tema da inveja, assunto deste domingo, parece-me deslocado com relação ao conteúdo da revista. Embora a inveja seja causa de aflição, tanto para o invejoso quanto para o próximo, não se explica o destaque, uma vez que todo pecado, de uma forma ou de outra, é fonte de sofrimento, tanto para o pecador quanto para outras pessoas. Mas nem isso é apresentado como justificativa na lição. A própria “Interação” dá a entender um tema alienado.  A ideia de que esse pecado leva à maldade também é redundante, porque a ação maligna também é característica dos pecados em geral. Assim, a inveja como causa de aflição é o mais próximo que podemos chegar de um motivo para a inclusão desse assunto.

A inveja no princípio do mundo

A palavra “inveja” é às vezes traduzida por “ciúmes” no Novo Testamento. Segundo os estudiosos, o termo “ciúmes”, por sua vez, também é traduzido por zelo. Por isso, dependendo do contexto, pode ser algo bom (“O Espírito que em nós habita tem ciúmes”, Tg 4.5) ou ruim. Se for ruim, é inveja.

Não há dúvida de que a inveja motivou Caim a cometer o primeiro assassinato da história humana, mas William Barclay, em seu livro As obras da carne e o fruto do Espírito (Edições Vida Nova) informa que a palavra “inveja” não ocorre no Antigo Testamento canônico, mas há três referências nos Apócrifos. Sabedoria 2.24 é interessante: “Foi por inveja do diabo que a morte entrou no mundo” (Tradução da CNBB, 2.ª Edição), o que indica que a coisa é de raiz. As outras duas referências são: Sabedoria 6.23, onde se afirma que a inveja “não participa da Sabedoria”; 1Macabeus 8.16, que fala de uma obediência política “sem inveja e sem rivalidade”.

A inveja e sua consequência 

A inveja, que levou José a ser vendido como escravo pelos próprios irmãos, resultou, no fim da história, em bênçãos para José e para os próprios irmãos e suas respectivas famílias. Aqui você deve ressaltar que, se a inveja de alguém num primeiro momento nos prejudicar, a nossa fidelidade a Deus poderá poderá reverter a situação e resultar em bênção até para os invejosos.

A destruição advinda da maldade

A inveja costuma estar presente em três ambientes cruciais da existência humana, destacados pelo autor: a família, o trabalho e a igreja (nesse caso, aplica-se à vida do crente, é óbvio). São comuns as disputas silenciosas (às vezes nem tanto) entre irmãos e parentes. Um carro novo comprado por um dos irmãos, produz conversas rancorosas entre os outros irmãos e cunhados. O filho que se dedica um pouco mais e consegue sobressair deixará os outros irmãos frustrados. No trabalho, a inveja pode levar o invejoso a apelar para a bajulação, para os atos de injustiça (por exemplo, impedindo a promoção de uma pessoa competente por invejar a competência dela) e estratégias condenáveis para ascender a postos mais elevados. Na igreja, as disputas por cargos e por atenção em nada diferem do que ocorre na família e no trabalho, exceto com a agravante de se envolver o nome de Deus. Você por certo terá exemplos a citar pela simples observação do que ocorre em sua igreja.

DOCUMENTÁRIO SOBRE A INVEJA

Recomendo o vídeo abaixo (dublado), que faz parte da série Os Sete Pecados Capitais, exibida pelo Discovery Channel Brasil. Contém muitas informações interessantes. (Não, não é “evangélico”, mas você poderá extrair ótimos exemplos e pontos de vista para apresentar aos seus alunos.)

 

Lição 12 (leia aqui).

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