Lições Bíblicas: “Joel — o derramamento do Espírito Santo”

Lição 3 — 4.° trimestre de 2012

O pequeno livro de Joel entrou duas vezes em evidência na história da Igreja. A primeira vez foi no dia de Pentecoste, quando o apóstolo Pedro, em seu sermão aos milhares de judeus atraídos ao cenáculo por causa do fenômeno das línguas (At 2.17-21, citando Jl 2.28-32). A segunda ocasião foi no início do século XX, com a eclosão do movimento pentecostal. Aliás, caso você não saiba, a primeira fagulha do moderno Pentecoste foi acesa no dia 1.º de janeiro de 1901, num culto de passagem do ano, ou seja, nas primeiras horas do primeiro dia do século XX! O historiador Vinson Synan, no livro O século do Espírito Santo (Editora Vida, tradução deste blogueiro) informa que nesse dia “uma jovem chamada Agnes Ozman foi batizada com o Espírito Santo numa pequena escola bíblica em Topeka, no Kansas. Aluna de Charles Fox Parham, ex-pastor metodista e professor da Igreja Holiness, Agnes experimentou uma impressionante manifestação do dom de línguas e tornou-se a primeira pentecostal do século XX”. A partir daí o movimento pentecostal foi tomando corpo até culminar na famosa reunião da rua Azusa. Para saber mais, leia o meu artigo “O avivamento da rua Azusa não começou na rua Azusa” (clique aqui).

O livro de Joel no cânon sagrado

Sobre as informações técnicas do livro (contexto, histórico e mensagem), que compõe a primeira seção, veja o meu artigo “Algumas curiosidades sobre os Profetas Menores”, principalmente a “Atualização”, com dicas que valem para todas as lições (leia aqui).

A pessoa do Espírito Santo

Não se prenda muito em explicar a personalidade e a divindade do Espírito Santo, mas não deixe de esclarecer esses pontos. Se você tiver alguma teologia sistemática (de preferência pentecostal) faça uma revisão de seus conhecimentos sobre a doutrina do Espírito Santo, para que possa esclarecer as possíveis dúvidas dos alunos.

Penso que a melhor maneira de explicar o “derramamento” é comparando a atuação do Espírito Santo antes da era da graça. Pela leitura do Antigo Testamento, percebe-se que o Espírito de Deus capacitava determinadas pessoas para a realização de tarefas ou de funções. Bezalel e Aoliabe são  exemplos (Êx 3.2-11). Outro caso interessante são os setenta anciãos/ autoridades  escolhidos  para auxiliar Moisés no julgamento das causas do povo de Israel no deserto: o Espírito que estava em Moisés foi distribuído entre aqueles homens (Nm 11.16,17). Alguns juízes também foram cheios do Espírito (Jz 3.10; 6.34; 11.29; 14.19). Saul foi tomado pelo Espírito para profetizar (1Sm 10.10), e houve um momento em que o Espírito de Deus se retirou dele (1Sm 16.14).

Isso nos faz crer que nem todos os  fiéis do Antigo Testamento eram revestidos ou “cheios”  do Espírito Santo. Por exemplo, o próprio Deus dá testemunho de Jó em duas ocasiões (Jó 1.8; 2.3), mas não diz que ele era cheio do Espírito Santo. Isso também não é dito de Noé nem de Abraão e de muitos outros. Não é seguro argumentar pelo silêncio, mas sem dúvida o quadro da atuação do Espírito na vida humana apresentado pelo Antigo Testamento nos leva a essa conclusão. Além disso, a promessa de que o Espírito seria um dia derramado é clara indicação de ocorreria uma mudança em seu modo de atuação: ele agora estaria disponível a qualquer pessoa (foi derramado sobre todos os que estavam no cenáculo). Numa comparação simplista, podemos dizer que o Espírito de Deus era ministrado com um conta-gotas nos tempos do Antigo Testamento e com com um balde no Novo Testamento e até hoje.

Horizontes da promessa

Esta seção discute a questão da continuidade dos dons espirituais após a era apostólica. Você pode usar o exemplo do movimento pentecostal, mencionado na Introdução, para mostrar que a doutrina cessacionista no mínimo tem muito que explicar diante dos fatos verificados nesse período da história da Igreja. É certo que há falsos movimentos e dons falsificados, mas isso não anula o que é real. Pesquise exemplos concretos para não deixar  os seus alunos em dúvida. Seria interessante também você consultar livros de autores cessacionistas para conhecer os argumentos deles.

O fim dos tempos

O assunto escatologia pode render discussões intermináveis. Por isso, atenha-se ao significado das expressões “últimos dias” e “Dia do Senhor”, que são as chaves para desenvolver o assunto desta seção. Não esqueça de que o autor segue a doutrina dispensacionalista, adotada pela Assembleia de Deus (mas leia aqui e aqui).

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