Lições Bíblicas: “Habacuque — a soberania divina sobre as nações”

Lição 9 — 4.° trimestre de 2012

Comece a aula explicando o que é soberania. Estas são as definições do Dicionário Aurélio: 1) Qualidade de soberano. 2) Poder ou autoridade suprema de soberano. 3) Autoridade moral, tida como suprema; poder supremo. 4) Propriedade que tem um Estado de ser uma ordem suprema que não deve a sua validade a nenhuma outra ordem superior. 5) O complexo dos poderes que formam uma nação politicamente organizada.

A soberania divina é “o conceito bíblico do governo supremo e da autoridade legal de Deus como rei de todo o universo. A soberania de Deus é manifesta, exercida e revelada no plano divino da história da salvação e sua realização” (Dicionário de teologia: edição de bolso, Editora Vida).

O livro de Habacuque

Para mais informações técnicas sobre o livro, veja o meu artigo “Algumas curiosidades sobre os Profetas Menores”, principalmente a “Atualização”, com dicas que valem para todas as lições (leia aqui).

Habacuque e a situação do país

A pergunta: “Como é possível Aquele que é justo e santo tolerar tamanha maldade?” foi respondida em meu comentário da lição anterior, nas seções “Tolerância e vindicação” e “O castigo dos inimigos” (leia aqui). Nesta lição, seria mais interessante ressaltar a preocupação do profeta com a situação de Judá. Na verdade, essa condição praticamente define o ministério profético, daí a fórmula “Vai e dize a este povo” (Is 6.9) e outras semelhantes. Todos os profetas, Maiores e Menores, eram sensíveis aos desvios morais e espirituais da nação. Na era da graça, a profecia serve para edificar a igreja (1Co 14.4b), mas convém lembrar que o crente é também um bom cidadão. Se nos assuntos nacionais ele não pode agir como um profeta do Antigo Testamento, pode contribuir com as suas intercessões e com ações dignas do testemunho cristão. Se como crente puder participar de um dos três poderes, melhor (não vá confundir essa participação com a ideia dos “representantes” da igreja na política, leia aqui;  sobre a questão da cidadania, leia aqui).

A ascensão do PT ao poder já trouxe inúmeros prejuízos morais (veja-se o caso do mensalão do apoio às causas GLBT) e espirituais (a guerra contra o “fundamentalismo” cristão e possivelmente a política antissemita e pró-Palestina) à nação. Embora não seja a mesma relação que havia entre os profetas e Israel e Judá, o livro de Habacuque ensina que Deus é soberano sobre todas as nações, e, se ele está envolvido, nós também temos de estar.

A resposta divina/ Deus responde pela segunda vez

O fato de Deus às vezes utilizar os ímpios para levar o seu povo de volta ao bom caminho, antes e agora, não significa que Deus aprova as ações más. Essa é uma questão importante para discutir. Como não creio em predestinação, acredito que Deus manipula os instintos maus dos inimigos do povo de Deus (e pode fazer isso sem pedir licença a ninguém, pois ele é soberano, Êx 4.21), porém quem pratica a maldade não ficará impune. Não é uma questão simples, por isso você deve estar bem seguro de seus argumentos, a fim de não confundir a classe.

A questão do justo que vive pela fé também não pode ser ignorada. Sobre esse tema, sugiro que você desenvolva este esboço, da Archaelogical Bible: “A fé é necessária para suportar a injustiça (2.4). Até mesmo quando a vida parecer confusa, o povo de Deus deve esperar com paciência sua libertação, confiando que Deus agirá com justiça (2.3). ‘O justo viverá pela sua fidelidade’ (2.4), não pelo que parece ser a realidade (1.4; ver Hb 11.1). Assim como Abraão esperou pacientemente até Deus cumprir sua promessa (Hb 6.13-15) e como Habacuque e o remanescente fiel deveriam esperar a resposta de Deus num ato de justiça (2.3; 3.16), os fiéis de todas as gerações devem esperar com fé em Deus, até que ele cumpra seus propósitos (Rm 1.17; 5.1,2)”.

Lição 10 (leia aqui).

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