Lições Bíblicas: “Zacarias — o reinado messiânico”

Lição 12 — 4.° trimestre de 2012

Dois temas bíblicos importantes destacam-se no livro de Zacarias: restauração e paz, que são anseios de todo crente. Por isso, não deixe de ressaltar a ênfase otimista do livro, na qual devemos ancorar a nossa alma.

O livro de Zacarias

A profecia de Zacarias contém importantes previsões acerca do Messias. O Manual bíblico Unger (Edições Vida Nova) apresenta a seguinte lista: o Servo do Senhor, o Renovo (3.8); o Homem, o Renovo (6.12); o Rei-Sacerdote (6.13); o Verdadeiro Pastor (1.4-11); o Verdadeiro Pastor versus o falso pastor — o Anticristo (11.15-17; 13.7); a traição do Bom Pastor (11.12,13); sua crucificação (12.10); seus padecimentos (13.7); sua gloriosa segunda vinda.

Para mais informações técnicas sobre o livro, veja o meu artigo “Algumas curiosidades sobre os Profetas Menores”, principalmente a “Atualização”, com dicas que valem para todas as lições (leia aqui).

Promessa de restauração

O tema da restauração praticamente define o propósito das Escrituras, pois tudo gira em torno do plano divino de recuperar a comunhão entre o ser humano e Deus, perdida no Éden, e restaurar a criação como um todo ao seu estado original. E, por ser um dos temas principais do livro de Zacarias, não é por acaso que a imagem do Renovo é lembrada duas vezes aqui (3.8; 6.12; leia também Is 4.2; Jr 23.5; 33.15).

A necessidade de restauração indica que houve uma queda. E, de fato, Deus testemunhou a decadência de todas as suas obras, a começar pelo céu, quando a mais importante das criaturas celestes, Lúcifer, se rebelou contra o Criador — há certo consenso de que as passagens de Isaías 14.12-17 e Ezequiel 28.12-19 registram esse momento, que teve consequências cósmicas. Alguns estudiosos acreditam que Gênesis 1.2 descreve o estado caótico da terra após essa rebelião (leia também Ap 12.4).

A queda do homem, registrada em Gênesis 3, foi como uma segunda fase dessa decadência, até porque teve a participação ativa de Satanás. Se a primeira queda (a dos anjos) teve consequências cósmicas, a queda do homem afetou a existência da própria humanidade e de toda a criação do planeta (Gn 4; leia também Rm 8.17-25).

A história de Israel é um verdadeiro tratado de queda e restauração, e parte dela é mencionada em Zacarias, dessa vez com a revelação dos planos de Deus para Jerusalém (cap. 8).

A restauração também faz parte da história do ser humano individualmente. Quando aceitamos a cristo, somos regenerados por uma ação poderosa do Espírito Santo (Tt 3.5). Ao longo de nossa vida cristã, ainda que como seres humanos restaurados, podemos experimentar o fracasso e necessitar de restauração em alguma área de nossa vida, sem falar no perdão dos pecados que por conta de nossa natureza decaída continuamos a cometer (leia Rm 7.14.25; 1Jo 2.1-6).

O reino messiânico

A doutrina assembleiana/ dispensacionalista identifica o reino messiânico como o Milênio. Mas, havendo Milênio ou não, deve-se ressaltar que a restauração definitiva não se restringe as propalados mil anos, porque então seria uma restauração com prazo de validade, que experimentaria nova decadência ao fim desse período. Estude com cuidado e, em razão de nossas raízes doutrinárias, tenha mais cuidado ainda em explicar que os “novos céus e nova terra” (2Pe 3.13; Ap 21.1) significam que o planeta e toda a criação serão restaurados ao seu estado original, como em Gênesis. Não será uma humanidade “espiritualizada”. A terra será repovoada com seres humanos e demais criaturas livres de maldição. Esse é o plano de restauração de Deus.

E a paz? A paz é a consequência das coisas restauradas. Será o tempo em que todos desfrutarão em sua plenitude a paz que Cristo já nos concedeu (Jo 14.27).

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2 comentários em “Lições Bíblicas: “Zacarias — o reinado messiânico”

  1. “Na verdade, acho que você ainda me deve alguma explicação sobre a sua crença de que para Deus passado, presente e futuro não são a mesma coisa.”

    Eu creio nisto? risos…
    Nem lembrava… risos…

    Nos vemos na reunião para combinar as regras do duelo.
    Mas tem que ser mais tarde, este duelos feitos às 5 da manhã não me agradam… risos…

    Proponho que a arma usada seja “a língua”, muito bem afiada mas não rancorosa, nem irada, nem arrogante. Mas que tenha sim uma pitada de ironia.

    Grande abraço!
    Li aqui e ali que já tens 50 e poucos anos… Rapaz…..?
    Que é isto que está acontecendo conosco?

    Combinado.
    Quanto à sua última observação, esqueça aquele jovem senhor de vinte e poucos anos que trabalhava na tesouraria da AD em Joinville. Meu consolo é que eu não sou o único a quem o tempo está castigando.

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  2. Caro Amigo Judson

    Ainda bem que tens consciência do que escreves, e revelaste bem que é uma forma de olhar da visão “assembleiana dispensacionalista” de ver a escatologia.

    Existem outras formas de ver… Mais bíblicas… risos… (Foi só uma pequena provocação).

    Eu prefiro o pós-milenismo.
    Poderia debater contigo, mas até hoje não iniciamos o debate sobre a questão monergística versos a “visão assembleiana sinergista”‘… risos…
    O debate sobre o modo da salvação eu te dou o benefício da dúvida e a remota esperança de que podes ganhar (não podes) mas és argumentador melhor do que eu, então podes me vencer mesmo que não possas derrubar a visão reformada.

    Todavia se no futuro tivermos um debate escatológico, meu caro, não terás a menor chance. O dispensacionalismo se derruba sozinho com pouco mais de 20 linhas de debate escrita… risos… (Foi só mais outra provocação).

    Grande abraço!
    Gostei de receber o link das músicas de Natal.
    Saudades de vê-lo pessoalmente e rirmos um pouco.
    Me ligue quando estiver em Joinville.

    Natan

    Natan, não pense que esqueci. Mas não se preocupe, após vencer o debate não vou exigir que você volte a ser assembleiano. kkk. A tua batata teológica está assando (em fogo muito lento, é verdade).Na verdade, acho que você ainda me deve alguma explicação sobre a sua crença de que para Deus passado, presente e futuro não são a mesma coisa. Quando for a Joinville, pode deixar que eu ligo. Vamos combinar as regras do duelo.

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