Lições Bíblicas: “A morte de Eliseu”

Lição 12 — 1.° trimestre de 2013

A história de Eliseu registrada na Bíblia concentra-se inteiramente em seu ministério. Ele é mencionado pela primeira vez em 1Reis 19.16, quando Deus revela a intenção de fazê-lo sucessor de Elias.  Ele aparece pela primeira vez quando se encontra com Elias, e todo o episódio diz respeito à sua chamada (1Rs 19.19-21). Pela “Leitura em classe”, vemos que ele não interrompeu seu ministério profético nem mesmo no leito de morte, e ainda ocorre um incidente pós-morte que remete aos atos poderosos que também caracterizavam as suas atividades.

Doença terminal de Eliseu

A fragilidade do corpo não abateu o zelo ministerial de Eliseu. Ele atuou como profeta por mais de seis décadas e no fim da vida ainda reunia coragem para repreender um rei. Eliseu é um dos maiores exemplos bíblicos de constância e fidelidade a Deus. Sua vida foi uma linha reta, sem a oscilação dos altos e baixos que mancharam a biografia de grandes homens de Deus como Davi (2Sm 12.113.14) e o próprio Elias (1Rs 19), como estudamos neste trimestre. Há pessoas que mantém a paixão pelo ministério a vida inteira, como Francis Asbury (1745-1816), tido como o pai do metodismo americano. Ele exerceu um ministério de 55 anos. Percorreu os Estados Unidos a cavalo para pregar o evangelho, ordenou mais de 3 mil pastores e pregou mais de 17 mil sermões. No final da vida, tinha de ser erguido e amarrado à sela. Chegou a pregar amparado por duas pessoas e até sentado. Pesquise outras biografias de pessoas que deram exemplo semelhante. Há pessoas que começam bem e terminam mal, como Salomão (1Rs 3.5.14; 11.4-8). Parece ser a biografia de muitos de nossos líderes hoje, que tem belos testemunhos do passado para contar, mas hoje estão mais interessados em massagear o próprio ego (se você pensou em CGADB, não está errado). A paixão pelo ministério já se foi há muito tempo.

A profecia final de Eliseu

O ato simbólico do rei, orientado pelo profeta, revela um tipo especial de profecia, em que Deus dará aos acontecimentos um rumo determinado por uma ação prévia de alguém. O rei Joás não pareceu muito convicto diante da irrecusável oferta de se ver livre de vez dos inimigos, o sonho de qualquer rei. Deus deu esse  presente a Salomão (1Cr 22.9) e estava disposto a fazer o mesmo com Jeoás, mas este feriu a terra apenas três vezes. A vitória completa sobre os siros só veio a ocorrer durante o reinado de Jeroboão II, filho de Jeoás (2Rs 14.28).

O último milagre de Eliseu/ O legado de Eliseu

É estranha a ideia de que o legado “espiritual” de Eliseu tenham sido os milagres que realizou, algo passado, não futuro. Um barril de azeite ou um pedaço de ferro recuperado da água não é legado espiritual. Nem mesmo a cura de Naamã se encaixa nessa definição. O legado espiritual de Eliseu foi o exemplo que nos deixou, como vimos na primeira seção, e as pessoas que seguiram os seus passos. Os milagres podem até ter ajudado, mas legado espiritual não é isso. Legado espiritual é a influência do conjunto da obra do ministério de alguém sobre a vida de outras pessoas, que lhes permite uma aproximação maior de Deus.

BIBLIOGRAFIA. Adeyemo, Tokunboh (Org.). Comentário bíblico africano. Tradução de 
Judson Canto et alii. São Paulo: Mundo Cristão, 2010. * Bíblia. Português. Bíblia 
de estudo Dake. Revista e corrigida 1995.Rio de Janeiro: CPAD, 2009. * Gonçalves, 
José. Porção dobrada. Rio de Janeiro: CPAD, 2012. * Radmacher, Earl D. et alii. 
O novo comentário bíblico: Antigo Testamento. Tradução de Bruno Destefani et alii. 
Reimpr. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2010. * Richards, Lawrence. Comentário 
bíblico do professor. Tradução de Waldemar Kroker e Haroldo Janzen. São Paulo: 
Vida, 2004. 
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4 comentários em “Lições Bíblicas: “A morte de Eliseu”

  1. Realmente é uma pena o que vem acontecendo na CGADB. O apego ao poder cegou a mente de “muitos” líderes. Agem como se fossem ditadores, querendo que os demais obreiros apenas acatem as suas ordens, sem discutirem. Isso não é algo cristão. Aliás não é nem mesmo Democracia, mas sim Ditadura, Egolatria etc.. é tudo, menos o cristianismo puro que nos deixou Jesus.

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  2. Por que citou a CGADB?
    Vejo que és politico!
    e todo politico é sombra de brigas, corrupções e vontade de galgar grandes posições!
    se não for politico é simpatizante de alguém dentro da esfera apodrecida da igreja do século XXI.

    Caro Hernane, não sou político nem simpatizante de ninguém. Citei a CGADB porque os maus exemplos de alguns líderes (os bons pastores também são filiados, e não me refiro a eles) me deixam preocupado quanto ao futuro da denominação. É isso.

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  3. A Paz do Senhor irmão gosto do seu servir ao Senhor. Sobre CGADB
    a igreja esta nesta situação pelo cumprimento da palavra de Deus.
    Os homens dormiram espiritualmente e o inimigo semeou ( cauterizou as suas mentes). Quem quer ser enganado que seja!
    Para nossa meditação:
    ” Ficarão de fora os cães… ” – Apocalipse 22:15

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  4. A Paz!gosto dos seus comentários sobre as lições porem não sou a favor de seu descontentamento com nossa convenção,eles são sim homens de Deus e merecem pelo menos respeito.

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