O bom líder sabe a hora de parar

Recebi dias atrás o meu exemplar de A liderança espiritual, de Henry & Richard Blackaby, que traduzi para a LifeWay/ CLC. Chegou com um atrasoA liderança espiritual - Blackaby de quase dois anos (a obra foi lançada em português em 2011), em razão de mudanças ocorridas na área de coordenação editorial, quando o exemplar de cortesia desta ovelhinha se perdeu. Os autores são especialistas na orientação de líderes de empresas e igrejas com base em princípios cristãos, um livro que pode ser de grande ajuda para alguns ministérios ou mesmo para todos, de uma forma ou de outra.

Como está se falando muito em renovação (e em perpetuidade no poder) nos corredores da denominação, achei por bem pinçar um trecho do livro, que nos leva a refletir não só sobre a CGADB, mas principalmente à liderança nos campos eclesiásticos, que tende cada vez mais a se firmar como função vitalícia:

“É melhor deixá-los com saudade do que com ódio.” O bom orador conhece e segue esse ditado. O pregador competente reconhece que, se não expuser seu argumento em trinta minutos, é melhor mandar o povo para casa. Quem está habituado a falar em público nunca abusa do privilégio de uma audiência cativada. Numa escala maior, o líder sábio também reconhece seu tempo e sabe a hora de sair tranquilamente e deixar que um novo líder tome seu lugar. Muitos líderes diminuíram grandemente sua eficácia e arruinaram sua contribuição para a organização por insistir em permanecer no cargo muito tempo depois de esgotarem sua efetividade. […]

O líder que recusa se aposentar quando chega a hora pode gerar grandiosos slogans sobre lealdade, mas está revelando um lado egoísta de seu caráter. Ele pode argumentar que deseja o melhor para a organização, e talvez seja verdade, mas sem dúvida também está relutante em deixar o prestígio, o poder e os benefícios financeiros advindos do cargo. O líder íntegro reconhece que já fez sua contribuição mais importante e tranquilamente passa o poder para a geração seguinte. Mas como ele pode saber que chegou a hora da troca de guarda? Deus guiará aquele que busca a sabedoria divina para saber se é a hora de sair. Em certos casos, o desempenho da organização deixa uma mensagem clara: se ela enfrenta constantes dificuldades; se está sempre atrás da concorrência; se novas ideias não são apresentadas; se o pessoal mais qualificado está saindo; se o ânimo dos funcionários decaiu; se não há nenhuma previsão animadora para o futuro — esses são indicadores de que algo precisa mudar. Talvez o líder precise de uma reviravolta dramática, ou esteja na hora de um novo líder tomar posse.

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3 comentários em “O bom líder sabe a hora de parar

  1. Falou tudo meu irmão…
    Hoje é na eleição. Quem conseguir arregimentar politicamente maior número para apoiá-lo, vence “democraticamente” e o Espírito Santo não tem voz, não tem opinião, não tem vontade, não tem nada e passou longe dessa e outras convenções. Aliás está fora há décadas.
    Deixo claro que não tenho preferência entre um e outro candidato (é assim mesmo que se intitulam?) e na minha humilde opinião deveriam orar e buscar qual é a perfeita, boa e agradável vontade de Deus, mas como a sua vontade não é mais prioridade se escondem na capa da democracia para justificarem a “vontade” do Todo Poderoso.
    Acredito que se usassem o Urim e Tumim a sua vontade seria mais manifesta do que essa votação.
    Bom, nos resta orar pelas autoridades constituídas e como dizem lá pelas bandas do nordeste…. “Que Deus os tenham…”

    Abraço
    Em Cristo, Cláudio Roberto

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  2. O bom líder sabe a hora que não deve parar!
    O bom líder sabe a hora que deve continuar!

    Temos que ver tudo de maneira estatutária e democrática…

    Acho que o título fica melhor e mais completo assim: O bom líder sabe a hora de parar e muito mais quando ainda não deve parar, ok?

    Enquanto isto a oposição minoritária acha que o novo deve entrar logo, se instalar e revirar tudo… Isto é política inconsequente, precipitada e carnal da pior espécie!

    Agora, uma coisa é certa, o novo jamais deve arrogantemente, como se fosse Deus, determinar e declarar que já está hora do outro sair…

    Se assim prevalecesse, então a arrogante declaração do novo se sobreporia criminosamente à vontade da maioria dos eleitores dispensando de vez o processo democrático de escolha e eleição, ok?

    Quem ainda pensa e fala assim, com sentimento de não conformismo com o resultado das eleições da CGADB, não está respeitando a vontade da maioria e o resultado soberano das urnas…

    Assim, o líder Pr. José Wellington analisou e decidiu que não era hora de parar e a maioria dos convencionais decidiu e aprovou a sua continuidade. ok?

    O resto é resmungo de baderna e agitação de amantes de confusão…

    Pedimos sempre em oração que Deus nos livre que amantes de confusão tomem conta da Igreja Brasileira.

    A Paz do Senhor à todos!

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  3. Judson,

    No início da leitura do post pensei em comprar um exemplar e mandar de presente ao nobre Pastor Presidente da CGADB (deixo claro que respeitosamente). Aí continuei lendo e a entrevista dele a Folha de São Paulo me veio a mente, o que me fez mudar de ideia, não em relação a compra, mas em presentear o nobre Servo de Deus.

    Fica na Paz do Senhor.

    Parece um caso perdido, né?

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