Lições Bíblicas: “A família sob ataque”

Lição 4 — 2.° trimestre de 2013

O tema do ataque à família é um dos mais atuais. Na verdade, pode-se dizer que quase toda a guerra ideológica que hoje ocupa os espaços da mídia e da sociedade gira em torno dos valores familiares. São vários os assuntos, que a meu ver mereceriam ser estudados separadamente, pelo menos os principais, um por lição. A concentração de vários temas importantes numa única lição acaba por desvalorizá-los, em alguma medida. As divisões ainda me parecem um pouco confusas, pois apesar de se distinguirem ataques espirituais, atitudes e filosofias, os temas aparecem misturados em cada seção. Por exemplo, na seção II, sobre atitudes, é tratado o tema doutrinário do secularismo. Na seção III, que destaca a filosofia de vida mundana, o comentário sobre a pornografia salienta a atitude. A concepção de “templo do Espírito Santo” e a atitude de “não colocar coisas más diante dos olhos” tornam-se simples clichês, por falta de aprofundamento (que aliás o espaço nem permite). Na seção I, percebe-se a mesma mistura.

Os ataques do Inimigo

Com tantas ameaças à formação de nossas crianças, o autor vem falar de evolucionismo nas escolas! Não que esse assunto deva ser ignorado, mas os ataques a esses maravilhosos seres em formação se apresentam de muitas formas hoje, cuja discussão é bem mais urgente.

A formação das crianças é ameaçada por leis pretensamente protetoras, como a chamada “lei da palmada”, que ainda transita no Congresso e que, sob a alegação de conter a violência contra crianças (que existe de fato), na verdade abre caminho para a intervenção governamental na educação dos filhos. Arranjaram até um estudo que demonstra que o castigo físico faz diminuir o QI das crianças (é serio, leia aqui). Mas há estudos que demonstram o contrário (leia aqui). Se a questão é ciência… Do ponto de vista legal, também há muita discussão (leia aqui). A verdade é que tal lei terá o único efeito de incluir os pais que desejam educar os seus filhos corretamente na mesma categoria daqueles que praticam atos violentos de fato contra os próprios filhos. E, com o governo que temos, seria ingenuidade demais pensar que a intenção de tal lei é boa.

No livro lançado em paralelo à revista, o autor menciona a questão dos ataques da militância gay contra as crianças e adolescentes e cita um texto de um ativista homossexual chamado Michael Swift: “Vamos sodomizar seus filhos, símbolo de sua frágil masculinidade, de seus sonhos superficiais e mentiras vulgares. Vamos seduzi-los em suas escolas, em suas repúblicas, em seus ginásios, em seus vestiários, em suas arenas de esportes, em seus seminários, em seus grupos de jovens, nos banheiros de seus cinemas, nos alojamentos de seu exército, nas paradas de seus caminhões, em todos os seus clubes masculinos, em todas as suas sessões plenárias, em todos os lugares onde homens estejam juntos com outros homens. Seus filhos se tornarão nossos subordinados e farão tudo o que dissermos. Serão remodelados à nossa imagem. Eles suplicarão por nós e nos adorarão”.  (em inglês, leia aqui). O que o livro não informa é que esse discurso procurava satirizar a preocupação dos defensores da família, e que o autor usa um pseudônimo, mas quem pode negar que são esses os objetivos da agenda gay? O texto é de 1987 e, portanto, tem algo de “profético”. O kit-gay, que se tentou impor às escolas brasileiras (e essa luta ainda não acabou) também é uma forma ostensiva de proselitismo pró-homossexual (leia aqui e aqui, duas opiniões interessantes de Reinaldo Azevedo).

A erotização de crianças (alô, Xuxa!) e a tendência de afastá-las cada vez mais da fase natural e necessária da infância configuram (isto sim, não as palmadas) verdeiros atos de violência psicológica e mesmo física contra crianças. Sobre isso, leia o meu artigo “Desconstrução infantil: processo caro e violento” (clique aqui).

Sobre a proteção e formação da criança, podemos acrescentar os benefícios mencionados no livro Família cristã, do Curso Ensinai aqui de Curitiba: “O primeiro desses benefícios é a proteção. Ainda no ventre, o filho já é protegido por uma bolsa. Ao nascer, recebe os cuidados naturais da mãe (Lc 2.7). A criança nascida em lar cristão tem uma proteção adicional: cresce protegida dos males espirituais que governam o mundo e experimentam a santificação (1Co 7.14). É no lar que a criança recebe a formação que a influenciará por toda a vida (Pv 22.6). Quantas vezes já não ouvimos grandes personalidades confessarem coisas do tipo: ‘Devo tudo o que sou à formação que recebi de meus pais’. O evangelista Timóteo era alguém que podia dar esse testemunho, pois até o seu tutor, o apóstolo Paulo, sabia que ele era um obreiro promissor graças à formação que recebera (2Tm 3.15)”.

Como se vê, há muito o que discutir, e você precisa dosar bem a sua exposição para não estourar o tempo de aula.

Atitudes mundanas para destruir a família/ O cuidado contra a filosofia mundana e a pornografia

A discussão sobre abandono de filhos me parece meio sem propósito aqui, embora não seja uma atitude saudável para a família, é claro. Mas estamos falando de ataques. De qualquer forma, faltou ressaltar que alguns pais  entregam os filhos para a adoção por não terem condição de criá-los, por motivos diversos, e tal atitude, quando tomada de maneira amorosa e consciente, pode ser até benéfica, a despeito de não ser a situação ideal. Por decisão de meus pais, fui entregue à minha vó materna aos 4 anos de idade, e ela me criou até os 17 anos. Morávamos todos na mesma cidadezinha e para brincar com as minhas e irmãs e ver a minha mãe e o meu pai, bastavam uns minutos de caminhada. Até onde percebo, não guardo traumas dessa fase de minha vida. Sem dúvida, há separações bem dolorosas, mas que não caracterizam abandono.

A pornografia tem sido um problema nas famílias, porque afeta adultos e crianças. Se quiser desenvolver o assunto na classe, você pode usar como base o artigo “Casamento e pornografia”, do Ministério Oikos (clique aqui).

Lição 5 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA. Ensinai: Curso de Teologia Ministerial. Família cristã. Coordenação
editorial de Judson Canto. 3. ed. Curitiba: AEIEADC, 2010. * Renovato, Elinaldo. 
A família cristã e os ataques do Inimigo. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.
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2 comentários em “Lições Bíblicas: “A família sob ataque”

  1. Talvez eu possa até parecer arrogante e pretenciosa, mas tudo o que posso garantir é que estou sendo sincera. Fiquei frustrada por pagar quase 10,00 (aumentou o preço, né?) na revista e não achar nela muita coisa de interessante(uma vez que os comentários são óbvios e rasos), a não ser o próprio texto bíblico.
    O povo precisa ser alimentado, e não é possível que temas tão pertinentes como os do trimestre não tragam nada de novo, precisamos ouvir algo que não foi dito ainda, pelo menos não tão repetidamente.
    Eu acredito que a palavra de Deus é uma fonte inesgotável, vamos sedentos para a escola dominical e voltamos de lá meio confusos, tal qual os servos que vão buscar água e voltam com os potes vazios… Queremos mais! Mais comentários embasados na palavra de Deus, que nos renova o entendimento e nos transforma. Mas a culpa é também da igreja, que precisa ser mais ”bereana”. Já ouvi algumas poucas bobagens na escola dominical e ninguém argumenta.
    A verdade é que precisamos, não desprezando nossos pastores e mestres, ir mais vezes nós mesmos à fonte: A Bíblia.
    Afinal de contas, é por ela que conhecemos se o que nos dizem vem realmente de Deus ou não.

    Acho que precisava desabafar!rsrs

    Fez bem em desabafar, Adeliny.

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  2. Judson,

    A segunda ‘trapalhada’ da CPAD no mesmo trimestre. A primeira foi aquela dos Lameques (Lição n.º 2), agora esta.

    Para mim, seria o caso de não se prender, totalmente, ao comentário da Lição, seria a forma de “salvar” este tema [A família sob ataque], que é de suma importância.

    Leio, também, o subsídio feito pelo Pb. José Roberto e lá ele não mencionou a problemática que você destaca aqui, mas faz uma divisão própria [da lição] da seguinte forma: ataques externos, ataques internos e enfrentando os ataques, achei interessante.

    Espero que essa “maré de equívocos” da CPAD termine por aqui.

    Fica na Paz do Senhor Jesus.

    Fábio, está mais que na hora de repensar a forma de se elaborar as Lições. Tenho observados que as reais necessidades do povo quase nem são consideradas.

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