Lições Bíblicas: “A família e a sexualidade”

Lição 9 — 2.° trimestre de 2013

Nesta lição, apresento como subsídio o texto adaptado de um capítulo do livro Reforçando as trincheiras, do bispo Robinson Cavalcanti. Ele se dedicou a pesquisar o assunto durante três décadas. O bispo Robinson se identificava como um ser pensante entre o fundamentalismo e o liberalismo cristãos. Você não precisa concordar com tudo, mas as suas conclusões, resumidas no livro e apresentadas a seguir, podem ser uma boa base para a discussão de alguns temas.

Questões sobre a sexualidade/ O valor da pureza sexual antes do casamento/ O sexo que a Bíblia condena

São proibitórias as seguintes práticas: a zoofilia — atração/ realização com seres vivos irracionais; a necrofilia — atração/ realização com seres mortos (do mesmo ou do outro sexo); o homossexualismo — atração/ realização com pessoas de mesmo sexo; o estupro — realização sexual mediante violência; a prostituição — realização sexual mediante remuneração ou recompensa material.

Além disso, recebem forte censura da Revelação, por ferirem o ideal, entre outras práticas: o incesto — relacionamento sexual com parentes próximos; a fornicação — relacionamentos sexuais efêmeros, carentes de sentimentos/ compromissos; a lascívia — sexocentrismo, sexomania, obsessão sexual.

Afirmando que os seres humanos são corpóreos e sexuados e que essa criação é boa e para a realização — prazer, afetividade, procriação etc. —, escrevi [no livro Libertação e sexualidade]: “Deus, igualmente, criou o ser humano com um corpo sexuado (‘e os fez macho e fêmea’). A sexualidade não veio com a Queda (Pecado Original), e, muito menos, foi a própria. Ao contrário, a sexualidade estava nos planos originais de Deus. A leitura das Sagradas Escrituras nos leva a afirmar certos parâmetros básicos, alvos éticos construtivos, quanto à sexualidade. Diferentemente de meros costumes ou tradições, esses padrões, quando rompidos, possuem uma dimensão patológica, de riscos, de danos, de negatividade em si mesmos. Como tudo na vida, há uma permanente tensão entre os alvos éticos de Deus na Ordem da Criação e a antiética representada pelo pecado na Desordem da Queda”.

São percebidas, pela teologia moral, entre outras, como imperfeições ou práticas não abomináveis, mas aquém do ideal: o celibato involuntário (resultado do desequilíbrio demográfico); os casamentos mistos (servos[as] do Senhor com não servos[as]); o divórcio (ruptura do pacto de afeto-compromisso matrimonial); a poligamia simultânea (várias uniões matrimoniais ao mesmo tempo); a poligamia sucessiva (várias uniões matrimoniais seguidas, fruto do divórcio).

Temos crido, afirmado e defendido sempre que o padrão ideal é biblicamente claro: as uniões matrimoniais heterossexuais, monogâmicas, permanentes e monorreligiosas (“no Senhor”), vivenciáveis por todos os seres humanos.

Atualização: Vejam este vídeo que pesquei no Olhar cristão, do pastor João Cruzué (há mais dois vídeos lá). Ele mostra o interesse da militância GLBT no retorno do kit-gay às escolas para induzir a homossexualidade às crianças. Estou cada vez mais desconfiado da lei que obriga os pais a matricular os filhos na escola aos 4 anos de idade (leia aqui).

Lição 10 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA. Cavalcanti, Robinson. Reforçando as trincheiras. São Paulo: Vida, 2007. 


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3 comentários em “Lições Bíblicas: “A família e a sexualidade”

  1. Judson,
    Minha aula foi horrível! rsrsrs
    Tinha uma família acompanhada de uma criança e um adolescente….foi o suficiente para eu perder todo o jeito! A hora demorou ‘um ano pra passar’!

    Faz parte. :-)

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  2. Falando do tema da revista agora…

    Eu acho que essa necessidade contemporânea de se associar tudo à sexo é sinal de uma sexualidade não só enferma, mas também mal resolvida disfarçada.
    Andando pelo shopping aqui na minha cidade vi que muitas lojas optam por anúncios com algum grau de sensualidade ou até mesmo erotismo. Programas de ‘humor’ usam o tema em 99,9% de seus quadros.
    Penso que tudo não passa de falácia. Uma sociedade alheia e imatura com relação ao assunto querendo passar a impressão de que o domina bem e por isso o inserem nos contextos mais diversos. Falam o tempo todo, sem nenhuma propriedade do que é. Se tivessem alguma propriedade no assunto, não o reduziriam tanto a coisas tão vãs!

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  3. Por que será que eu tenho a sensação de que nem eles se sentem muito convictos da necessidade daquilo que estão propondo? Não há argumentos que os justifiquem e tudo parece se resumir no fato de que não querem ser diferentes do resto do mundo, mas também não querem mudar, então…óbvio! Vamos mudar o mundo! Esse é o fruto de se ensinar, para todo mundo, que “ser diferente é normal”. E quando se pratica essa liberdade, se percebe que não basta ser o que se quer, é preciso também induzir outros à vontade de serem como nós. Isso é muito contraditório. Geração adúltera! Não são fiéis nem aos seus próprios ideais. Estão querendo criar um exército daqui a alguns anos!

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