Cordelizando os porquês

Vez por outra, deparo com alguma exposição interessante de temas relacionados à gramática e à arte de escrever e repasso essas pequenas pérolas aos meus poucos e fiéis leitores. Já publiquei A gramática, uma família e Letras em palavras. Desta vez, encontrei no Besta fubana uma explicação em versos de cordel sobre o uso correto de “por que” “porque” “porquê” e “por quê”. Faz parte do livro Lições de gramática em versos de cordel, de Janduhy Dantas, lançado pela Editora Vozes. Leia, divirta-se e aprenda:

Porque de todo jeito

O emprego dos porquês
Há quem ache complicado.
Há porque de todo jeito:
Porque junto, separado,
Com acento, sem acento,
Há porque pra todo agrado!

Porque junto e sem acento
Será uma conjunção
Explicativa ou causal,
De um pois tendo a função:
“Mateus está de castigo
Porque não fez a lição”.

“Por que não telefonou?”
(Veja como está grafado):
Na frase interrogativa,
Sem acento e separado
“Por que não disse a Maria?”,
“Por que não deu o recado?”

Por pelo qual e flexões
Por que também é usado
(Sendo a preposição por
Ao pronome que ligado):
“Sei que é grande o sofrimento
Por que você tem passado”.

Quando for substantivo,
Porquê junto, acentuado;
Vindo depois de artigo
E por motivo empregado:
“Ele não disse o porquê
De à aula ter faltado”.

Por quê — em final de frase
Interrogativa ou não.
E o que é acentuado
Se no fim da oração:
“Lumária te disse o quê?”
(Entenda, preste atenção!).

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