Lições Bíblicas: “Trabalho e prosperidade”

Lição 3 — 4.° trimestre de 2013

A prosperidade foi o tema da revista do primeiro trimestre. Sugiro que você pesquise aqui no blog os comentários que fiz, e encontrará subsídios para aplicar em toda esta lição. Destaco aqui algumas delas: A prosperidade no Antigo Testamento A prosperidade em o Novo Testamento Como alcançar a verdadeira prosperidade * O propósito da verdadeira prosperidade.

O autor dividiu os temas da lição com base em metáforas. A metáfora “é uma comparação em que um elemento é, imita ou representa outro (sendo os dois essencialmente diferentes). Na metáfora, a comparação está implícita, enquanto no símile é visível. [Símile é uma figura de linguagem que estabelece uma comparação entre dois termos de sentido diferente, ligados obrigatoriamente pela palavra ‘como’ ou por um sinônimo desta (‘qual’, ‘assim como’ etc.).] Uma pista para identificar uma metáfora é o emprego dos verbos ‘ser’ e ‘estar’. Temos um exemplo disso em Isaías 40.6: ‘Toda carne é erva’. Note que essa frase difere daquela de 1Pe 1.24: ‘… toda carne é como erva’. (O símile sempre traz a conjunção ‘como’ ou um sinônimo dela.) O Senhor diz a Jeremias: ‘Ovelhas perdidas foram o meu povo’ (Jr 50.6). Jesus compara os seus seguidores ao sal: ‘Vós sois o sal da terra’ (Mt 5.13). Eles não eram sal de verdade: estavam sendo comparados ao sal. Quando Jesus afirma: ‘Eu sou o pão da vida’ (6.48), ‘Eu sou a porta’ (Jo 10.7,9) e ‘Eu sou o bom Pastor’ (v. 11,14), ele está fazendo comparações. Em certos aspectos, ele é como uma porta, como um pastor e como um pão. E o leitor é levado a pensar de que forma Jesus se assemelha a tais elementos” (Ensinai: Curso de Teologia Ministerial).

A metáfora do celeiro e do lagar (Pv 3.9,10)

“Aqui [v. 9,10] é dito ao homem que deu de seus primeiros frutos ao Todo-Poderoso, como uma demonstração de que toda prosperidade vem Dele, que D’us então abençoará aquele que tem essa sabedoria moral para reconhecer a origem das coisas, e de toda abundância material. ‘Retornar os primeiros frutos’ a Ele é também um ato simbólico, e pode ser visto como uma submissão dos fundamentos da vida interior da pessoa, sua autonomia intelectual ou ‘sabedoria’, ao domínio de D’us. Submeta sua arrogância intelectual à Sua vontade, e de uma vida sintonizada com a sabedoria Divina, deverão fluir a prosperidade e o bem-estar” (rabi Malbim).

A metáfora da formiga (Pv 6.6-11)

“A formiga é descrita como agindo de forma autônoma, sem as espécies de motivação, direção ou regulamento que operam na sociedade humana. Os três sinônimos neste versículo (7) expressam diferentes aspectos de influência social: ‘chefe’ [‘superior’, ARC] é quem estabelece a tendência na sociedade, a figura com o papel de modelo, que todos copiam servilmente; ‘supervisor’ [‘oficial’, ARC] é o poder executivo, que faz cumprir as diretivas do ‘governante’ [‘dominador’, ARC], que dita as normas sociais, por força da lei. A formiga não age sob a compulsão de nenhuma dessas forças” (rabi Malbim).

A metáfora do leão (Pv 22.13; 26.13)

“Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora. O homem preguiçoso apresenta desculpas absurdas para não ir trabalhar. Hoje ele ficará em casa porque pode suceder que um leão esteja nas colinas e venha encontrá-lo na rua! Havia muitos leões da montanha na Palestina, mas a chance de que algum deles descesse até as vilas ou cidades era mínima. Ademais, apresentar desculpas dessa natureza significaria que um homem nunca iria trabalhar. [Pv 26.13] repete a mesma ideia. Talvez o autor sacro tenha escolhido um exemplo absurdo sobre o tipo de coisas que homens preguiçosos poderiam apresentar como desculpa para não trabalhar, mas não esperava que tomássemos a sério a desculpa” (Russell N. Champlin).

Conto uma história aqui no blog que pode servir como ilustração do preguiçoso (leia aqui).

O trabalho e a metáfora dos espinheiros (Pv 24.30-34)

“Metaforicamente, os versículos observam a fertilidade potencial da alma (campos e videiras). A imagem do campo mostra que a alma requer constante tratamento através dos preceitos positivos […] e um ativo questionamento intelectual. O preguiçoso reluta em trabalhar nesse sentido. A videira descreve aquele que já plantou as vinhas da sabedoria, e ele somente necessita preservá-la da degeneração, através dos mandamentos negativos […]. Uma pessoa a quem ‘falta um coração’ não possui suficiente autocontrole, em face de seus desejos, para manter atá o mínimo programa negativo para proteção de sua integridade espiritual. Coberta de ‘cardos e urtigas’ a videira da alma não pode produzir seus frutos” (rabi Malbim).

Obs.: Disponibilizei para download alguns comentários de Provérbios e Eclesiastes (clique aqui para baixar).

Lição 4 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA. Champlin, Russell N. O Antigo Testamento interpretado: versículo por 
versículo. 2. ed. São Paulo: Hagnos, 2001, v. 4. * Ensinai: Curso de Teologia 
Ministerial. Hermenêutica. Coordenação editorial de Judson Canto. 3. ed. Curitiba: 
AEIEADC, 2009. * Gonçalves, José. Sábios conselhos para um viver vitorioso. Rio de 
Janeiro: CPAD, 2013 * Wasserman, Adolpho (Comp. e trad.). O livro dos Provérbios. 
São Paulo: Maayanot, 1998.
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