Lições Bíblicas: “A mulher virtuosa”

Lição 8 — 4.° trimestre de 2013

O capítulo 31 de Provérbios é um “excelente poema-acróstico (cada verso começa com uma letra do alfabeto hebraico) […] uma fina pérola da literatura sapiencial. Pode ser parte do conselho da rainha-mãe ao seu filho [v. 1-9], ou um poema separado” (Merrill Frederick Unger). Sobre o rei Lemuel, “os estudiosos mais mais antigos acham que estava em vista a pessoa de Salomão. Outros eruditos, no entanto, dizem que devemos pensar no rei Ezequias […]. Ainda outros afirmam que está em foco uma personagem inteiramente desconhecida. pensando que Lemuel é apenas uma apelação poética de um rei imaginário, por meio de quem as máximas em questão podem ser aplicadas a todos os monarcas. Seja como for, as máximas dizem respeito a um bom governo, advertindo contra os excessos do sexo e do vinho” (Russell N. Champlin, Enciclopédia…).

A mulher virtuosa como esposa

“O marido da mulher virtuosa confia nela, o que significa que ela: 1. era sexualmente fiel a ele; 2. cumpria seus deveres de esposa; 3. demonstrava seu nobre caráter por meio de ações; 4. tinha capacidade de gerenciar a sua casa; 5. não dilapidava o dinheiro e os bens materiais do casal em coisas supérfluas. […] Se a nobre e virtuosa mulher realizasse bem todos os seus deve­res, então na residência deles não haveria falta de coisa alguma. Antes, ela teria todo o necessário para um bom gerenciamento. A casa prosperaria de modo adequado. A palavra hebraica shalal significa saque, e isso podia significar que o homem não teria de sair à guerra, ou, de alguma outra maneira, não precisaria obter saque para sustentar sua casa. Em termos modernos, ele não teria de trabalhar no turno da noite, depois de trabalhar o dia inteiro, em seu emprego regular. E também não precisaria te r dois empregos para sustentar a casa” (Russell N. Champlin, Comentário…).

A mulher virtuosa como mãe/ A mulher virtuosa como trabalhadora

“Não apenas o marido era feliz, mas todos os comensais da casa (v. 28). Uma mulher de coragem e dignidade, seus vestidos prediletos (v. 25). Ela não tinha preocupações com o dia de amanhã, porque antes providenciava tudo (v. 25). A sua fala era respeitada, visto como não usava de gírias nem de palavras vãs, mas de sabedoria, pelo que todos a admiravam. Não comia o pão da preguiça doméstica, como tantas mulheres dos nossos dias, que gastam o tempo andando acima e abaixo, negligenciando as suas obrigações caseiras. Mesmo que se dê um desconto ao poeta admirável, ainda nos fica muito material para podermos escrever um romance sobre a mulher virtuosa [de Pv 30.10]. Seu marido a louva e sem regateios, pois quem teria mulher igual? Os filhos lhe chamam ditosa, o mais elevado elogio que uma boa mãe pode esperar dos seus filhos” (Antônio Neves de Mesquita).

A mulher virtuosa como serva de Deus

“Embora não seja declarado, está implícito que a piedade era a fonte da constância de seu caráter: o temor do Senhor é que lhe possibilitava manter tal equilíbrio de virtudes e um padrão perfeito para as mulheres de todas as épocas e nações. O temor do Senhor deu a ela uma correta percepção de seus deveres para com toda as pessoas, especialmente a natureza sagrada de seus relacionamentos como esposa e mãe. Ela absorveu inteiramente o conceito divino de casamento, e isso a fez dela uma verdadeira adjutora do marido, e no que diz respeito a cada filho e filha ela ouvia a voz de Deus dizendo: ‘Tome esta crianças e cuide dela para mim’. El a sabia que a fidelidade em todas as coisas era o que se esperava de uma serva de Deus e que a verdadeira piedade consiste não tanto naquilo que se faz, porém mais no espírito em que o fazemos” (W. Harris).

Obs.: Disponibilizei para download alguns comentários de Provérbios e Eclesiastes (clique aqui para baixar).

Lição 9 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA. Champlin, Russell N. O Antigo Testamento interpretado: versículo por 
versículo. 2. ed. São Paulo: Hagnos, 2001, v. 4. * Champlin, Russell Norman; 
Bentes, João Marques. Enciclopédia de Bíblia, teologia e filosofia. 4. ed. São 
Paulo: Candeia, 1995, v. 3. * Gonçalves, José. Sábios conselhos para um viver 
vitorioso. Rio de Janeiro: CPAD, 2013 * Harris, W. A Homiletical Commentary on the 
Book of Proverbs. London: Richard D. Dickinson, 1882. * Mesquita, Antônio Neves de. 
Estudo no livro de Provérbios. Rio de Janeiro: JUERP, s.d. * Unger, Merril 
Frederick. Manual bíblico Unger. Revisado por Gary N. Larson. Tradução de Eduardo 
Pereira e Ferreira & Lucy Yamakami. 3. reimpr. São Paulo: Vida Nova, 2011.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s