Lições Bíblicas: “Tema a Deus em todo tempo”

Lição 13 — 4.° trimestre de 2013

“Temer a Deus é um dos grandes temas de Eclesiastes e da literatura de sabedoria no Antigo Testamento. Temer a Deus implica obedecer a Ele com respeito, reverência e admiração, servir-lhe com atitudes puras e afastar-se do mal” (O novo comentário bíblico).

Uma verdade que não pode ser esquecida

“Vai chegar o dia que será seu último dia: ‘Então o homem se vai para o seu lar eterno, e os pranteadores já vagueiam pelas ruas […] Sim, lembre-se [do seu Criador], ames que […] o pó volte à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu’. Já que esse dia vai chegar… aliás, espero que chegue mesmo e que você não se mude para o lar eterno antes de envelhecer  enfim, já que vai chegar o dia, é bom você pensar agora em como vai viver sua vida: ‘Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude […] Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau’. É possível viver com displicência, ir empurrando os dias como se eles nunca fossem acabar, como se o tempo nunca se esgotasse, fosse um recurso sem fim. É claro, todos sabemos que não é assim, mas parece que há muita gente que vive como se fosse permanecer eternamente jovem  e muita gente tenra, em vão, mas tenta. Apesar disso, a Bíblia afirma que ‘sim, nossa vida é curta como a da erva; nós crescemos, como a flor do mato, mas quando bate o vento ela desaparece e ninguém se lembra de que ela existiu'” (Ed René Kivitz).

Os dois grandes momentos da vida

A juventude. “Essa [Ec 12.1-8] é a versão de Salomão para Mateus 6.33: ‘buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça’. Como é fácil deixar o Senhor de lado quando nos envolvemos com os prazeres e as oportunidades da juventude! Sa­bemos que os ‘dias de trevas’ [11.8] e  os ‘maus dias’ [12.1] estão a caminho, de modo que precisamos lançar alicerces espirituais firmes o quanto antes em nossa vida. Nesses anos de juventude, o céu é claro [11.7], mas chegará o tempo em que haverá trevas e uma tempestade atrás da outra” (Warren W. Wiersbe).

A velhice.Depois de uma chuva que trouxe colheita e lucro, vêm outras nuvens com inundação, prejuízo e calamidade. A velhice é comparada a uma situação em que já houve tempestade e vêm mais nuvens e inundações. 3. ‘… tremerem os guardas da casa’. As mãos e os braços protegem o corpo. São esses guardas que pela velhice chegam a tremer (Gn 49.24).  ‘E se curvarem  os homens  fortes’ refere-se às pernas e aos joelhos, que se encurvam pela idade. ‘Cessarem  os moedores’ são os dentes que vão caindo. ‘… os que olham  pelas janelas’. Esses são os olhos que escurecem, ficam mais fracos com o tempo. 4. ‘… as duas portas da rua se fecharem’. Faltando os dentes, os lábios se fecham  mais para a mastigação. O salmista pede que o Senhor guarde essas portas. ‘Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios”  (Sl 141.3). ‘Baixo ruído da moedura’ também se traduz assim: ‘No dia em que não puderes falar em alta voz’. Sem os dentes, 0 barulho da mastigação diminui. ‘… se levantar a voz das aves’. Os velhos se levantam cedo, quando os passarinhos cantam e eles não dormem  mais: ‘… todas as vozes do canto se baixarem’. Os órgãos ligados ao canto ficam mais fracos: a voz e o ouvido. 5. ‘… temeres o que é alto e te espantares no caminho’ (ARA). A pessoa idosa tem medo de subir ladeiras e, mesmo no plano, a distância parece grande para o velho.  ‘… florescer  a amendoeira’. A amendoeira, no  Oriente, floresce quando as outras árvores não têm flor, e suas flores são alvas. A amendoeira  fica branca, quando as árvores são escuras com a folhagem verde. O velho com os cabelos brancos no meio dos jovens parece com a amendoeira. ‘… o gafanhoto for um peso’. O idoso, com a espinha curva, a cabeça alva, os braços e as pernas mais finas, joelhos arqueados e apófise aumentada, era comparado ao gafanhoto” (Joel Leitão de Melo).

As diferentes dimensões da existência humana

É impressionante como as figuras do versículo 6 captam a beleza e a fragilidade da estrutura humana: uma obra-prima de delicadeza trabalhada como qualquer obra de arte, mas tão frágil quanto uma peça de cerâmica e tão inútil no final quanto uma roda quebrada. A primeira metade deste versículo parece descrever um candelabro de ouro sus­penso por uma corrente de prata; bastará apenas que se quebre repentinamente um elo para que caia e se quebre. E se isto parece um qua­dro sutil demais para descrever nosso ser tão familiar, temos o equilí­brio da cena do poço abandonado: quadro eloquente da transitoriedade das coisas mais simples e mais básicas que fazemos. Haverá uma última vez para cada caminhada familiar, para cada tarefa rotineira. No versículo 7 há um lembrete da tragédia por trás desta sequên­cia, a escolha fatal que conduz à sentença: ‘Porque tu és pó e ao pó tomaras.’ Esta não é a única alusão que o escritor faz à queda do homem: já antes, em 7.29, ele havia colocado a culpa de nossa condição em seu devido lugar: ‘Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em mui­tas astúcias.’ E se, aos nossos ouvidos, há uma nota de esperança no final do versículo 7, e o espírito volte a Deus, que o deu, certamente estamos querendo ouvir mais do que ele pretendia. Ele já levantou an­tes a questão de uma vida após a morte, e recusou-se a dizer uma coisa dessas. O significado destas últimas palavras não precisam ir além do que diz o Salmo 104.29 a respeito dos homens e dos animais: ‘Se ocultas o teu rosto, eles se perturbam; se lhes cortas a respiração, morrem, e voltam ao seu pó.’ Em outras palavras, a vida não nos per­tence. O corpo reverterá ao seu próprio elemento; e o hálito da vida sempre pertenceu a Deus e a Deus cabe tomá-lo” (Derek Kidner).

Prestando conta de tudo

“Os versículos finais são uma recomendação do autor e um resumo de suas ideias. Alguns intérpretes concluem que eles foram adicionados por algum discípulo, mas uma hipótese como essa não é necessária. Não existe mudança alguma no vocabulário ou no estilo; e outros autores inspirados aprovaram este conselho, que eles próprios defenderam (cf. 1 Co 7.25). […] Deus é um Deus santo, e Ele está preocupado com a santidade ética dos homens. Ele vai trazer ajuízo toda obra (14) — até mesmo tudo o que está encoberto. Cada ato e cada pensamento do homem, tudo vai ser julgado tendo como base se foi bom ou mau. Qoheleth apresenta a busca pelo maior bem do homem. Como sempre, sua melhor resposta, baseada apenas neste mundo, é: viva da maneira mais confortável possível. Mas mesmo neste mundo a realização de objetivos dignos é melhor do que o mero conforto” (Comentário bíblico Beacon).

Obs.: Disponibilizei para download alguns comentários de Provérbios e Eclesiastes (clique aqui para baixar).

Lição 1 do 1.° trimestre de 2014 (aguarde).

BIBLIOGRAFIA. Chapman, Milo L. et alii. Comentário bíblico Beacon. Rio de Janeiro: 
CPAD, 2005, v. 3. * Kidner, Derek. A mensagem de Eclesiastes. Tradução de Yolanda 
Mirdsa Krievin. São Paulo: ABU, 1989 (Série A Bíblia Fala Hoje). * Kivitz, Ed René. 
O livro mais mal-humorado da Bíblia. São Paulo: Mundo Cristão, 2009. * Melo, Joel 
Leitão de. Eclesiastes: versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1999. * 
Radmacher, Earl D. et alii. O novo comentário bíblico: Antigo Testamento. Tradução 
de Bruno Destefani et alii. Reimpr. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2010. * 
Wiersbe, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Antigo Testamento. Tradução de 
Susana E. Klassen. 5. impr. Santo André: Geográfica, 2010, v. 3.
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