Lições Bíblicas: “As pragas divinas e as propostas ardilosas de Faraó”

Lição 3 — 1.° trimestre de 2014

As pragas estão no contexto deste estudo, mas a lição trata das tentativas do faraó de negociar com Moisés os termos da ordem divina. Ao abordar a questão, no primeiro ponto da primeira seção, não se estenda muito para não comprometer o o tempo que você deve dispensar ao assunto principal da lição.

As pragas enviadas e a primeira proposta de Faraó/ Faraó não desiste

“Faraó concedeu permissão para os is­raelitas oferecerem sacrifícios ao Senhor, mas não permitiu que saíssem da terra do Egito. Essa meia concessão, contudo, não funcionaria, pois os israelitas teriam de sacrificar animais adorados pelos egípcios, o que poderia causar tumulto. Em vista disso, Faraó cedeu um pouco mais e permitiu aos hebreus irem ao deserto, desde que não fossem muito longe. No entanto, isso também não era o bastante, pois Deus havia ordenado que viajassem uma distância de três dias. Tão logo o Egito se viu livre dos enxames, Faraó mudou de ideia e não deixou o povo sair” (William MacDonald).

“Sacrifícios animais não eram desconhecidos no Egito. Touros com certas marcas eram consagrados a Ápis, vacas a Ísis, carneiros a Amom e assim por diante, englobando quase todo tipo de animal próprio para sacrifício. Os persas ganharam deslealmente uma batalha contra os egípcios nos dias de Cambises recorrendo ao expediente de colocar uma ‘ barreira’ de animais sagrados à frente das tropas, de modo que os arqueiros egípcios se recusaram a atirar, tal como em nos­sos dias, desumanamente, soldados já usaram mulheres, crianças e pri­sioneiros de guerra como proteção. […] Faraó aparentemente concorda em deixá-los ir sacrificar no deserto, mas expressa dúvidas quanto à elástica expressão ‘caminho de três dias’. Já que, to­davia, ele não cumpre a promessa de libertar a Israel, a extensão do acordo é absolutamente irrelevante” (Alan Cole).

A proposta final de Faraó

Temos aqui a quarta transigência proposta pelo Faraó. […] Ela dizia: ‘Vão, mas deixem no Egito os seus bens’. Esses bens incluíam os meios para oferecer sacrifícios, os animais. O gado deixado para trás ajudaria os egípcios a se ressarcir dos prejuízos sofridos, especialmente dos efeitos das pragas quinta e sexta (morte do gado e grande saraivada). Esses juízos divinos, porém, não tinham por finalidade ser aliviados. O Faraó e sua gente estavam recebendo o que mereciam. Alguns estudiosos pensam que outro propósito do Faraó era forçar Israel a voltar voluntariamente ao Egito, visto que não poderiam ir muito longe (sendo em número de cerca de três milhões de pessoas), sem o sustento representado pelos animais. Se o povo de Israel tomasse a decisão de voltar, então o Faraó não poderia ser acusado, além do que, presumivelmente, não haveria mais pragas. As crianças dos israelitas também poderiam ir, algo que o Faraó não quis permitir, de acordo com sua terceira proposta de transigência [ver Êx 10.11]” (Russell N. Champlin).

“A última das pra­gas ‘naturais’ mostra o rei com a atitude mais conciliadora (v. 24), mas isso não é suficiente, e agora é tarde” (Robert P. Gordon, Comentário bíblico NVI).

Lição 4 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA. Bruce, F. F. (Org.). Comentário bíblico NVI: Antigo e Novo 
Testamentos. Tradução de Valdemar Kroker. Reimpr. São Paulo: Vida, 2009. * Champlin, 
Russell N. O Antigo Testamento interpretado: versículo por versículo. 2. ed. São 
Paulo: Hagnos, 2001, v. 1. * Cole, Alan. Êxodo: introdução e comentário. Tradução 
de Oswaldo Ramos. Tradução de Carlos Oswaldo Pinto. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 
1981 (Série Cultura Bíblica). * MacDonald, William. Comentário bíblico popular: 
Antigo Testamento. 2. ed. São Paulo: Mundo Cristão, 2011.
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