Um gay se matou: vamos parar o país?

É um tédio. Cada vez que se noticia a morte de um gay, pouco importa se atropelado por um caminhão ou baleado por um assaltante, lá estão os frufruzentos da “homofobia” tentando convencer o mundo de que se cometeu um crime contra um querubim ungido. E esta semana deparei com mais uma pérola da imensa coleção daquele deputado ativista cujo currículo se resume à participação no BBB. Tedioso, muito tedioso. Mas é saudável espinafrar de vez em quando essa canalha preconceituosa, a fim de que não monopolizem o discurso. Então vamos à pérola de que falei:

Em outros países, o brutal assassinato de um adolescente homossexual de 16 anos de idade seria uma notícia que comoveria a sociedade e nos chocaria a todos como poucas notícias nos chocam. […] Em outros países, seria manchete de capa de todos os jornais. A Presidenta falaria em cadeia nacional. O país inteiro reclamaria justiça. Os poderes públicos reagiriam de imediato.

Você não leu errado, saiu na revista Carta Capital. Para o intelectual homoesquerdista a morte de um gay justifica a paralisação de um país. O restante da matéria também não é melhor: purpurina ideológica, delírios estatísticos e, claro, fúria contra os religiosos (leia aqui depois de um bocejo).

O estopim do chilique foi a morte de Kaike dos Santos, que segundo a polícia cometeu suicídio jogando-se de uma ponte. A notícia também pode ser na Carta Capital, que, naturalmente, não dispensa a possibilidade de “homofobia”, seja da ponte, seja de supostos criminosos humanos. Nada até agora contradiz a hipótese de suicídio, mas na estranha lógica desses denodados ativistas não há relação entre assassinato e causa da morte. Se um gay morre de gripe, é outra vítima “do ódio irracional que os fundamentalistas promovem” (adivinhem quem escreveu isso!).

Ora, a morte de Kaike não deve ser mais lamentada que qualquer outra morte. Nem menos. Pessoas morrem todos os dias, e é sempre lamentável. Mas desde quando isso é motivo para puxar o freio de mão do país? Nem os amigos e parentes mais próximos do rapaz farão isso. Eles vão sofrer, como qualquer família que perde um ente querido, mas a verdade é que todos seguirão em frente. Falem com eles daqui a um mês.

E se a polícia constatar que o jovem foi assassinado? Já existem leis para punir os assassinos. Que sejam aplicadas (leis anti-homofobia são outro delírio, como já escrevi aqui).

Mas pensa que acabou? Tem ainda a sandice de uma ilustre ministra do governo, com nota oficial e tudo. Publico amanhã.

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