Algumas curiosidades sobre o livro de Êxodo

O assunto das Lições Bíblicas (CPAD) deste primeiro trimestre de 2014 é o livro de Êxodo. Seguem algumas informações interessantes para você se orientar ou repassar aos alunos, quando for o caso.

Cronologia do Êxodo. Nascimento de Moisés (c.1526 a.C.) ■ Nascimento de Moisés (ca.1526 a.C.) ■ As pragas; a Páscoa (c. 1446 a.C.) ■ O Êxodo (c. 1446 a.C.) ■ Peregrinação no deserto (c. 1446-1406 d.C.) ■ Os Dez Mandamentos (c. 1445 a.C.) ■ Redação do livro de Êxodo (c. 1440 a.C.) ■ Morte de Moisés; Josué se torna líder (c. 1406 a.C.) ■ Os israelitas entram em Canaã (c. 1406 a.C.)

Tirado das águas. A lenda de Sargão, descoberta nos arquivos assírios, narra o nascimento, ascensão e reinado de Sargão da Acádia, que estabeleceu seu império na Mesopotâmia por volta de 2300 a.C. A história apresenta várias semelhanças com a narrativa do nascimento de Moisés (Êx 2.1-10). A mãe de Sargão era uma alta sacerdotisa (reminiscente da linhagem levítica de Moisés). Após seu nascimento secreto, Sargão teria sido posto numa “cesta de juncos”, que fora “coberta de piche” e colocada num rio. “Aqqi, um tirador de água”, resgatou o bebê, adotou-o e o criou para ser fazendeiro. Certo dia, ele achou graça aos olhos da deusa Istar e foi coroado rei. Importante: esse conto ficcional foi encomendado por Sargão II (721-705 a.C.), portanto é bem posterior à narrativa bíblica.

O hieroglifo de Soleb. Não é certo se o faraó do êxodo já tinha ouvido falar de Yahweh ou se apenas o considerava um deus insignificante de um povo escravo. Mas uma das primeiras referências extrabíblicas a Yahweh foi descoberta num templo egípcio. O faraó Amenotepe III (c. 1390-1352 a.C.), construiu um templo em Soleb, na alta Núbia, e uma inscrição nesse templo fala da “terra dos shasu, (os de) Yhw”. O termo shasu refere-se ao povo beduíno do Levante (região da Síria e da área conhecida como Palestina). Os estudiosos concordam quase unanimemente em que “Yhw” é Yahweh, o Deus de Israel.

O bezerro de ouro. Alguns cultos religiosos do Egito (o de Ápis era o mais proeminente) adoravam o touro e o bezerro. Deificação da vida, o touro “sagrado” começou a ser reverenciado durante a I Dinastia e continuou por toda a longa história do Egito antigo. Os cultos ao touro do delta do Nilo, que coincidiam com a época e o lugar da estada dos israelitas no Egito, eram prestados a Hórus, o “deus do céu”. O bezerro de ouro foi a primeira incursão israelita pelo sincretismo, uma combinação de fé no único Deus verdadeiro com tradições pagãs. 

Urim e Tumim. O Urim e o Tumim eram provavelmente pequenos objetos de metal ou de pedra ou pedaços de madeira inscritos com símbolos, provavelmente as 22 letras do alfabeto hebraico. Talvez fossem lançados como sorte, de modo a se obter as respostas “sim” ou “não” da parte de Deus. Duas passagens, porém, sugerem um processo de eliminação por meio de diversas perguntas a Deus (1Sm 10.20-22; 2Sm 5.22-24).

(Adaptado da Bíblia de estudo arqueológica.)

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