A justa lei da selva

Estive em Angola no ano de 2004, e um amigo meu, o missionário Isaías Pereira dos Santos, levou-me para conhecer uma feira realizada em plena selva, embora não muito longe de Luanda.

Deparei com dezenas de barracas montadas entre as árvores, muitas delas aproveitando a própria galharia. Na seção de carnes, a menos recomendável, moscas disputavam o espaço com pedaços de animais, cujo estado de conservação variava do quase fresco ao apodrecido. Em corredores mais respiráveis estavam as frutas, condimentos, verduras e legumes. Em outras barracas, uma variedade de produtos artesanais, roupas nova  de produção local e usadas, mas em ótimo estado, provenientes dos Estados Unidos, e até aparelhos eletrônicos, CDs e DVDs.

Constatei que o lugar contava até com uma infraestrutura para atender a certas necessidades. Num ponto não muito distante das barracas, duas pequenas cabines de lona, praticamente coladas uma na outra, serviam de banheiro a um preço módico. Mas o sistema de cobrança é que era interessante.

Quando alguém solicitava o serviço, a pessoa responsável pelas cabines perguntava com ar muito sério:

— É o maior ou o menor?

E o usuário pagava conforme o que fosse produzir lá dentro.

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