Fiscal de santidade

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Esta quem me contou foi a minha sogra. Em tempos idos, no apogeu do legalismo assembleiano, o pastor de uma igreja de Santa Catarina convocou uma reunião com as moças a fim de comunicar a última decisão da liderança.

Segundo ele, não haveria mais condescendência com o pecado. Por isso, a moça que dali em diante rapasse as pernas iria enfrentar a fúria do tribunal eclesiástico local.

Um dos obreiros, cheio de zelo pela “doutrina”, avisou as jovens:

— Em todos os cultos, estarei na porta da igreja e vou passar a mão na perna de cada moça para saber quem anda desobedecendo.

Depois de dispensadas, as moças que participaram da reunião reuniram-se elas próprias e combinaram uma coisa: se aquele obreiro cumprisse a ameaça, na hora em que se abaixasse para a santa inspeção iria levar um belo chute na cara. E ficaram aguardando.

Mas nem tiveram tempo de colocar o plano em prática. Dias depois, aquele obreiro foi excluído.

Descobriram que ele estava em adultério.

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