Lições Bíblicas: “Um lugar de adoração a Deus no deserto”

Lição 9 — 1.° trimestre de 2014

“O desejo de Deus de estar presente no meio de seu povo está revelado na construção e nos regulamentos que dizem respeito ao tabernáculo e à adoração (25.1—40.38). Êxodo enfatiza a santidade de Deus e, por extensão, a santidade do tabernáculo (40.9)” (Bíblia de estudo arqueológica).

As instruções para a construção do Tabernáculo

O Tabernáculo, santuário portátil que foi o centro do culto israelita até a construção do templo de Salomão, é conhecido por vários termos na Escritura. Cada um de seus nomes lança luz sobre um aspecto de sua função: 1) Ele era comumente conhecido como “santuário” (algumas traduções trazem “habitação”) porque Deus havia escolhido viver ali entre seu povo (Êx 25.8). 2) Deus mantinha audiências com o seu povo na “tenda da congregação” ou “Tenda do Encontro” para aceitar os sacrifícios e perdoar pecados deles (28.43). 3) Como “tabernáculo do Testemunho” ou “tabernáculo da aliança”, ele abrigava as tábuas da aliança firmada entre Deus e seu povo (38.21). (Adaptado da Bíblia de estudo arqueológica.)

O pátio do Tabernáculo

O pátio (átrio). “Quando um adorador ia ao tabernáculo para oferecer um sacrifício, a primeira coisa com a qual se deparava era uma série de cortinas de linho, com aproximadamente cinqüenta metros de comprimento e vinte e cinco de largura, que cercava o tabernáculo e criava um átrio onde os sacerdotes minis­travam. O tabernáculo, em si, ficava na ex­tremidade oeste desse átrio, e a leste havia uma entrada de 10 metros de largura para essa área cercada. No átrio, os sacerdotes se encontravam com as pessoas que iam oferecer sacrifícios e examinavam cada ani­mal cuidadosamente, para certificar-se de que eram aceitáveis” (Warren W. Wiersbe).

O altar dos holocaustos (ou de bronze). “Dois altares foram especificados [no Tabernáculo]. Um deles, que ficava na parte oriental do pátio, era de ‘metal’, provavelmente bronze, que cobria o de madeira de acácia (Êx 27.1-8; 38.1-7). […] A localização dos dois altares é significativa. O altar das ofertas queimadas ficava na parte oriental do pátio e, assim, seria o primeiro objeto a ser visto por quem se aproximasse do Tabernáculo, simbolizando a verdade que o sangue derramado proporciona o acesso e o perdão para o rebelde, uma verdade espiritualizada e consumada no NT (Hb 9.9,22). O altar do incenso era colocado diante do véu que separava o Santo dos Santos (Ex 30.6; 40.5). Por isso era chamado de ‘altar diante do Senhor’ (Lv 16.12)” (Enciclopédia da Bíblia: cultura cristã).

A pia (bacia) de bronze. “A interpretação de cenário em João 13 parece ser a explicação da bacia de bronze; e, tendo como base o comentário de nosso Senhor sobre seu próprio ato de lavar os pés dos discípulos, vemos que ambos tipificavam sua provisão para manter a comunhão com o seu povo. A bacia de bronze falava da preparação para o serviço e o culto no Lugar Santo. Os sacerdotes já tinham se lavado, e não precisavam lavar as mãos e os pés. Os discípulos estavam limpos, pois tinham tomado banho, mas não podiam ter comunhão com seu Senhor sem lavarem os seus pés. Não existe nesses dois incidentes uma sugestão de uma aliança diferente? — pois suas mãos não foram lavadas em João 13. Na Lei, fala-se muito naquilo que devemos fazer; ao passo que, segundo a graça, tudo foi feito em nosso favor; e se andarmos corretamente, a nossa obra será aceita” (Ada Habershon).

O lugar da habitação de Deus

“Estas eram as três peças essenciais do mobiliário no centro da vida nacional e religiosa [de Israel]. Em primeiro lugar,  um local de encontro com Deus [a arca] sobre a base da propiciação. Em segundo lugar, uma mesa para a comunhão entre Deus e seu povo. Em terceiro lugar, um candelabro que indicava a missão para a qual foram chamados” (G. Campbell Morgan).

Leia também: Algumas curiosidades sobre o livro de Êxodo.

Lição 10 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA. Bíblia. Português. Bíblia de estudo arqueológica. Nova versão 
internacional. Tradução de Claiton André Kunz, Eliseu Manoel dos Santos e Marcelo 
Smargiasse (notas e artigos). São Paulo: Vida, 2013. * Habershon, Ada. Manual de 
tipologia bíblica. Tradução de Gordon Chown. São Paulo: Vida, 2003. * Morgan, G. 
Campbell. An Exposition of the Whole Bible. Westwood: Fleming H. Revell Company, 
1954. * Tenney, Merrill C. (Org.). Enciclopédia da Bíblia: cultura cristã. Tradução
da Equipe de colaboradores da Cultura Cristã. São Paulo: Cultura Cristã, 2008, v. 
3. * Wiersbe, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Antigo Testamento. Tradução 
de Susana E. Klassen. 5. impr. Santo André: Geográfica, 2010, v. 1.
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