Lições Bíblicas: “Dons de elocução”

Lição 5 — 2.° trimestre de 2014

“No seio da igreja cristã, Deus comunica-se com seus servos, através da leitura da Bíblia; através de seus mensageiros, pregadores, ensinadores e líderes, visando sua edificação. De modo sobrenatural, o Senhor usa pessoas, com os dons especiais de expressão verbal, ou de elocução, para transmitir sua vontade, orienta­ções, exortações e direção divina”  (Elinaldo Renovato de Lima).

No início da aula, convém passar aos alunos o significado de elocução: “modo de expressar-se, oralmente ou na escrita; parte da retórica que trata da seleção e disposição das palavras e frases”. Retórica é “a arte da eloquência, a arte de bem argumentar; arte da palavra” (Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa).

Dom de profecia (1Co 12.10)

“Podemos definir profecia como a mensagem inspirada pelo Espírito Santo que o profeta entrega à igreja com o propósito de ‘edificação, exortação e consolação’ (1Co14.3; cf. At 15.32). […] Paulo nos incentiva a julgar as profecias (1Co 14.29). Isso porque o profeta, ao entregar a mensagem, pode acrescentar coisas por conta própria ou até distorcer o que o Espírito Santo o inspirou a falar. Além disso, a profecia pode ser falsa — inteiramente criada na mente humana ou originada por espíritos malignos (Jr 23.16; 1Rs 22.19-22)” (Ensinai: Curso de Teologia Ministerial, Teologia sistemática 2). 

Um exemplo de mau uso do dom de profecia: O dia em que Deus mentiu.

Sobre os propósitos da profecia: “Edificar significa construir algo firme e útil. É intenção do Senhor Jesus Cristo construir sua igreja […]. Exortar […] significa ‘chamar alguém de lado’ com a finalidade de confortar, inspirar, defender e guiar. Não se refere à exortação que admoesta com ameaças, já que desse verbo grego mencionado origina-se a palavra paráclito, título conferido ao Espírito Santo, que consola e intercede pelo povo de Deus […]. Consolar significa oferecer alegria e paz. Quando a Bíblia nos ensina que a consolação é para todo o corpo de Cristo, aprendemos que, ao receber o amor de Deus, também recebemos ordens e capacitação para amar ao próximo com esse mesmo amor [1Co 14.31]” (Gordon Chown).

Variedade de línguas (1Co 12.10)

Variedade de línguas é um dom, ou manifestação, particular do Espírito Santo: ‘… a outro, variedade de línguas’. Como acontece com os outros dons espirituais, ele é uma distribuição que o Espírito realiza ‘individualmente, […], como quer’ (1Co 12.11). Portanto, não se trata de um dom que todos têm. Mais adiante, Paulo destaca isso numa pergunta retórica: ‘Falam todos em línguas?’ (v. 30). A resposta inferida é ‘não’: ‘Nem todos falam em línguas, falam?’. A soberania do Espírito Santo manifesta-se em línguas por meio de um indivíduo: é um dom ou manifestação particular do Espírito Santo. A expressão ‘variedade de línguas’ sugere uma variedade e multiplicidade. O duplo plural é semelhante ao dos dons de curas, operações de milagres e discernimentos de espíritos. Embora a pessoa seja uma só, ela fala vários tipos de línguas na comunidade. Isso em si mesmo é um fenômeno extraordinário, pois a maioria das pessoas que fala em línguas utiliza apenas uma língua em sua comunicação normal. Já pelo Espírito Santo, a uma pessoa é permitida não somente falar uma língua nova, mas uma variedade de línguas. O conteúdo das línguas em diferentes ocasiões divide-se ao menos em três possibilidades: louvor a Deus, expressar seus mistérios e oferecer súplicas. Eis, portanto, uma diversisficação nas manifestações em línguas (logo, ‘variedade de línguas’) que, quando oferecidas na comunidade de crentes, muito edificam. (Adaptado de J. Rodman Williams)

Interpretação de línguas (1Co 12.10)

“O propósito do dom de interpretação é tornar inteligíveis as expressões do êxtase inspiradas pelo Espírito que se pronunciaram em uma língua desconhecida da grande maioria presente, repetindo-se claramente na língua comum, do povo congregado. É uma operação puramente espiritual. O mesmo Espírito que inspirou o falar em outras línguas, pelo qual as palavras pronunciadas procedem do espírito e não do intelecto, pode inspirar também a sua interpretação. A interpretação é, portanto, inspirada, extática e espontânea. Assim como o falar em língua não é concebido na mente, da mesma maneira, a interpretação emana do espírito antes que do intelecto do homem. Nota-se que as línguas em conjunto com a interpretação tomam o mesmo valor de profecia [1Co 14.5]. Por que, então, não nos contentarmos com a profecia? Porque as línguas são um “sinal” para os incrédulos [1Co 14.22]” (Donald Gee, citado por Myer Pearlman).

Leia também: A dinâmica dos dons espirituais.

Lição 6 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA. Chown, Gordon. Os dons do Espírito Santo. São Paulo: Vida, 2002. * 
Ensinai: Curso de Teologia Ministerial. Teologia sistemática 2. Coordenação 
editorial de Judson Canto. 2. ed. Curitiba: AEIEADC, 2008. * Lima, Elinaldo 
Renovato de. Dons espirituais e ministeriais. Rio de  Janeiro: CPAD, 2014. * 
Pearlman, Myer. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. Tradução de Lawrence Olson. 
São Paulo: Vida, 2006. * Williams, J. Rodman. Teologia sistemática: uma 
perspectiva pentecostal. Tradução de Sueli Saraiva e Lucy Yamakami. São Paulo: 
Vida, 2011.
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2 comentários em “Lições Bíblicas: “Dons de elocução”

  1. eU ACREDITO QUE DEUS AVISA QUANDO O CASAMENTO NÃO É DA SUA VONTADE PQ ISSO ACONTECEU COMIGO, EU NÃO DEI CRÉDITO E ME DEI MUITO MAL, SÓ SOFRIMENTO, NÃO VALE A PENA DESOBEDECER.

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  2. Judson,

    Sobre a profecia, na revista ele não trata sobre profecia com relação a casamento, no livro do trimestre ele cita um exemplo aconselhando a ter cuidado. Lembro que já li em algum lugar sobre uma profecia entregue a Gunnar Vingren que ele se casaria com uma jovem chamada Frida, entregue por um irmão chamado Adolfo Uldin. Sei que no caso do livro quem entregava a profecia era a eleita para ser a esposa, de alguém que já era noivo, no caso de Gunnar um irmão entregou a profecia dizendo o nome da futura esposa. A pergunta que fica é: são realmente coisas distintas ou os dois casos ficam naquela do não existe profecia para casamento tão falada em algumas igrejas?

    Fica na Paz do Senhor Jesus.

    Fábio, ainda vou escrever sobre esse assunto, mas creio que Deus é soberano e pode nos dar orientações sobre qualquer assunto: casamento, emprego, e assim por diante. Importa que a profecia seja verdadeira (a profecia entregue a Gunnar Vingren foi verdadeira, não vejo como um caso distinto). Com relação ao tema do casamento, infelizmente, o histórico não é bom, daí a razão do ceticismo de muita gente. E a prática de buscar conselho com os profetas, como uma consulta a um vidente, é desaconselhável a meu ver. De qualquer forma, temos a recomendação bíblica de julgar/ analisar todas as profecias.

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