Lições Bíblicas: “O ministério de apóstolo”

Lição 6 — 2.° trimestre de 2014

“O mesmo que levou cativos os poderes também concedeu dons à sua igreja: ‘os apóstolos, os profetas, os evangelistas, os pastores e mestres’. Diferentemente [de Ef 4.7], onde se falava da distribuição de dons individuais para todos os membros da igreja, Paulo aqui designa determinadas pessoas como dom de Cristo. Em vista da proximidade do presente trecho com Ef 1.20-23 é preciso chamar atenção para o fato de que em Ef 1.22 o Cristo exaltado foi ‘concedido’ como cabeça sobre a igreja toda. Logo Cristo é a ‘dádiva principal’ para sua igreja, no seio da qual ele próprio ‘concede’ determinadas pessoas” (Eberhard Hahn).

“Esse termo significa ‘alguém que foi enviado com uma comissão’. Jesus tinha muitos discípulos, mas escolheu doze apóstolos (M t 10:1-4). Um discípulo é um ‘seguidor’ ou ‘aprendiz’, mas um após­tolo é um ‘representante nomeado por Deus'”  (Warren W. Wiersbe).

O colégio apostólico

Os Doze como Apóstolos. Nos evangelhos, estes homens são mais frequentemente chamados de discípulos, porque sua principal função durante o ministério de Cristo era estar com Ele e aprender dEle. Mas também são chamados apóstolos porque Jesus lhes transmitiu Sua autoridade para pregarem e expulsarem demônios (Mc 3.14-15; 6.30). Simplesmente porque esta atividade foi limitada enquanto Jesus estava com eles, o termo ‘apóstolo’ raramente é usado. Depois do Pentecoste, esta situação foi alterada. O número doze relembra as doze tribos de Israel, mas a base da liderança já não é tribal, mas pessoal e espiritual. Segundo parece, o grupo dos apóstolos era considerado fixo quanto ao seu número, porque Jesus falava de doze tronos na era vindoura (Mt 19.28; cf. Ap 21.14). Judas foi substituído por Matias (At 1), mas depois disso nenhum esforço foi feito para selecionar homens para suceder àqueles que foram levados pela morte (At 12.2)” (E. F. Harrison).

O apóstolo Paulo

“Paulo não poderia ser contado com os Doze, porque não preenchia as condições requeridas. Porém, ele havia sido uma testemunha da Ressurreição (At 26.14-18; ICo 9.1; 15.8), e a maneira como ele descreve a forma em que Cristo lhe apa­receu sugere que ele teve uma experiência objetiva única, que realmente pertencia ao período anterior à Ascensão” (Enciclopédia da Bíblia: cultura cristã).

Apostolicidade atual

“Lucas tende a restringir esse título aos Doze (exceto em At 14.4,14), como companheiros do Senhor e testemunhas de sua ressurreição (At 1.21,22; 10.40-42), mas Paulo enfatiza o seu papel como pioneiros plantadores de igrejas, cujas credenciais são justamente as congregações que fundaram (IC o 9.2). Em sentido mais amplo, [havia] obreiros ou representantes de congregações, chamados, no original grego, ‘apóstolos das igrejas’ (2Co 8.23; Fp 2.25)” (Novo dicionário de teologia).

“De certa forma os apóstolos estavam destinados a desaparecer, porque apesar de sua longevidade, aqueles que tinham visto Jesus e eram de fato testemunhas da ressurreição, alguma vez teriam que deixar este mundo. Mas em outro sentido — e com um significado ainda maior — as condições subsistem: aquele que tenha que ensinar a Cristo deverá conhecê-lo; aquele que tenha que levar o poder de Cristo a outros deverá ter experimentado o poder do Cristo ressuscitado” (William Barclay)

Sobre o assunto da sucessão apostólica, leia o artigo: A sucessão apostólica não surgiu para confirmar o papado.

Leia também: A dinâmica dos dons espirituais.

Lição 7 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA. Barclay, William. Comentário do Novo Testamento: Efésios. Tradução 
de Carlos Biagini. * Ferguson, Sinclair B. et alii (Org.). Novo dicionário de 
teologia. São Paulo: Hagnos, 2011. * Hahn, Eberhard. Carta aos Efésios. Tradução 
de Werner Fuchs. Curitiba: Esperança, 2006 (Comentário Esperança). * Harrison, E. 
F. Apóstolo, apostolado. In: Elwell, Walter A. (Org.). Enciclopédia histórico-
teológica da igreja cristã. Tradução de Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 1988, 
v. 1. * Tenney, Merrill C. (Org.). Enciclopédia da Bíblia: cultura cristã. 
Tradução da Equipe de colaboradores da Cultura Cristã. São Paulo: Cultura Cristã, 
2008, v. 3. * Wiersbe, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo Testamento. 
Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica, 2007, v. 2.
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