Uma incrível história de (in)tolerância

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Do livro A intolerância da tolerância, de  D. A. Carson, extraí este  caso que mostra a impossibilidade de um mundo politicamente “correto” e a imbecilidade de afagar os “ofendidos” de plantão:

O número crescente de muçulmanos na Inglaterra incitou uma sutil (e, às vezes, não tão sutil) expulsão de porcos e suas histórias. Em algumas esco­las, a história dos três porquinhos foi proibida, já que crianças muçulmanas poderiam se ofender com histórias sobre animais impuros. Essa tendência alcançou o ápice da insensatez quando a Câmara de Vereadores de Dudley, Worcestershire (West Midlands), proibiu todas as imagens ou representações de porcos do departamento de subsídios, alegando que muçulmanos que desejam solicitar subsídios poderiam se ofender. Calendários com porcos, porquinhos de porcelana e até mesmo aliviadores de estresse em forma de suíno (você aperta o material esponjoso com a mão para aliviar o estresse), inclusive uma caixa de lenços ilustrada com o Ursinho Puff e o Leitão, foram descartados – tudo isso em uma região do país que, tradicionalmente, tem uma grande criação de suínos. Quando lhe perguntaram por que os porcos tinham que ser banidos, Mahbubur Rahman, vereador muçulmano de West Midlands, explicou: “É uma questão de tolerância às crenças das pessoas”. Que ambiguidade impressionante! E a tolerância àqueles que pensam de modo diferente em relação aos porcos? Em nome da tolerância às crenças dos muçulmanos, a intolerância é imposta. Nesse exemplo, conforme um canal da mídia colocou, nos lábios de Mahbubur Rahman e nas decisões da Câmara de Vereadores de Dudley, a “tolerância” confundiu-se com “supremacia islâ­mica”. Ninguém deveria questionar o direito dos muçulmanos de expressar sua aversão a porcos e suas representações; o problema, no entanto, é o Sr. Rahman achar que se livrar de porcos e suas representações é uma obrigação moral que sustenta a virtude da tolerância, sem sentir a menor obrigação de sustentar a virtude da tolerância e permitir que aqueles que gostam de porcos e suas representações os mantenham. Multiplique esse tipo de conflito umas cem vezes e adicione um número pequeno, porém significativo, de imames jehadistas vociferadores e entenderá por que o primeiro-ministro Cameron está, no mínimo, levantando certas questões sobre a necessidade de uma revisão da política de imigração britânica, a fim de preservar uma cultura fundamentalmente tolerante [no sentido correto, não “correto”].

Este blog também já citou outro belo exemplo da tolerância britânica: Uma geração de mariquinhas.

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