Melhor ser verdadeiro do que ser popular

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De Warren W. Wiersbe, em seu livro A crise de integridade (Vida, 1989), algo para refletir sobre o evangelho personalista de nossos dias:

João Batista não fazia concessões, não era uma celebridade, nem procurava agradar à multidão. O falso profeta pergunta: “A minha mensagem é popular?” enquanto o profeta de Deus indaga: “A minha mensagem é verdadeira?” Não se pode agradar às multidões, então por que tentar? Um dia pensam de um jeito, no outro dia pensam de outro! Uma semana queixam-se de que o pregador fica muito no seu gabinete, na semana seguinte censuram-no por fazer visitas demais! O pregador que procura agradar à multidão esqueceu-se das palavras de Thomas à Kempis: “A glória de homens dignos está em sua consciência e não na boca de homens.”

Nos dias de hoje muitos ministérios são governados pela popularidade e não pela integridade, pelas estatísticas e não pelas Escrituras. Depois do alvoroço inicial, é duvidoso que o ministério de João Batista tivesse conservado o interesse da moderna audiência religiosa. Ele era muito pessoal, não procurava a cobertura da imprensa nem o resultado de ibope. Sua única preocupação era: “Convém que ele (Cristo) cresça e que eu diminua” [Jo 3.30].

É provável que o cristão médio não compreenda a importância que a popularidade tem para o ministério nos dias de hoje. Quando me tornei o pastor principal da Igreja Moody, editores e diretores de concílios começaram a me importunar e a me “cortejar” querendo que eu escrevesse livros ou falasse em suas reuniões. Não me deixei enganar por toda essa atenção. Sabia que o meu nome e a minha capacidade eram de somenos importância; o fato de eu estar na Igreja Moody era a coisa mais importante. O nome da igreja ajudaria a atrair multidões e vender livros.

Certo pastor telefonou convidando-me para dar, na sua igreja, uma série de mensagens sobre a adoração. Não me foi possível aceitar o convite porque minha agenda estava cheia, mas dei-lhe o nome de um talentoso amigo que dirigia um maravilhoso seminário sobre adoração e lhe seria de grande auxílio.

— Nunca ouvi falar nele! — disse o pastor.

— E daí? — respondi. — Até esta noite eu não tinha ouvido falar no senhor! Procura um orador ou uma celebridade?

Meu amigo jamais recebeu o convite e, com franqueza, nem se importou. Seja como for, é um paradoxo um pastor querer alguém com um “nome importante” para ensinar o povo a adorar a Deus.

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