Lições Bíblicas: “O ministério de pastor”

Lição 9 — 2.° trimestre de 2014

Ao ministrar esta aula, você deve ter em mente o conceito bíblico de pastor. Na Assembleia de Deus, estamos acostumados com pessoas que detêm o título de pastor de forma permanente. Existem pastores que nunca pastorearam uma igreja. Outros abandonam o pastorado para se dedicar a outras atividades, como a política, por exemplo, mas também não abdicam do título — por isso vemos o candidato Pastor Fulano: o título acaba quase virando um nome. Deus concedeu à igreja pessoas vocacionadas para pastorear, mas para ela só importa o pastor que pastoreia. Se a pessoa tem o verdadeiro dom de pastor e não pastoreia, para a igreja ele não é pastor, é alguém que deixou de ser ou se recusa a ser pastor.

Nos tempos do Novo Testamento, ninguém era chamado “pastor Paulo” ou “pastor Timóteo”. Eles eram chamados pelo nome e então era mencionado (ou não) o dom legítimo que exerciam na igreja, fosse ele pastor, apóstolo ou mestre. Observe como Paulo se apresentava: “Paulo, apóstolo…” (2Co 1.1; leia também 1Co 9.5; 1Pe 1.1). Você não encontra na Bíblia expressões com “apóstolo Paulo” ou “pastor Timóteo”, como designação adotada pela igreja. O tratamento costumeiro era “irmão”, a despeito do ministério que a pessoa exercesse (leia At 15.23; 1Ts 3.2; 2Pe 3.15). Na igreja do Novo Testamento, o dom ministerial nunca funcionava como título ou promoção.

Mas não esqueça que o autor da lição aborda o assunto do ponto de vista denominacional e, portanto, em parte distanciado do conceito bíblico. Você observa isso principalmente na seção III (“O ministério pastoral”), onde prevalece a ideia do pastor-administrador (e também no quadro da p. 64 da lição do professor). Por isso, cuide para não ferir suscetibilidades, principalmente ao explicar essa seção.

Jesus, o Sumo Pastor

“Jesus é o grande Pastor das ovelhas, que exerce seu ministério pastoral de modo único (cf. 1Pe 5.4). Ele enfrentou por nós a morte. Deus o ressuscitou por nós. ‘(Ele) foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação’ (Rm 4.25). Através de sua paixão e morte, com o seu sangue, Jesus fundamentou a aliança eterna, que nos assegura a inalterável comunhão com Deus. O Deus da paz nos presenteou com a sua paz na reconciliação e redenção. Jesus consumou a obra redentora por nós na cruz. Agora o Senhor exaltado também está aperfeiçoando a sua obra de salvação em nós. O que o apóstolo descortinou aos olhos da igreja como caminho da fé e da santificação (Hb 11–13), Cristo efetua pessoalmente nos fiéis por intermédio de seu Espírito Santo” (Fritz Laubach, sobre Hb 13.20) .

As características do verdadeiro pastor

“O líder cristão deve ser irrepreensível (anepileptos). A palavra anepileptos utiliza-se para referir-se a uma posição que não está exposta ao ataque, a uma vida que não está exposta à censura, a uma arte ou técnica que é tão perfeita que não se pode encontrar falhas, a um acordo que é inexpugnável e inviolável. O dirigente cristão deve ser um homem que não só esteja livre destas faltas que podem ser atacadas com acusações definidas, deve ser um homem de qualidades tão excelentes que esteja fora de toda critica. Os gregos definiam o significado da palavra como ‘não proporcionando o que um adversário possa aferrar-se'” (William Barclay, sobre 1Tm 3.1-7).

O ministério pastoral

Vale aqui o que foi dito na introdução a esta postagem. Sobre a questão do ensino da palavra, leia o artigo: Mestre também é dom.

Lição 10 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA. Barclay, William. Comentário do Novo Testamento: 1 Timóteo. Tradução 
de Carlos Biagini. * Laubach, Fritz. Carta aos Hebreus. Tradução de Werner Fuchs. 
Curitiba: Esperança, 2000 (Comentário Esperança).
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4 comentários em “Lições Bíblicas: “O ministério de pastor”

  1. O título “Pastor” hoje é status, promoção e carreira. A própria Assembleia de Deus onde ainda congrego não leva a sério esse ministério, mas as conveniências. Hoje, apenas os filhos de pastores assumem este ofício com raras exceções. Há 5 anos na minha cidade que o vice-presidente da igreja é o próprio filho do pastor que também cuida da área financeira.

    Os crentes só recebem a visita destes, quando por alguma razão param de dar o dízimo.

    Oremos como Jesus ordenou para que Ele envie obreiros (de verdade) para a sua seara.

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  2. jamais faria parte de uma igreja onde o pastor exercesse função politica,pois considero o ministério um chamado de Deus, uma função sagrada.

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