Um culto mais que bom

***

Na primeira metade da década de 1980, trabalhei no Bradesco, Agência Tupy. Numa daquelas manhãs, estava indo a pé para o trabalho e encontrei na rua o meu amigo Estanislau, jaguarunense como eu, que também havia migrado para Joinville em busca de melhores oportunidades na vida profissional. Íamos na mesma direção, por isso não foi preciso interromper a caminhada.

Durante a conversa, ele me informou que havia participado do culto na minha congregação no domingo à noite. Eu não estava naquele culto, provavelmente por estar em outra congregação com o nosso conjunto vocal, porque eu só faltava às reuniões nos Espinheiros se estivesse em outra igreja. Ou doente, mas não era o caso.

E, como na época eu era um pequeno repositório da cultura e das manias assembleianas, não pude deixar de perguntar:

— O culto estava bom?

A resposta dele conseguiu deixar a minha alma sensível alegre e estarrecida ao mesmo tempo:

— Tava bom pra c…! P…!

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