Sangue bom

***

Jaguaruna era cidadezinha de um médico só, e durante muito tempo o único desses profissionais que atendia no hospital era o doutor Francisco — nunca soube o sobrenome dele. Outra motivo de eu me lembrar dele era a sua amizade com o meu pai, em razão da afinidade que ambos tinham pelo copo.

Certa ocasião, por uma emergência qualquer no hospital, o doutor Francisco convocou o meu pai para doar sangue.

— Tudo bem! — concordou o meu pai. — Mas já aviso que a metade é álcool.

O doutor Francisco nem pestanejou:

— Assim que é bom. Já vem esterilizado.

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3 comentários em “Sangue bom

  1. A uma frase do Judson, que nunca mais esqueci numa gincana nesta época!
    (A Princesa Isabel libertou os escravos, mas botou onde, ou melhor como indenizou) Assim tivemos o conhecimento um ao outro…

    Valeu a lembrança, Toninho.

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  2. Ainda bem, teu pai trabalhava com um caminhão 11 11 ;
    a óleo…
    Não tinha convertido ainda,kkk

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