Cada um no seu lugar

Na congregação de Riacho dos Francisco, em Jaguaruna, havia um irmã que sempre sentava no mesmo lugar. Ao que parece, ela um pouco geniosa, e ninguém se atrevia a ocupar aquele pedaço de banco, mesmo quando ela se atrasava para o culto.

Certa vez, uma pessoa que não pertencia àquela igreja acomodou-se justamente no lugar cativo da nossa irmã. Quando ela chegou, o culto já adiantado, armou-se o rebu. Inconformada, queria a todo custo expulsar a visitante do seu precioso espaço.

O irmão Adalberto Cardoso, que pastoreava Jaguaruna, dirigia o culto na ocasião e insistiu em que a possessiva ovelha ocupasse outro lugar. Por fim, conseguiu fazer com que ela, muito contrariada, deixasse a visitante em paz.

Mas os ânimos ainda estavam exaltados, e uma amiga daquela irmã achou que era hora de acionar os oráculos divinos e resolveu entregar uma “profecia”. Dirigindo-se ao irmão Adalberto, ela o questionou num tom solene e autoritário:

— Meu servo, por que tiraste o lugar da minha serva?

E o dirigente do culto,que já havia esgotado todo o seu estoque de paciência, gritou lá do púlpito:

— Cala-te aí, Satanás!

História contada pelo próprio pastor Adalberto poucos dias depois do ocorrido, 
numa das costumeiras visitas que fazia à nossa casa.
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