Os nove conceitos das bem-aventuranças

Adaptado do artigo: Lições Bíblicas: “A prosperidade dos bem-aventurados”. Ainda em recesso criativo, reproduzo os conceitos expressos nas bem-aventuranças. Talvez sirva de esboço para a pregação de alguém.

Os pobres de espírito. Essa bem-aventurança indica a atitude de nos esvaziarmos de toda arrogância, de todo conhecimento ou sofisticação que pensamos possuir, para então, conscientes da nossa pequenez, nos aproximarmos de Deus e assim sermos dignos de ingressar no Reino.

Os que choram. A bem-aventurança do choro constitui uma antinomia (dois fatos contraditórios, porém igualmente verdadeiros): a felicidade convive com a tristeza. O crente chora pela própria condição espiritual e pela situação do mundo. Ele lamenta os próprios erros e se comove com os perdidos. Ao mesmo tempo, a sua espiritualidade resulta em alegria, o segundo elemento do fruto do Espírito (Gl 5.22). O próprio mundo foi criado num clima de imensa alegria (Jó 38.4-7), e hoje ansiamos por restaurá-la (Rm 8.19-23).

Os mansos. Segundo o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, manso é aquele “de gênio afável, sossegado, bom; dócil, pacato”. Os adágios populares reconhecem o poder da mansidão (leia aqui). Quem não é manso tem um arsenal: granada, porrete, palavras ofensivas; o manso tem a despensa cheia de milho. E, embora para muitos pareça sinônimo de covardia, a mansidão na verdade exige coragem. Cristo foi exemplo dessa mansidão corajosa (Is 53.7). O manso é um valente de Deus, por isso ele conquistará a terra (Sl 37.10,11).

Os que têm fome e sede de justiça. A justiça é o “caráter, qualidade do que está em conformidade com o que é direito, com o que é justo; maneira pessoal de perceber, avaliar aquilo que é direito, que é justo”. Deus também é justo (Sl 145.17). O cristão deve ser justo e pensar no que é justo (Fp 4.8). A justiça é a base do justo (Pv 12.3). O crente sabe que este mundo é injusto, mas sabe também que a justiça será o estado final das coisas (Jr 23.6) — nesse dia, ele será “farto”.

Os misericordiosos. Diz o ditado que ninguém é enforcado quando o carrasco esconde a corda. Isso porque “a misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tg 2.13). Essa poderosa bem-aventurança guarda certa relação com a Regra Áurea (Mt 7.12) e é exercida em nosso relacionamento com Deus (Lm 3.22; Os 6.6), com o próximo (Mt 18.21-35) e com nós mesmos (Ec 7.16).

Os limpos (ou puros) de coração. Puro de coração não é o crente ingênuo, e sim o cristão maduro que percebe as armadilhas satânicas. Devemos praticar o bem não por desconhecer o mal, mas por optar pela melhor atitude. A maior vitória é você ter chance de fazer o mal e conscientemente virar-lhe as costas, sabendo que é a opção mais sábia e do agrado de Deus.

Os pacificadores. A paz é um objetivo do cidadão do Reino. O evangelho trabalha para a paz. Jesus veio “guiar nossos pés no caminho da paz” (Lc 1.79). Convivemos o tempo todo com a possibilidade de conflito: na família, no trabalho, na igreja. A própria pregação do evangelho, que é de paz, pressupõe o conflito, porque denuncia o pecado do mundo (Mt 10.34). Nos últimos tempos, vemos grupos cada vez mais agressivos em sua propaganda anticristã. Os cristãos precisam responder, mas sem o ânimo pacificador corremos o risco de ter uma simples guerra, para prejuízo do Reino de Deus.

Os perseguidos por causa da justiça. O cristão que desenvolve a virtude conforme os padrões do Reino de Deus é um corpo estranho no sistema do mundo. São água e óleo no mesmo recipiente. A convicção cristã não está necessariamente envolvida nesse caso, apenas a atitude correta. E, quando alguém se porta de maneira íntegra num ambiente corrompido, acaba provocando uma reação contrária. Crentes são demitidos, por exemplo, por não concordarem com alguma política desonesta da empresa. É o preço de ser justo num mundo injusto.

Os perseguidos por causa de Jesus. Em Atos 4.1-22, temos um exemplo de perseguição motivada apenas por causa do nome de Jesus. Nenhuma questão de “justiça” estava envolvida, como no caso anterior, apenas a pregação. Se a nossa virtude não incomodar ninguém, o nome de Cristo com certeza irá fazer algum lobo levantar as orelhas. Quem age com justiça e traz o nome de Cristo é um eterno candidato à perseguição, de alguma forma.

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Um comentário em “Os nove conceitos das bem-aventuranças

  1. As vezes me pergunto porque Gálatas 5;22 não foi escrito antes da bem- aventuranças ..É o resumo, por pequenas palavras.
    Como se um pai com uma laranja reparti com nove filhos.para que cada um faça o seu suco especial:
    Jesus disse Pedro,Tiago, João vamos comigo pro monte.
    E vós os nove distribuem o que ganharam no monte;(TONINHO)

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