Lições Bíblicas: “Daniel, nosso ‘contemporâneo’”

Lição 1 — 4.° trimestre de 2014

A revista deste trimestre, baseada no livro de Daniel exigirá atenção do professor em dois aspectos: doutrinário e histórico. A parte doutrinária concentra-se na escatologia, com destaque para as famosas Setenta Semanas de Daniel. No aspecto histórico, o mestre deverá se inteirar dos fatos envolvendo os grandes impérios mundiais da Antiguidade, especialmente o Império Babilônico e o Império Medo-Persa. Neste comentário, você terá um bom resumo das circunstâncias que levaram Judá ao cativeiro, que naturalmente poderá ser ampliado com a pesquisa em outras fontes. Apresento também um esquema simples, mas que irá ajudá-lo a ordenar as informações que você obtiver sobre o tema, a fim de não se perder na exposição do livro. Tenha esse esquema em mente, situando-se nele em cada aula.

A história por trás do livro de Daniel/ Os fatos que propiciaram o exílio na Babilônia

É importante você explicar aos alunos os três períodos da história israelita que antecederam a época descrita no livro de Daniel, mas sugiro que você dedique mais tempo ao período final da história de Judá. Adaptei da Bíblia de estudo arqueológica o texto dos artigos “Nabucodonosor” (2Rs 24) e “Os últimos dias de Jerusalém” (Jr 6):

Nabucodonosor II, um dos maiores monarcas da Mesopotâmia, reinou também sobre a Babilônia por um período de tempo mais longo, de 605 a 562 a.C.1 Ele é mencionado cerca de 90 vezes no AT, mais que qualquer outro rei estrangeiro. A Bíblia registra suas campanhas contra Jerusalém em 604, 597 e 586 a.C., culminando com o cativeiro de Judá.

Depois de um cerco de trinta meses, Jerusalém caiu diante do rei babilônico Nabucodonosor, no dia 18 de julho de 586 a.C. Os judeus esperavam pela restauração do rei Joaquim, exilado na Babilônia com 10 mil soldados e artesãos judeus, desde 597 a.C. Uma Judá enfraquecida, governada por Zedequias, lutava contra pressões de dois lados: as ambições do faraó Apriés (também conhecido como Hofra), que deseja obter o controle sobre o Levante (região do Mediterrâneo Oriental, a Siro-Palestina), e o interesse babilônico em manter o controle do mesmo território.

Zedequias foi convocado a comparecer à Babilônia, talvez para proclamar sua lealdade, mas logo foi envolvido numa coalizão antibabilônica com Edom, Moabe, Amom, Tiro e Sidom. Ele reteve o tributo anual, e Nabucodonosor respondeu com o cerco a Jerusalém, no dia 15 de janeiro de 588 a.C. Um ano mais tarde, Zedequias proclamou a libertação dos escravos hebreus da cidade, provavelmente para acrescentá-los às miseráveis fileiras de defensores da cidade. Nabucodonosor interrompeu o cerco de Jerusalém por um mês para atacar os egípcios, o que induziu Zedequias a anular a ordem de libertar os escravos hebreus. Alguns judeus aproveitaram a oportunidade para fugir ou se entregar aos babilônios, seguindo o conselho de Jeremias.

O cerco foi retomado rapidamente, e o muro de Jerusalém foi rompido no dia 18 de julho de 586 a.C. Por causa da fome que assolava a cidade, a resistência foi fraca. Zedequias fugiu, mas foi capturado e cegado. Antes disso, foi obrigado a testemunhar a execução dos próprios filhos. Jerusalém foi saqueada, o Templo foi queimado e muitos foram enviados para o exílio na Babilônia. Outros fugiram para o Egito depois de assassinar Gedalias, o governador babilônico. Os quatro primeiros capítulos de Daniel detalham os acontecimentos na Babilônia durante o reinado de Nabucodonosor.

Daniel, o autor e o livro

Você pode encontrar muitos dados sobre Daniel, o profeta e o livro, em Bíblias de estudo, comentários e dicionários bíblicos, mas todas essa informação deverá ser situada corretamente na cronologia do livro. Este esquema simples de Samuel J. Schultz facilitará bastante a organização dessas informações:

1. O reinado de Nabucodonosor
Os judeus cativos na corte (Dn 1.1-21)
Daniel e o sonho do rei (Dn 2.1-49)
Os três amigos de Daniel são testados (Dn 3.1-30)
A humilhação do monarca (Dn 4.1-37)
2. A era de Nabonido-Belsazar
Natureza bestial dos impérios (Dn 7.1-28)
Os impérios são identificados (Dn 8.1-27)
Às vésperas da queda de Babilônia (Dn 5.1-30)
3. Nos tempos medo-persas
Preocupação de Daniel por seu povo (Dn 9.1-27)
Testado por causa de sua religião (Dn 5.31—6.28)
Revelação final de Daniel (Dn 10.1—12.13)

Nota: Deixe o seu comentário, esse retorno é importante para mim. Se quiser compartilhar algo sobre o assunto desta lição com os outros professores, fique à vontade para usar este espaço.

Lição 2 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA

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2 comentários em “Lições Bíblicas: “Daniel, nosso ‘contemporâneo’”

  1. Obrigado… Me ajudou muito, estarei repassando para outras pessoas o endereço deste blog. Deus abençoe grandemente sua vida e seu trabalho
    .

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  2. Muito obrigado! os seus estudos, postagens e comentários tem me ajudado muito.
    Que DEUS continue Abençoando o seu Ministério meu irmão.
    Meu amado irmão eu passei um e-mail, gostaria de saber se pode me ajuda ainda mais? meu e-mail: biragcosta@gmail.com.

    Curtir

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