Lições Bíblicas: “O Deus que intervém na história”

Lição 3 — 4.° trimestre de 2014

Estranhamente, o assunto da intervenção de Deus na história, que é o tema da lição, simplesmente é esquecido no comentário, que se atém ao que Deus revelou a Nabucodonosor. A soberania de Deus é afirmada, mas nada se diz sobre a forma em que ele intervém nos assuntos humanos.

O sonho perturbador de Nabucodonosor (Dn 2.1-15)

Joyce G. Baldwin explica a extrema preocupação do rei com o sonho:

Tudo leva a crer que Nabucodonosor realmente havia esqueci­do os detalhes dos sonhos que o assaltaram. “O consciente resiste naturalmente a qualquer coisa inconsciente e desconhecida”, mas o ser incapaz de lembrar o sonho somente o deixava mais ansioso e, consequentemente, mais irritado. Conforme a superstição oriental, era um mau presságio, não conseguir se lembrar de um sonho: “se um homem não consegue se lembrar do senho que viu [isso significa que] seu deus (pessoal) está zangado com ele”. Até que o sonho fosse lembrado e interpretado, pesava sobre a pessoa como um sonho mau. preocupando-a e marcando-a negativamen­te.

A atitude sábia de Daniel (Dn 2.16-30)

Russel N. Champlin observa sobre a atitude de Daniel:

Tanto a experiência quanto a experimentação (incluindo a de variedade científica) mostram que a oração é mais poderosa quando feita em grupo. Energias espirituais geradas por pessoas unidas em um propósito não podem ser geradas por indivíduos comuns. Dessa forma, Daniel buscou apoio na oração. Ele apelou para seus três amigos. Quatro amigos tinham uma só mente, e esperavam grandes coisas da parte de Yahweh.

Daniel conta o sonho e interpreta-o (2.31-45)

Para visualizar a estátua do sonho do rei e sua relação coma cronologia bíblica, baixe o mapa de Finis J, Dake (aqui). Com ele, poderá acompanhar esta exposição extraída da Bíblia de estudo Dake:

A grande imagem do sonho de cinco diferen­tes materiais representa cinco grandes impérios mundiais: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma e a Roma reformada, que será composta de dez reinos no final dos tempos (Dn 2.44,45; 7.23,24; Ap 17.12-17).
A cabeça de ouro (v. 32,35,38). A cabeça de ouro, parte da grande imagem, representa o primeiro dos cinco reinos na visão: a Babilônia do reino de Nabucodonosor (v. 37,38; Jr. 15.4; 24.9; 25.1-12; 29.18). Os cinco reinos sucederão um ao outro até o tempo do cumprimento do plano de Deus para unificar Israel. Todos eles existirão antes de serem utilizados para punir Israel no tempo dos gentios e cada um a seu tempo, depois de cumprir sua missão com Isra­el, estará absorvido com a sucessão do reino. A Babilônia conquistou Israel no primeiro ano de Nabucodonosor, cerca de 616 a.C., e continuou no poder por 70 anos (Dn 9.2; Jr 25). Nabucodonosor reinou por 43 anos e foi suce­dido por Evil-Merodaque (2Rs 25.27; Jr 52.31) e depois por Nabonido e Belsazar, que reinaram juntos até a queda da Babilônia (Dn 5). Esse im­pério oprimiu Israel por 170 anos, de 616 a.C. até 546 a.C. (Jr 25).
O peito e os braços de prata (v. 32,35,39). Essa parte da imagem simboliza o reino me­do-persa, o qual sucedeu a Babilônia no final dos 70 anos do cativeiro judeu, sendo o se­gundo reinado do sonho da opressão de Israel no tempo dos gentios (Dn 2.39; 5.1-31, 8.20; 9.1; 10.1; 11.1-3; 2Cr 36.22; Ed 1.1-3). Os dois braços simbolizam as duas nações reinando juntas, os medos e os persas. Esse reino foi inferior ao império da Babilônia, como a prata é para o ouro, mas não foi inferior em poder (derrubaram a Babilônia); eram inferiores na forma de governo, riqueza, luxo e glória (Is 13.19). Na Babilônia, o rei era o poder absoluto (Dn 5.19), mas a lei medo-persa era superior ao rei, que não podia mudá-la, mesmo que fosse para favorecer o melhor de seus súditos (Dn 6.1-14). Similarmente, no terceiro e quarto reinos, as formas de governo eram inferiores, bem como a sua riqueza e glória. A Babilônia tornou Israel cativo (Jr 25) e os medo-persas os libertaram (Is 44.28; 45.1-5; Ed 1.1-4; 6.1-14). Os medo-persas continuaram até que Alexandre, o Grande, fundou o antigo Império Grego em 334 d.C.
O ventre e as coxas de cobre (v. 32,35,39). Essa parte da grande imagem simboliza o ter­ceiro império, o grego, sob o reinado de Alexan­dre, o Grande, que também dominou Israel no tempo dos gentios (Dn 2.39; 8.20,21; 11.1- 34). Este terceiro império se tornou o maior no território dos três primeiros reis. Alexandre iniciou seu império na Grécia e na Macedônia, conquistou todos os territórios dos outros dois reis e também parte da India. O império grego começou a decair com a morte de Alexandre. Seu vasto território foi dividido em quatro par­tes [ver Daniel 8].
As pernas de ferro (v. 33,35,40). Essa parte da grande imagem simboliza o antigo Império Romano, o qual seguiu a Grécia na dominação de Israel. Esse foi o quarto reino do sonho da opressão de Israel no tempo dos gentios (Dn 2.40; 7.23,24; 9.26; Mt 24.1,2; Lc 2.1; 20.20-24; Jo 11.48; At 16.21; 22.25-29). Esse reino é o mais forte de todos, assim como o ferro é mais forte do que o ouro, a prata ou o cobre. Embora seja denominado o quarto, não foi o último dos reinos gentílicos do mundo a perseguir Israel no tempo dos gentios. Existem dois reinos, os quais reinarão sobre Israel antes da vinda do Messias para libertá-lo e estabelecer o reino de Deus na terra para sempre. As duas pernas de ferro representam as divisões oriental e oci­dental do antigo império Romano.
Os pés e os artelhos de ferro e de barro (v. 33-35,44). Essa parte da imagem representa o futuro Império Romano reformado — o quinto reino da imagem a oprimir Israel no tempo dos gentios (Dn 2.31-43; 7.23-25; Ap 17.12-17). Esta, a última parte da imagem, foi destruída pela rocha que caiu do céu (v. 44). Roma re­formada era para ser um reino dividido, parte forte e parte fraca, como é simbolizado pelos dois materiais dos pés e dos artelhos. O bar­ro representa o governo exercido pelas mas­sas e o ferro representa o governo exercido pelos reis. Estas duas formas de governo não se misturam. O resultado final será que o fer­ro novamente predominará. Os reis reinarão novamente no império Romano. Os dez reinos serão formados naquele lugar e serão gover­nados por dez reis (v. 44,45; 7.7,8,23,24). Esses dez reinos representados pelos dez artelhos existirão nos últimos dias, antes da vinda de Cristo e serão destruídos em sua vinda (Ap 17.8-17; 19.11-21). Eles serão governados pelos dez reis durante os primeiros três anos e meio da 70a semana e governados pelo anticristo nos últimos três anos e meio (Dn 2.44,45; 7:7-14; 7.17-25; Ap 13.1-18; 17.8-17; 2 Ts 2.1-12). Os dez reinos formarão o que é conhecido pelos estudiosos da Bíblia como Império Romano restaurado, conforme relatado em Daniel 7 e Apocalipse 17.12-17.

Nota: Deixe o seu comentário, esse retorno é importante para mim. Se quiser compartilhar algo sobre o assunto desta lição com os outros professores, fique à vontade para usar este espaço.

Lição 4 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA

Anúncios

3 comentários em “Lições Bíblicas: “O Deus que intervém na história”

  1. Judson,

    A “rocha que veio do céu” seria Cristo, o Reino de Deus (instaurado no ministério terreno de Jesus) ou o Reino Messiânico (Milênio)?

    Grande abraço e muito obrigado pelas postagens!

    Renato, como a profecia contempla reinos futuros que ainda não se concretizaram, podemos deduzir que se trata do governo que Cristo irá instaurar em sua segunda vinda. Penso que que se refere não só ao Milênio, mas ao reino que irá vigorar na terra restaurada e que, portanto, será eterno.

    Curtir

  2. Deus continue lhe abençoando c sabedoria divina maravilhoso a explanaçao do context a paz e graça de Jesus!!!bnt

    Curtir

  3. Júdson, a Paz do Senhor!
    Também senti a falta da abordagem do tema nos comentários, uma pena! Mudando de assunto: A atual União Européia poderia sinalizar o início dessa restauração do “Império Romano” , como já ouvi dizer?

    Difícil dizer, Adeliny. A história nos mostra que certas situações parecem concordar com as profecias bíblicas, mas depois se mostram equivocadas. Até a Revolução Francesa já foi considerada cumprimento do Apocalipse. Um dia, o que parece ser será de fato, mas até que aconteça penso que é arriscado afirmar alguma coisa.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s