Dois sonhos proféticos… ou não

Sou do tipo que se deita toda noite curioso para saber o que vou sonhar, e esse meu interesse por sonhos levou-me a observar certas características desse estranho estado da mente. Uma delas é que os sonhos são extremamente voláteis: as lembranças se dissolvem ao longo do dia, ou nos primeiros momentos de consciência, ou ainda ao mesmo tempo em que os olhos veem a luz.  Mas há sonhos que você nunca esquece e passam, de alguma forma, a fazer parte de sua história pessoal. Mas, para não cansar o leitor com as minhas teorias, passo a narrar dois sonhos dessa categoria, como prometido no título da postagem. Nunca os esqueci, e eles ficaram gravados na minha memória em definitivo com reforço adicional da realidade.

No início de 1974, quando eu tinha 12 anos, sonhei que estava olhando para o norte, de uma janela da minha casa em Jaguaruna, quando vi desenhada no céu a figura de um imenso guerreiro com escudo e lança. Ele descia com a lança apontada para baixo e continuou descendo até desaparecer por trás de um morro. As linhas de cor bem clara se destacavam contra o fundo escuro do firmamento, e notei que elas não eram fixas, mas ondulavam como água.

No mês de março daquele ano, a cidade vizinha de Tubarão, que ficava para aqueles lados, teve a pior enchente de sua história, que também causou sérios estragos em doze outros municípios. Foram contabilizados 199 mortos e mil desaparecidos. A interpretação do sonho (te cuida, Daniel!) só me ocorreu tempos depois, numa das várias ocasiões em que ele me veio à mente.

No outro sonho, eu estava olhando para o céu e uma pequena nuvem começou a se mover e de repente parou à entrada da cidade, junto ao rio que é atravessado ali por uma pequena ponte. No meio da nuvem, apareceu uma grande lata cilíndrica de metal, e do centro dela, pelo lado de fora, uma luz se acendeu, transformou-se num pequeno meteorito e caiu sobre o posto de gasolina que  ficava logo à esquerda de quem entrava na cidade. Houve um grande explosão, e o posto foi destruído.

Passaram-se meses e nada aconteceu. Alguns anos depois, quando já morava em Joinville, fui passar férias em Jaguaruna. Eu estava sentado numa poltrona do lado esquerdo e quando o ônibus atravessou a ponte a primeira coisa que vi foi o posto de gasolina… destruído. Pouca coisa permanecia de pé. Dessa vez, lembrei-me do sonho na hora. Depois alguém me informou que o estrago fora causado também por uma enchente.

Confesso que sou bastante cético com previsões em sonhos, especialmente os meus, e contei esses dois apenas por serem interessantes. E que dizer de seu cumprimento? Eu responderia que foi mera coincidência. Ou não.

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2 comentários em “Dois sonhos proféticos… ou não

  1. A paz do Senhor mano. O sonho sem a interpretação fica vago, os dons estão disponíveis temos que buscar no Senhor para auxiliar a igreja e os que estão ainda em trevas. Preciso orar mais, é o que tenho aprendido com nossas dúvidas do dia-a-dia. Fica a pergunta: Será que nosso Jesus despediria alguém verdadeiramente necessitado sem uma boa palavra profética e uma cura (espírito, alma e corpo)? Lembro-me das suas palavras, geração incrédula até quando…(minha opinião…pensando alto, um bom dia…)

    Penso que os sonhos, em sua maioria, são mesmo vagos.

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  2. (Ju) Sem querer mas nesta época da enchente tinha um homem chamado Alcides que trabalhava de soldador no posto…E ele alugou um galpão na outra rua em frente a igreja Assembleia de Deus…Utilizando um botijão de gás para soldar ouve uma explosão … tirando-lhe um braço e as duas pernas…Se te lembras foi no dia que posou no colégio um Helic…mês era março.

    Como são as coisas: eu lembro do helicóptero, mas não desse acidente. De qualquer forma, o sonho com o posto foi bem depois.

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