Sobre costelas e placas

Toda sexta-feira à noite, dirijo-me a um pequeno restaurante aqui na Barra do Sul para comer costela acompanhada de arroz, que sempre dispenso, maionese, salada de repolho e cebola cortados bem fininho e tomate, rodelas de pão francês e farofa. A carne não é tão boa quanto a dos costelões de Curitiba, mas ainda assim me faz manter o hábito.

Por falar em hábito, nem a comida me distrai do velho costume de escutar conversa alheia, e hoje não foi diferente. O garçom que me serviu dialogava com um casal numa mesa próxima e revelou a eles que era evangélico — há pouco tempo, pelo que deduzi. A mulher quis saber qual era a igreja, e ele respondeu que pertencia à comunidade tal. Acrescentou que não era uma igreja como a Assembleia de Deus e outras, mas que placa não salva, por isso ficava do lado de fora, não do lado de dentro.

Fiquei feliz por ver um convertido relativamente novo consciente de que uma igreja deve crescer por dentro, em comunhão, não por fora, em ostentação, coisa que muitos líderes com dezenas de anos de ministério não conseguem perceber. Tenho para mim que não haveria maior exemplo de comunhão do que ver todas essas placas queimadas numa grande fogueira. Quem sabe até se aproveitaria o fogo para assar uma costela.

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